segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fly me to the moon.


É difícil dar segundas oportunidades. É ainda pior pedir uma segunda oportunidade. Uma oportunidade para fazer de novo, sabendo o que se sabe agora e o que se aprendeu. Uma oportunidade de fazer tudo completamente diferente. Uma oportunidade de corrigir todas as asneiras, todos os erros cometidos. Uma oportunidade de tentar recomeçar do zero.
in Grey’s Anatomy |11;7|

Nem de propósito. Coincidente com a decisão de fim deste blogue deu-se a visualização de um episódio da Anatomia de Grey que falava, como já deu para perceber, de segundas oportunidades. E elas existem, mesmo que se chegue a duvidar, mesmo que se agonie na espera. Criei este blogue há mais de 5 anos, segunda oportunidade do primeiro de todos, porque a necessidade assim me impeliu. Alimentei-o o melhor que consegui, fui evoluindo em termos de escrita, foi com ele que recuperei de um dos piores períodos da minha vida, o tal “fundo do poço”. Sou eternamente grata à blogosfera, ao Tumblr e à música pelo coaching que exerciam sobre mim, dia após dia. Com uma nova vida a surgir, com novos desafios e novas pessoas, o passado que aqui registei tornou-se pesado demais, bagagem desnecessária para o caminho que se avista. Então percebi que o melhor a fazer é guardá-lo devidamente e ser grata por tudo o que de bom me ensinou. Hoje sou melhor pessoa graças a ele mas creio que o melhor a fazer é visitá-lo de quando em vez, nas reflexões e paragens que a vida exige. As raízes dão-nos uma morada mas não nos impedem de voar. 
Recomecemos, pois então!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Hipocrisia.


Sinto as entranhas a emaranharem-se quando visualizo fotos de sorrisos hipócritas, que bancam os perfeitos e os dedicados, quando a história que terceiros conhecem e vivenciaram lado a lado não é assim tão pura. Questiono-me seriamente como conseguem omitir coisas tão sérias e como continuam na vida sob a forma de moralistas, falsos, mas moralistas. E o pior mesmo é que acreditam e vivem aquilo, como se de verdade se tratasse. E eu benzo-me. Em tom de reprovação e de surpresa, por tamanho descaramento, mas principalmente em jeito de gratidão pelo afastamento de tamanha ruindade e egoísmo. E que continue assim: longe, bem longe!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Wild.


I’m a free spirit who never had the balls to be free.

It seemed to me the way it must feel to people who cut themselves on purpose. Not pretty, but clean. Not good, but void of regret. I was trying to heal. Trying to get the bad out of my system so I could be good again. To cure me of myself.

I was amazed that what I needed to survive could be carried on my back. And, most surprising of all, that I could carry it.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Diferença.



(...) Missão: abordar o tema com naturalidade, não ter um discurso patologizante, dar voz, informar. E, encarando a sexualidade como um motor de desenvolvimento pessoal e social, discutir possíveis apoios sociais para pessoas com diversidade funcional. (...) "Vivemos numa realidade em que aquilo de que não se fala é porque não existe. Então vamos falar. De foder." | P3

Fernando Daniel.




quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Adopção.



O "Sim" vai ser uma realidade. Eu acredito.
Que nunca (nos) falte a persistência... e a paciência!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

FACTO #159


(...) Talvez não peça nada para 2015 que não dependa apenas de mim. E sem qualquer timidez, peço Optimismo. Porque o cinzento da vida não se entorna, quando trazemos o sol dentro de nós. | Isabel Saldanha

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

To watch list '15 #1



Luto.



(...) Ao longo do último ano, mais de 20 mil nigerianos perderam a vida às mão deste grupo. 
(...) Por esta razão é que hoje apetece-me gritar: Je Suis Nigerian. | imissio

Sem medo.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo.


Alarmado com a quantidade de participantes num fórum radiofónico que defendia a tese de que os artistas do Charlie Hebdo estavam a pedi-las. E que a liberdade de expressão deve ter limites e controlo. Um dos crimes dos monstros que mataram ontem aquelas pessoas foi terem adormecido o artista livre que havia nelas; o outro foi terem acordado o ditador fascista que há noutras.
Quando os cartoonistas de um jornal como o Charlie Hebdo retratam profetas que é proibido retratar, há que ter a inteligência de perceber que não é com os profetas, não é com os deuses que é feita a piada. É com muitos dos homens que os seguem cegamente e cometem atrocidades em nome deles. É ofensivo? Para alguns, talvez. Todo o humor acaba por sê-lo para alguém, de uma maneira ou de outra - o riso é sempre às custas de alguém ou de alguma coisa; faz parte do conceito e da arte da comédia.
Às vezes parece que aos potenciais ofendidos falta segurança na sua crença ou na sua convicção. Gente segura de si, daquilo em que acredita, não explode de fúria com um cartoon. As reacções extremas contra o humor, seja a um número do Charlie, um episódio do South Park ou um cartoon do António parecem por vezes basear-se em insegurança pura.
E sim, se Deus existe - seja o Deus que for - tem sentido de humor. A prova disso? Nós. A sua criação. Somos todos ridículos, e todos o sabemos bem, por muito que alguns de nós o tentemos esconder. Deus é dos maiores autores de sitcom de sempre. |Nuno Markl|

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015