sexta-feira, 27 de maio de 2011



Nestes 5 meses de conhecimento, reconhecimento e construção de um futuro, não houve dia algum que não agradecesse a tua presença na minha vida, a história que nos une e os sentimentos que transbordamos, mesmo que fosse só durante um minuto. Os dias são diferentes, as vivências acompanham essa diferença e os choques de personalidade dão-se. Há arestas a limar, obstáculos a ultrapassar, situações a digerir e metas a (re)definir. O tempo tem, aliado a si, a constante mutação dos factos e, nós, temos que nos ir adaptando. Se, no passado, todas estas "fugas à perfeição" tinham que ser evitadas e eram sinónimo de "fim de história", altamente vivenciadas como tal, hoje a serenidade reina. Hoje ama-se a imperfeição, não como prémio de consolação de quem não atinge a perfeição, mas antes como caminho de vida maduro, real e pouco ilusório do "verdadeiro e paradoxal estado da vida". Hoje não se tenta "disfarçar o lado partido", hoje "acolhe-se e aprende-se a viver com o dano, com a imperfeição". E, nestes moldes, vão-se tendo insónias e preocupações, seguidas de discussões de pontos de vistas, sempre com o intuito de "adoptar a humilde sabedoria de quem procura conscientemente o melhor, sabendo que esse melhor ficará sempre àquem"! A imperfeição de que somos feitos e que nos une é "uma história ainda em aberto, que conta activamente connosco." É sempre possível começar e recomeçar. Com ela é-nos permitido "compreender a nossa singularidade, a nossa diversidade, o real impacto da passagem do tempo em nós, o traço dos seus vestígios. A imperfeição humaniza-nos."
Lido parece fácil... mas desengane-se o tolo que ousa pensar isso!
Porque hoje voltei a vislumbrar e a sentir que a escolha (que foi mais uma entrega desmedida!) foi certa, faz-me feliz e faz-me, como já vêm sendo hábito, e durante mais de 1 minuto concerteza, agradecer a tua imperfeita presença a meu lado!


1 comentário:

Gypsy disse...

Cada vez mais chego à conclusão de que a perfeição não existe.. Desse modo temos que amar a imperfeição e lutar para que ela não se faça sentir (muito).