segunda-feira, 5 de março de 2012

Tenho que concordar!



Para um homem apaixonado em segredo, a mulher Amada acorda sempre triste ou feliz. (...) Quando acorda triste, com uma dor de cabeça ou crise existencial de curta duração, fecha as portas de casa e não está para ninguém. Quando acorda feliz, abre as janelas e as cortinas anunciando ao mundo que está para toda a gente. O problema do homem é esse. Ela nunca está só para ele, e é como se o mundo fosse uma máquina de tortura medieval. As mulheres Amadas são sempre assim: ou não estão para ninguém ou, quando estão, estão para toda a gente. Demonstrar o Amor a uma mulher nestas condições torna-se quase impossível, tortuoso, difícil. (...) Depois, como ela só está disponível para ele ao mesmo tempo que está para toda a gente, ele fica ciumento de todos e passa a detestar o mundo. Com toda a razão e legitimidade, claro. Ela é que não percebe. Qualquer mulher Amada devia ter dez minutos em que nada nela funcionava a não ser os ouvidos e, vá lá, o coração. Devia ter que parar algum tempo sempre que um homem se apaixona. Mas não pára. Um homem anda doente de Amor e o mundo continua a girar sobre si mesmo como se nada fosse. É injusto, é cruel. Assim um homem nunca pode pegar nela, colocá-la num sítio onde ninguém mais o ouve, e dizer-lhe que a Ama.

2 comentários:

Inês disse...

Nós somos qualquer coisa de especial.

From now on, please, call me Tinkerbell* disse...

Bem aventurados os que nos compreendem! :D *