quinta-feira, 25 de julho de 2013



Uma vela acesa por todos aqueles que não chegaram ao destino que traçaram. Um fogo que aqueça os corações dilacerados daquelas famílias. Uma luz que ilumine aquelas vidas que nunca mais serão as mesmas. Um gesto que não traz ninguém de volta mas que nos faz pensar sobre a fragilidade da vida humana. Aqueles vagões comportavam seres humanos e uma enormidade de histórias e pessoas acopladas. Aquele embate ceifou projectos e sentimentos, objectivos e entregas desmesuradas. Ceifou ligações térreas, olhares e abraços. Ceifou resoluções, alegrias e o potencial que cada ser humano, por si só, carrega para mudar o mundo. Traumatizou almas, amedrontou as mais fortes e instalou a dúvida do porquê. É mais um momento triste e revoltante que chega aos nossos olhos, desta vez com a particularidade de nos permitir acompanhar, do lado de fora, os 11 segundos da tragédia. "São pessoas, porra!" - é o que penso nesta tragédia ou em qualquer outra, que implique uma dor atroz por parte de quem a vive e de quem perde os seus. Que estas vidas não tenham sido interrompidas em vão e que todos nós, quando temos outras vidas em nosso poder, tenhamos para com elas mais cuidado do que teríamos com a nossa própria vida. Não somos invencíveis mas também não devíamos experimentar tamanha vicissitude. 

2 comentários:

Mel Pereira disse...

Foi uma tragédia o que aconteceu. :/

From now on, please, call me Tinkerbell* disse...

Mesmo. E quando lemos que foi por descuido, acho que se apodera de nós uma tristeza e um sufoco maior.