terça-feira, 30 de abril de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

Hoje é um dia triste!


A morte é triste. Digam o que disserem, acreditem na vida pós morte ou não, o primeiro sentimento, perante a perda de um dos nossos, é a tristeza. Essa tristeza intensifica-se e agrava-se à medida que a ligação que tenhamos com a pessoa seja maior ou menor. Hoje morreu o irmão da minha avó. Estou triste, secalhar não pela perda em si, visto que era uma pessoa que a maior parte da minha vida esteve afastada, mas sim porque foi um ser humano que passou os últimos meses da vida dele numa instituição de cuidados paliativos longe de casa, tendo como única visita assídua a minha avó. Ele toda a vida esteve emigrado, tendo regressado há meia dúzia de anos a Portugal. Era um bon vivant, cismadinho como nunca vi, mas era boa pessoa. Depois da morte da mulher, apaixonou-se cegamente pela cunhada da minha avó, também ela viúva, mas teve o maior desgosto da vida dele. Foi tratado como lixo, quando ela deixou de se interessar por ele, afastando filhos e família que só lhe queriam abrir os olhos, que só queriam o bem dele. Valeu-lhe a minha avó, que tantas vezes foi esquecida. Valeram-lhe os meus pais, os meus tios, eu, a minha irmã e os meus primos que, por amor à minha avó, tudo fizemos para lhe salvar a vida, para a tornar menos insuportável. Mas de nada adiantou. Um efeito secundário da anestesia geral atirou-o para uma cama de hospital, após uma intervenção cirúrgica para extrair um cancro nas vias respiratórias. Traqueostomizado, revoltado, acamado, aflito em secreções produtivas e cada vez mais débil, viu-se obrigado a estar longe de casa porque necessitava de cuidados durante 24h. Levei a minha avó a visitá-lo algumas vezes e foi uma realidade arrepiante aquela a que assisti. Passei a tarde do dia 1 de Janeiro nas urgências do hospital, para que ela pudesse fazer-lhe companhia enquanto estava lá encostado a um canto, no meio de tantos desatinos e sufocos, à espera de uma alta que demorou horas a chegar. Estou triste porque morreu sozinho. Estou triste porque acredito que muita coisa ficou por ser dita, muitas dores ficaram por ser partilhadas. E, para ser sincera, é nisto que me ponho a pensar vezes sem conta: o triste final que tantos seres humanos têm. Abandonados. Presos a uma cama. Deprimidos. Em agonia. Solitários. Em constante choro. Em sofrimento. Hoje estou triste porque ele só tinha a minha avó para lhe agarrar a mão, para lhe acalmar a revolta, para estar presente quando acordava de um sono de cansaço, ao domingo à tarde. E acredito que tantas vezes lhe passou pela cabeça onde estariam os amigos do banco da praça, os parceiros das cartas, os compadres, a mulher por quem se apaixonou e os filhos. Acredito que as lágrimas que lhe corriam pela cara quando nos via a nós, aqueles a quem não deu o devido valor, eram de agradecimento e de consideração pelo que estávamos a fazer por ele, nesta fase tão crítica e derradeira da vida. Ou eu quero acreditar que seja assim. Tenho receio que o meu fim seja semelhante. Sério que tenho. Porque a dor que advém da perda de alguém para a morte nem sempre é tão atroz e agonizante comparada com a dor de simplesmente ser esquecido, ser deixado a jazer sozinho, sem carinho e palavras de conforto, sem o calor de um abraço, de um beijo. Demos aquilo que nos foi possível dar. Não foi o bastante mas espero que tenha sido capaz de atenuar, por momentos, a sua dor. Paz à sua alma. 



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um novo vício... saudável por sinal!



Essa coisa que é estar na 1ª fila de um concerto!


Adianto já que esta situação não é para todos. E também não era para mim desde do incidente dos concerto dos Blasted Mechanism, em que fui atingida nos rins e infligi sofrimento no braço da criatura que me provocou tal dor, com as fortes unhas que ostentava. Adiante. 
Ontem, e finalmente para bem dos meus acertos nesta vida, tive o prazer de assistir a um concerto do Gabriel o Pensador. Já tinha tido hipótese de o ver em 2011 mas ainda bem que deixei passar essa oportunidade, pois era bem possível que hoje associasse qualquer tipo de sentimento depressivo às suas músicas. Fui andando pelo meio da multidão, que não era muita e, sem grandes dificuldades, lá me posicionei nas grades, envolta em finos e muita conversa com quem me acompanhava. Aquando do início do concerto e de toda a euforia vivida, deparo-me com um casal de brasileiros de meia idade, com uma máquina fotográfica que mais parecia um canhão. O senhor educadamente pediu-me para ocupar, por uns instantes, o meu lugar para tirar umas fotos. Eu, como boa pessoa que sou, lá deixei a criatura usufruir do canhão e do lugar privilegiado. Qual não é o meu espanto quando o homem deixa de tirar fotos e se instala nas grades, como se sempre lá tivesse estado. Eu tocava-lhe e ele nada. Pegava novamente na máquina e tirava fotos, horríveis por sinal. Não bastante, ainda começou a deslocar-se na minha direcção e a albarroar-me para trás, para tentar arranjar espaço para a acompanhante. Eu como sou boa pessoa mas não sou tansa, toco-lhe no ombro insistentemente e quando o homem se digna a olhar para mim eu fui clara e referi que aquele lugar era o lugar onde EU me encontrava e que ele devia ter vergonha por se aproveitar das boas intenções das outras pessoas para com ele. Lá saiu a custo e a acompanhante armou uma peixeirada insultuosa contra... o cantor! Escusado será dizer que a música que se seguiu foi a melhor resposta não intencional que aquelas criaturas podiam ter tido. Oh mundo louco!

terça-feira, 23 de abril de 2013




Nem sempre a concretização dos nossos projectos, por melhor e cheios de potencial que sejam, infelizmente, depende só de nós. Nem sempre é fácil digerir que se aproveitem deles, à descarada, colocando-nos completamente de fora daquilo que criámos. Nem sempre é possível sermos bonzinhos e ver o lado positivo da questão, que é o reconhecimento do que fizemos, mesmo que de uma forma invertida. Nem sempre nos podem pedir que tenhamos calma e não desistamos, quando vemos que os mais próximos são os primeiros a falhar. Era uma oportunidade, uma só. Calem-se com os elogios e com palavras bonitas e dêem a oportunidade que este projecto/sonho merece. Com tanta porta fechada começam a faltar as forças para fazer vingar aquilo em que acredito e creio ser o melhor e o mais vantajoso para a sociedade futura. Porra, uma p*ta de uma oportunidade para mostrar a urgência e a necessidade do mesmo! UMA!

Enquanto isso vou ouvindo isto, para ver se a chama da esperança não se apaga! Hoje está mesmo difícil...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O que uma pessoa tem que aturar!


Quem me conhece sabe que eu tenho uma cabeleira farta de caracóis. É do conhecimento geral que rajadas de vento e cabelos soltos, especialmente encaracolados, é coisa da qual não se deve esperar resultados muito bonitos. Ora bem... Hoje, ao chegar à Farmácia depois da hora de almoço, fiz um esforço enorme para me equilibrar e não levantar voo. Escusado será dizer que a única coisa que via à frente dos olhos era cabelo. Ao entrar, baixei a cabeça e levantei para ver se endireitava a juba. Qual não é o meu espanto quando ouço soar uma voz masculina, vinda do armazém, que diz: AH LEOA!!!! É que já não me bastava o desastre capilar...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ó humanidade injusta e cruel! Ó guerras de poder malditas que só atingem os inocentes! Mundo, onde vais tu parar?!




Sabes? Hoje permito-me ao sentimento: Gosto de ti! Sério, gosto mesmo. É a forma subtil e discreta com que crias os momentos que me faz sentir sempre desafiada. Uma simples viagem ao teu encontro está repleta de uma loucura sã que queria que todos vivessem, uma vez que fosse na vida. É o não pensar e o optimizar o agir que me libertam as amarras. O normal que frisaste não ser o que pensei é o que te caracteriza e o que teimo em não aceitar. E desse normal surge todo um ser talhado pelo contributo biológico e social, de onde lhe escapa uma réstia de sensibilidade que julgo escondida de propósito. Aprendi a ler-te ao longo dos anos, não dedicando muito tempo a decifrar o verdadeiro significado de cada pormenor da tua acção. Não porque não quisesse, não me entendas mal, mas antes porque percebi que era um erro crasso esquartejar de uma forma mesquinha a tua alma. És aquilo que me entregas. És aquilo que me fazes sentir. És aquilo que me mostras nos mais ínfimos detalhes da nossa comunicação. Não há toque, cheiro ou gosto que te esqueça. Teimo num trabalho mental de salvamento de cada momento "normal", que tornaste nostálgico por não poder ser novamente vivido na mesma intensidade. Levarei sempre de ti os minutos dedicados às lágrimas, os sonos interrompidos, as conversas deambulantes, o desejo de estar e ser contigo, a perfeição no encaixe do teu ombro, a flor no cabelo, a tensão no olhar, os avanços e os recuos, o sentimento de pertença a algo indecifrável e ilógico. Guardarei as tuas palavras como uma herança, com o seu quê de história e potencial de futuro. Ainda há de chegar o dia em que minutos se tornarão horas, horas se tornarão dias e dias se tornarão anos de uma convivência que não quero ver extinta. Que tenhamos sempre a capacidade de nos ler mutuamente no meio do que dizemos sem pensar, no meio da nossa capa de segurança que não podemos fingir que não existe. Que tenhamos sempre a sorte de sentir a química humana a correr-nos nas veias. Que continues astuto na resposta ao chamamento que o meu coração faz ao teu, no silêncio da minha ausência sem sentido. Que nunca nos falte a capacidade de sonhar com os pés assentes na terra. Que não percas a vontade de me presentear com normalidades tão dotadas de significado. Que eu não perca a capacidade de me encantar com a escolha livre, tantas vezes efémera na duração mas tão eterna na marca que quer deixar. Por tudo isto, por tudo o que não me permite a expressão verbal mas antes a intensa vivência, por aquilo que revelas, por aquilo que transformas em mim, por ti, por mim, por nós: Gosto de ti! Porra, como este meu gostar é um gesto tão terno e se basta a si mesmo, sem necessidade de retorno para ser verdadeiro!

sábado, 13 de abril de 2013

Música que se um dia dissessem que eu ia ouvir em modo repeat, eu mandava internarem-me! #18



Há qualquer coisa de libertador no raio desta música! É colocar em modo ON e deixar que tudo flua. Hoje é dia de desligar. Hoje é dia de Not give a fuck. That's all!

Nunca pedi tanto que um dia acabasse!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quando eu pedi, nas minhas orações, para ser especial...


... não era bem para ser uma pessoa em mil que tem efeitos adversos raros a antibióticos. Eu estava mais numa de ser única na companhia, especial na forma de ser e de estar, inesquecível aquando de uma eventual separação. Mas não. Acharam melhor brindar-me com um rash severo nas mãos que me faz ser tipo cobra em mudança de pele. É muito mais original, eu sei!, mas dói para caralhinho e é também sinal que o fígado não está no melhor estado. Assim sendo, para-se com o antibiótico que se está e começa-se um novo. Não vou orar a pedir o que quer que seja porque tenho planos para o fim de semana que não quero, de todo, cancelar. Assim sendo, a única coisa boa que daqui advém é que, ao fim de 20 anos, finalmente descubro a causa desse efeito cobra. Ao fim de 20 anos, e com a inteligência e conhecimento que os anos em Coimbra me conseguiram fornecer, desvendei o mistério que 3 Dermatologistas e 2 Médicos de Família não conseguiram na altura. Clavamox e outros lâctamicos, chegou ao fim a nossa relação. Um bem haja!*

Uma pessoa até pode estar aziada com a incompetência do ser humano mas vê isto e passa-lhe logo! Que reis!*



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aquilo que eu sei...


... é que há gente que já escreveu livros por menos. Neste momento, estou ainda a tentar acreditar nas voltas que a vida deu para me fazer faltar ao aniversário de uma pessoa para ir aos ensaios do coro para o casamento de outra que já foi o grande amor da sua vida. Estou ainda a tentar acreditar que, neste momento, estou a cantar ao lado de uma pessoa que já foi a pessoa de uma pessoa minha. E, como se não bastasse, ainda estou a tentar acreditar que vou ao casamento de uma pessoa minha no dia em que perdi a minha pessoa. Bonita embrulhada. Mais rebuscado era impossível. É caso para dizer: WTF?!

Hoje fiz um amigo... no plano mais inclinado possível e sem sair de lá disparada! I'm a Winner*



Uma espécie de mistura de The Lumineers com Mumford and Sons!



Há músicas que foram feitas para encantar. Estou deslumbrada. Adormeci e acordei com esta música na cabeça... e no coração! Bom dia mundo*

Há filmes que marcam... seja agora ou há 2 anos atrás!




terça-feira, 9 de abril de 2013



O sentimento amanhã pode ser diferente mas hoje, em todo o meu ser, reside uma vontade gigante de sentir em mim tudo e todos. Essa vontade instalou-se e fez-me sentir a falta dos que se perderam pelo caminho, dos que estão afastados fisicamente pelas circunstâncias da vida e até dos que estão sempre presentes e teimo em desvalorizar. A vontade, que deve vir da paz que se instalou, não me permite sentimentos desagradáveis. Quero perdoar tudo e todos. Quero resolver as dúvidas, quero provocar reacções, quero organizar-me. Então o telemóvel e as redes sociais são dois dos grandes aliados que me permitem chegar aos que estão mais longe. A voz e os olhares oferecem tempo e dedicação àqueles que estão mais perto. Os livros que vou devorando, com temáticas minuciosamente escolhidas, fazem-me crescer e avaliar-me. O que demais não pode ser transmitido àqueles com quem não podemos contactar, também têm o seu espaço e o seu tempo. Ficam eternizados numa espécie de diário secreto que não tem qualquer pretensão de se tornar público. Todas as experiências e todas as pessoas que deixaram marcas fazem parte de nós e é uma pena que algumas tão importantes se tenham desvalorizado, se tenham perdido, se tenham banalizado quando tinham todo o potencial de fazer a diferença e marcar para sempre. Até a essas quero dedicar o meu sentir desmesurado de hoje. Porque quando o sentimento não cabe dentro do peito pode ser usado para transformar a mágoa e a tristeza em nostalgia bonita, em recordação infindável. E hoje todo o meu ser é feito de sentimento. Estarei a regressar ao mais íntimo de mim, ao que sempre fui?! Oxalá!*

Das invejas assumidas!



Um apelo à nossa capacidade imaginativa, ilusória e sensível!


Leiam esta mensagem... é tão bonita!

Criaram um monstro!


Convidaram a minha mãe para ir ao programa "A tua cara não me é estranha" do passado domingo. Quando ela falou disso cá em casa, a primeira pessoa a dizer que sim foi o meu pai! O homem entrou em êxtase. Toca de ir confirmar horários para garantir que não estava a trabalhar. Não estava e lá foram os três. Quando cheguei a casa do trabalho vi que tinham colocado a box a gravar para mais tarde poderem recordar. Hoje, ao entrar em casa, fui recambiada para a sala onde visualizei o belo do alarido em que foi apanhado pelas câmaras e transmitido para todo o Portugal. Gostou tanto da aventura que já equaciona ir às galas do Big Brother. Eu só dizia: tens a certeza que és meu pai?! Depois olhei-me ao espelho e tive a confirmação. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quando as forças te faltarem... Lembra-te!



Uma espera obriga a suportar todo o tipo de ataques, exteriores e interiores. As esperas doem. As esperas fazem sofrem. Quando vivemos na paciência, somos senhores da renúncia e escravos da liberdade… optamos por uma guerra profunda contra o pior de nós mesmos. Numa tranquilidade aparente que raras vezes permite adivinhar o heroísmo que nos vai dentro.
As esperas permitem descobrir e filtrar entre os homens aqueles que têm maior valor… são os que ficam, quando os outros, entretanto, se foram – levados por uma força qualquer daquelas que se alimentam das nossas fraquezas.
(...)
A esperança é a arte da espera. Há que ser paciente perante a dúvida, diante da pressa, face a face com os pesadelos reais.
O homem paciente vive acima do seu sofrimento. Constante na sua firmeza, sofre mas faz o seu caminho para diante. Carrega a vida e a dores com as suas esperanças, numa paz que é a suprema coragem.


domingo, 7 de abril de 2013

A propósito...


... desta postagem do MS e do meu almoço que foi Leitão (há coincidências do camandro!) , lembrei-me de uma cena caricata que só deve acontecer a pessoas destrambelhadas e imensamente sensíveis como eu. Eu sou daquelas pessoas que gosta muito da costelinha e da carninha mas dispensa bem a pele tostada do bicho. Haviam de ver o meu ar enternecido quando eu e o meu ex-namorado comíamos leitão juntos. Aquela troca de peles e carne simbolizava o nosso encaixe perfeito e a ausência de desperdício. (Pensava e sentia eu!) Hoje a saborosa pele (not!), que podia fazer tão feliz qualquer ser humano vai ser o santo graal do meu cão. Isto tudo para dizer que há momentos que, por mais estapafúrdios e básicos que sejam, deixam uma marca gigante naquilo a que chamamos história, a nossa história, e que por mais que queiramos não conseguimos apagar, esquecer. E ainda bem... Ainda me valeu umas boas gargalhadas a lembrança!

Casos de Fé desmesurada!



Era uma vez uma menina que, ao fim de 7 anos, se arriscou novamente no exercício físico. O corpo deveras fraco e flácido necessitava de um pouco mais de músculo e resistência para um objectivo a médio prazo que exige esforço físico. Na avaliação foi-lhe pedido que subisse e descesse um cubo de madeira durante 2 minutos para avaliar a capacidade de voltar ao estado normal após um esforço. Correu tudo pelo melhor excepto o joelho direito que, ao minuto 1 já dava mostras de "ferrugem e falta de óleo nas dobradiças". Dois dias depois ela acorda e os gémeos direitos impedem-lhe a deslocação dita normal. Toda ela é um poço de manquejar. Uma vez que o seu trabalho a obriga a 8h em pé, todo aquele cenário não é nada abonatório. É um tal esfregar Zemalex para aguentar o dia de trabalho. Dado que a 2 minutos de esforço já se revelam tão brilhantes resultados, quando a coisa começar a ser a sério é melhor providenciar uma baixa... ou pedir patrocínio aos laboratórios Italfarmaco. A menina avessa a exercício físico podia dedicar-se ao ponto de cruz mas achava melhor testar os seus limites e continuar a acreditar que é capaz. Tudo isto em prol de uma fé desmesurada no término desse objectivo a médio prazo que exige esforço físico. Fim

FACTO #108


Estamos tanto mais em nós mesmos quanto mais aceitamos o desafio da maturação paciente da existência.

sábado, 6 de abril de 2013



É o fim. Fim das grandes esperanças, das grandes ilusões. Há que acabar. Deixar acabar o que não anda, o que não desenvolve. Tudo o que não se desenvolve naturalmente é porque não é para ti. E se não é para ti, deixa ir. Larga. Solta.
Há coisas que são tuas e querem manifestar-se. Estão a aproximar-se a passo rápido e querem-se expor. Querem mostrar-se, querem que as aceites na vida como tuas, sem equívocos, sem hesitações.
Mas de lá de cima encontram-te cheio de certezas, cheio de resistência, cheio de medo da mudança, do novo. E tu não soltas o velho porque não vês nada de novo a aproximar-se. E o novo não se aproxima porque não soltas o velho. Vês a ironia?
Se continuares como estás, irás perpetuar a vida mesquinha e pequenina que tens vivido. Se soltares as amarras do velho e conhecido irás soltar-te no ar e serás levado para direcções imprevistas. Onde mora o que é para ti. Onde está o que é teu. E o que é teu é muito mais do que a tua pequena mente pode imaginar. Isso, eu te garanto.

Não há coração que resista a este talento!



E uma pessoa apaixona-se assim, num sábado à tarde!

FACTO #107


O perdão não existe para impedir que haja queixas. O perdão existe para resolvê-las.

Gosto mais disto do que aquilo que me orgulho! #4




Decorria o Verão de 2010 quando eu e uma amiga nos lembramos que umas verdadeiras férias na grande ascensão da palavra seriam aquelas que conjugassem música, sol, campismo, liberdade de horários, praia e grande afastamento da realidade mundana. Como é de prever optamos pelo Sudoeste Tmn, cuja experiência em 2008 tinha sido francamente positiva para mim. Um dos cabeças de cartaz era o Mika e eu lembro-me perfeitamente que andamos a gozar com o panorama antecipadamente. Todas as músicas dele, por muito dançantes que fossem, tinham sido de tal forma massacradas nas rádios que nem consentíamos a sua normal audição. Independentemente dos contras, tínhamos que lá ir ver o que é que aquele "esganiçado" ia fazer em palco. Então quando nos deram uns corações dourados para balançar ao som do We are Golden é que não podíamos faltar mesmo. Palhaçada era connosco! Escusado será dizer que ele arrasou com a nossa mania toda. Não só foi o concerto com mais público, como foi o mais divertido, o mais original, o mais criativo, o mais inesperado e aquele que nunca ninguém, em tempo algum, irá esquecer. Eu continuo a dizer que os artistas se medem no palco e é esse o grande motivo pelo qual sou uma viciada em concertos!

Há gestos que merecem ser considerados!



O meu avô paterno já foi um ídolo e já foi uma desilusão. É uma pessoa que tem um dom especial para flores e abelhas. Foi um homem que se viu sozinho, com dois filhos homens para criar, no auge da vida. Foi um homem que precisou de se voltar a casar. E foi aí que começou uma grande panóplia de mini erros que lhes tem custado a presença dos seus de sangue. Nesta Páscoa, dado o tempo que estava, não tive a mínima vontade de sair de casa para ir fazer "capelinhas" e fazer visitas por obrigação. Não me apeteceu e o que é certo é que não fui. Criou-se em mim uma certa aversão a fazer coisas por obrigação ou respeitando o politicamente correcto. Mas no dia seguinte, na segunda-feira, ao passar numa rua próxima de onde mora, fiz inversão de marcha e parei lá. Ele estava a estender a roupa. Entrei e ficamos uns 30 minutos na conversa que, por muito estranho que pareça, fluiu livremente e não foi forçada. Como as flores são o seu forte lá andei com ele, no alto dos meus saltos, pelo meio dos campos de cultivo a examinar minuciosamente as suas novas aquisições. Quando entramos na casa ele chamou-me a atenção para 5 jarras improvisadas com camélias que, como por magia, tinham florescido imponentemente nesta Páscoa. O meu ar deslumbrado não lhe deve ter sido indiferente e ele pega na mais bela camélia que lá tinha (a branca da foto!) e ofereceu-me. O espanto e o orgulho inundaram-me o coração e fizeram-me ficar contente com a decisão de regresso que tomei, baseada num passado feliz que um dia ocorreu. E a velha máxima dos favores em cadeia comprova-se mais uma vez. Ainda vale a pena termos gestos bonitos, feitos com o coração, mesmo que seja para aqueles que nos magoam. Mais cedo ou mais tarde o coração dos mesmos falará mais alto e inundará as suas atitudes de graciosidade e entrega. Eu acredito.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Música que se um dia dissessem que eu ia ouvir em modo repeat, eu mandava internarem-me! #17



This is way too hard, 'cause I know
When the sun comes up, I will leave
This is my last glance
That will soon be memory!

Este homem é GRANDE! #6



Diz que sai orgulhoso
"Acabou-se uma etapa"
Se for ao Vaticano
Dão-lhe equivalência como Papa!

São pérolas senhores!



quinta-feira, 4 de abril de 2013

FACTO #106


O mais indesejado dos não convidados... o Herpes!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Hummmmm... sabe a Verão!



É tão fácil deixarem-me feliz!



(Patroa, ao telefone) Sábado vamos as duas fazer trabalho de campo... ver as novidades cosméticas ao Porto. Prepara-te para um horário diferente e zona VIP!

Toda eu gesticulava anormalmente, brotava sorrisos e dava pulinhos parvos!
Internem-me!

Que me desculpem, de coração...


... os sem abrigo, as vítimas das cheias, as pessoas que vão trabalhar a pé, de bicicleta ou de mota, e todos aqueles que não gostam de chuva mas hoje, acordar com uma curta mas forte chuvada foi coisa para me fazer saborear melhor o vale dos lençóis. Mas foi só mesmo hoje... porque eu sou menina para olhar para o calendário e condenar fortemente o tempo que já foi perdido em humidades!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Happy Easter is... #4


... the details!










Sou uma pessoa de tradições. A Páscoa é uma delas. Estou envolvida numa série de pequenas rotinas que, a cada ano que passa, têm um sabor diferente. Sou uma pessoa que gosta de partilhar essas mesmas tradições, tentando que terceiros desenvolvam o mesmo gosto e a mesma conexão que eu a certos momentos. Por isso na Páscoa, faça chuva ou faça sol, com melhor ou pior humor, há flores oferecidas à madrinha, há reunião de família, há imagens em andores que são recordadas, há Via Sacra, há momentos de paragem, em grupo, há inovações na cozinha, há arte, há folar, há visita dos afilhados aos padrinhos, há Ovos Kinder, há Compasso Pascal, de casa em casa, a desejar boa Páscoa, há cruzes enfeitadas com flores, há campainhas a tocar pela rua fora, há partilha de amêndoas entre os mais novos, há o recordar de pessoas que tornam à terra. Mais ano menos ano, o trabalho vai juntar-se a esta grande lista, impedindo que eu viva esta tradição da forma que tenho vivido nestes últimos anos. No dia em que isso acontecer, estarei disponível para me adaptar, com a certeza no coração de que novas tradições serão criadas, tão dignas e gratificantes como estas. 



Há alguns sentimentos que se recusam a ir embora. São pequenas distracções sussurrando ao teu ouvido. Algumas coisas agitam-se debaixo da tua pele. Tenta o quanto quiseres mas não podes ignorar os teus instintos. É o que dizem: segue sempre a tua intuição!

in Grey's Anatomy
|Season 9, Episode 19|