domingo, 24 de junho de 2012

DETALHES DO CASAMENTO DO RAPAZINHO COM QUEM APANHAVA MALMEQUERES |













Ontem foi o casamento do R. e da C. e, como previsto, foi lindo! Foi pensado ao pormenor, durante largos meses. Foi vivido na paz que os caracteriza. Foi celebrado com a euforia que lhes habita o coração. 
Ver o amigo de mais de 20 anos a entrar na Igreja, sentir-lhe o nervosismo, sentir-lhe a alegria do acto consumado, testemunhar a ousadia de querer ser "tudo" para ela, de fazer "tudo" o que estiver ao alcance para a tornar sempre mais feliz, é grandioso. É um sentimento indescritível. É um sufoco bom por não caber no peito. É felicidade pura por o ver tão feliz, tão realizado, tão maduro. Constato que é uma escolha livre, cheia de vontade, contra todas e quaisquer adversidades. 
E surgem abraços... Sente-se a força que prende, que pede para nunca abandonar. Sente-se um agradecimento em silêncio por fazer parte dos momentos bons e dos momentos maus. Sente-se um pedido de apoio eterno. 
E, no grande abraço final, caem lágrimas pelo rosto. "Estou casado. Como é que já se passaram tantos anos? Como é que, há bem pouco tempo ainda brincávamos na casa onde hoje vou começar uma nova vida, e agora já estou casado?" - sussurra-me. Não lhe sei responder. As lágrimas caem, o abraço torna-se mais forte e percebemos a linguagem do coração. Basta. Porque sempre nos entendemos pelo olhar. E esse foi de orgulho.
Entre dois ou três passos de dança que se seguiram, secaram-se as lágrimas de felicidade e misturaram-se sorrisos e gargalhadas. Consumamos assim o que nos unirá para sempre: a alegre e genuína amizade que dará a vida se for preciso. Que sejas muito feliz meu amigo, meu irmão!*

1 comentário:

Olívia Palito disse...

Na minha vida, só testemunhei um casamento assim, no meio de tantos outros que fui. Compreendo portanto esses teus "sentires". :)

A adivinhar pelas fotos, estavas linda, linda. :]]

Beijinhos