terça-feira, 26 de março de 2013

Eu já nem estou para me chatear...


Se há coisa que acontece na minha vida em escala industrial é o timing nunca ser o perfeito. 
Andava há cerca de 2 semanas a tentar descobrir de quem seria uma certa música que passava constantemente na rádio. No sábado passado utilizei o Shazam no telemóvel de uma colega e acabei por descobrir. Não pensei mais nisso. Segunda-Feira, para meu espanto, a primeira referência musical na RFM, logo pela manhã, confirmou o que descobri no sábado. E, como se não bastasse, no jornal da noite, falou-se da cantora e do apoio da Rádio Comercial à mesma. Isto só para o caso de não ter ficado esclarecida. 
Ontem procurei, sem êxito, uma caixa onde guardei tintas, cola, pincéis e outros materiais do género, para preparar umas surpresas para a Páscoa. Aquando das mudanças da sala, a caixa deve ter sido tão bem guardada que ninguém sabe dela. Ora hoje vou comprar novamente material e aposto como a dita cuja vai aparecer quando eu já tiver resolvido o assunto. 
Se isto são coisas corriqueiras, sem grande drama ou importância, o mesmo não posso dizer das relações humanas. Uma pessoa sofre, questiona-se, não entende, as respostas não chegam, o coração dói, a tristeza ganha. Quando o tempo faz o seu papel e a situação é ultrapassada e aceite, porque nada mais há a fazer, lá volta a mesma para reclamar o que é seu de direito: a atenção, o trato, a justificação. De tantas vezes que isto já me aconteceu, acabo sempre por chegar à mesma conclusão e questionar: "Era preciso sujeitarem-me a tudo o que passei?" A resposta é sempre traduzida em olhos baixos e em encolher de ombros. Por isso é que já nem estou para me chatear. A vida tem um certo prazer em me provocar. Eu tento não fazer caso.

3 comentários:

Ju. disse...

A vida tem dessas coisas... Também a mim já me aconteceu e é frustrante, sem dúvida. Força! (:
Beijinho*

rosinha cruz disse...

Gostava que as relações humanas se resolvessem com a mesma facilidade que essas situações do dia a dia
Beijinhos

From now on, please, call me Tinkerbell* disse...

Perduro em mim a esperança de, um dia, a vida deixa de vez de me provocar! :)