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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Chuk Sung Tan ♥ #48



Há uma grande chance que esta foto, de David Fonseca vestido de pinheiro de natal, seja um preview do que está para surgir amanhã: o lançamento, para o mundo virtual, da sua canção de natal. Estou ansiosa... e divertida só de imaginar!

segunda-feira, 25 de março de 2013


|A propósito da Páscoa.| 
O mais importante está, todavia, no que aconteceu na própria cruz. No momento em que é excluído da vida, Ele oferece futuro aos que lhe dão a morte. Ele morre com o mundo vivo no seu coração.

Esta citação, de Frei Bento, refere-se a Jesus. Mas, se nos esquecermos disso, ela acaba por falar de nós também. Quantas vezes não fomos já excluídos da vida de alguém injustamente? Quantas vezes não oferecemos nós um futuro àqueles que hoje já não caminham a nosso lado? Quantas vezes não fixamos um coração desfeito para acabarmos com o nosso mais desarranjado? Quantas vezes não morremos nós na alma quando transportamos no coração o mundo vivo de quem perdemos? 

É esta humanidade que a religião nos oferece, na figura de Jesus, que tantas vezes teimamos em não ver, em não perceber. Na história de vida de cada um há uma cruz que transportamos com mais ou menos esforço. Tantas vezes somos mortos por actos mais ou menos irreflectidos que outro semelhante nos inflige. No entanto, o amor que lhes temos justifica, aos nossos olhos e nessa altura, a razão para tal. Se nada mais pudermos obter de situações penosas, ao menos que não percamos a esperança na mudança que, com toda a certeza, tivemos responsabilidade na vida de outros. Há de ser o bastante. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

FACTO #97



Desaprender para aprender. Apagar para escrever por cima. Houve um tempo em que pensei que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá para renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Bichos formigueiros matinais!


Aquando da ronda matinal pelos diversos blogues que sigo, surgiu esta postagem no blogue imissio, postagem essa que desencadeou uma série de pensamentos em mim, que passo a citar em baixo.

Por muitos defeitos que tenha, por mais chateada que esteja, por mais ocupações que existam, é quase impossível eu dizer "não" às minhas pessoas, quando me pedem ajuda. E é ver-me a tornar o impossível no possível para que essa ajuda se proporcione. É ver a minha mente a contorcer-se de criatividade para arranjar meios quando o fim parece tão longínquo. E, enquanto não achar que dei o meu melhor e que fiz o que estava ao meu alcance, não descanso. Esta forma desmesurada de lhes ter amor faz com que, tantas vezes, lhes facilite a vida. E eles habituam-se. Habituam-se a depender de mim para tudo, proferindo tantas vezes que, não sendo capazes de fazer metade do que eu faço nem tão pouco com a mesma ousadia e qualidade, nem tentam. E isso enerva-me. Enerva-me porque um dia posso ser eu a precisar. Um dia posso ser eu que não tenho mais forças ou não as quero ter. Um dia posso ser eu que quero o meu mundo facilitado. Um dia posso ser eu que quero simplesmente merecer e ter uma forma desmesurada de amor. E quando isso acontecer, em que ficamos? Será que a pressão os faz acordar e perceber que agora é a hora de tornarem o impossível em possível para mim? Eu espero que sim. Eu quero acreditar que não estou sozinha. Porque já dizia o meu avô: Ninguém está livre e temos que saber a quantas andamos!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

FACTO #94


(...) Por medo do envolvimento emocional, do compromisso, do que quer que seja, normalmente de nós mesmos e de perdermos o controlo, todos queremos o mesmo, achemos ou não que merecemos, mesmo que nos movamos por prazer, sejamos homens ou mulheres. Todos, todos queremos o mesmo, mais tarde ou mais cedo, companhia, amor, companheirismo, parceria, cumplicidade e a "esperança de óculos", alguém que cuide de nós, que se importe, alguém para quem sejamos a primeira prioridade, alguém que não se vá embora depois do café da manhã, alguém que não nos largue no meio da madrugada, alguém que não larguemos no meio da madrugada. Alguém que seja capaz de mais, que queira mais, que se proponha a mais, connosco e só connosco. (...)


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


Aquela sensação de acordar a meio da noite e simplesmente ouvir. Ouvir o silêncio, através do qual rompe o barulho da chuva que cai constante e calma. Olhar para o relógio e perceber que ainda nos faltam duas horas e trinta minutos de sono bom pela frente. Sentir o calor que provém do vale de mantas em que nos encontramos e que sabemos certo. No meio de todos estes pequenos nadas que teimamos em ignorar, não há cinzento da alma que consiga sair vitorioso. Porque a minha escolha, face a privações da vida, é encontrar dádivas pelas quais agradecer diariamente. E se nada mais valer a pena agradecer hoje, já tenho este momento madrugador como detentor de honra do melhor prémio que podemos dar a nós próprios: viver!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Redireccionando-me!


Os valores não mudam, as ambições muito menos. O que muda é a compreensão que é oferecida. Hoje em dia, por este lado, ouve-se mais do que se fala. Dá-se a oportunidade ao outro para relatar a sua forma de ver o mundo, de viver. Nem sempre essa visão encaixa na nossa mas há um esforço para, pelo menos, entender os términos em que se baseia. O julgamento continua a não existir e descobre-se que, no meio de ideologias tão diferentes da nossa, há sempre um ensinamento, uma experiência a reter, se optarmos pelo simples acto de escutar. Estou a gostar dos seres que o mundo adiciona à minha vida. Vou gostando de os descobrir. Faz-me sentir viva. Viva e agradecida pela mudança a que me sujeitam. Humildemente, vou adaptando a minha forma de ser, a minha forma de estar, a minha forma de sentir, a minha forma de dar. Humildemente, vou dando hipótese ao diferente de se instalar e, quiçá, alterar o quotidiano. Humildemente, vou cedendo ao novo, como catalisador da mudança que procuro alcançar. Se continuar a cometer os mesmos erros mas de formas diferentes não ando para a frente, nada está a mudar. Há que arriscar fugir a atitudes, pensamentos e acções viciados. Há que arriscar pelo simples facto de acreditar que, do lado em que nos encontramos, pouco ou nada já há para nos fazer crescer, para nos engrandecer, para nos tornar mais felizes. Levaremos então, aquilo que somos de melhor, o que nos caracteriza e identifica como únicos, num novo caminho. Já dizia o sábio que Deus não nos tira nada, antes livra-nos do que em nada nos acrescenta. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

E esta onda de indignação é porquê mesmo?!



Digam-me uma novidade proferida neste discurso. Apontem uma mentira. E, se conseguirem, depois discutimos pontos de vista. A verdade não devia doer tanto, fazer tanta mossa. É sinal que fazemos ouvidos moucos de propósito e preferimos viver de ilusões. É por estas e por outras que sempre agradeci a educação económica que me foi transmitida pelas gerações que me antecederam. Sou bem mais consumista que eles, um pouco mais desorganizada, é um facto. Mas sempre fui somente até onde as minhas possibilidades mo permitiram. As grandes concretizações que foram ocorrendo na minha vida vieram de muita poupança, de muita ginástica mental, de muita criatividade e inteligência para optar pelas soluções mais benéficas. Sim, vivo com estas "preocupações" desde dos 12 anos, altura em que me começaram a atribuir mesadas que tinha de gerir o mais sabiamente possível, sem qualquer hipótese de me darem mais como cedência a caprichos. Hoje em dia, com um salário, mantenho a mesma postura. Ainda vivo em casa dos pais, que ajudam imenso em muitas despesas que acabo por não ter, é certo. Mas o meu ordenado não é gasto até ao último cêntimo. A cada dia que passa é-me transmitida uma consciencialização para os excessos cometidos, excessos estes que podem ser facilmente contornados se nos esforçarmos um pouco para tal. Além de vivermos acima das nossas possibilidades, cultivamos o facilitismo e a cultura do novo, que é como quem diz, já ninguém se preocupa em tirar o máximo partido do que tem. E isto aplica-se não só a todo um materialismo mas também às relações humanas. Não é por acaso que há tamanha falta de entrega entre as pessoas, falta de valores, falta de respeito. "O novo ajuda a resolver, sempre o novo!" Pode ser que esta crise até seja benéfica para ver se a humildade começa a habitar a humanidade... Estou optimista!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Em conversa com um grande amigo cheguei à conclusão de algo que já suspeitava: sou uma pessoa completamente avessa a confrontos. Acabo por fugir, literalmente, deles. Não confundamos isso com incapacidade de ser sincera ou de dizer o que é necessário, na hora exacta. Aquilo de que fujo é de situações que sei que me vão despedaçar a alma, situações em que sei que vão usar a crueldade para me atingir. Sim, sou forte em muitas coisas menos em confrontos deste género. Não sou muito boa a gerir os sentimentos negativos de quando nos magoam de propósito. Não sou mesmo nada boa a inventar cenários para me defender porque, ao primeiro arremesso de maldade, prosto-me. Venho de uma família que, se for preciso, berra, desentende-se, acusa-se mas não diz nada mais que a verdade e não passa mais de duas horas chateada. Venho de uma família que, quando se volta a entender, automaticamente perdoa o que foi dito ou feito..."de coração". Venho de uma família que, apesar de todas as situações menos bonitas, não as cria com o objectivo de "deitar por terra" qualquer um dos seus membros. Foi neste meio que fui criada, foi a isto que me habituei desde sempre. Por isso, se sei que vou ser atingida deliberadamente, simplesmente não me levo até lá. Só e somente porque não creio que seja assim que se resolva alguma coisa. Só e somente porque não preciso de me sujeitar à inferioridade. Só e somente porque, na minha opinião, todas as críticas a que me quiserem sujeitar serão bem-vindas... mas em pé de igualdade, que é como quem diz, na base do respeito!

terça-feira, 15 de maio de 2012



Demoramos eternidades a ganhar a confiança necessária para partilhar os mais sinceros problemas, as mais cruéis preocupações. Continuamos com essa atitude, de uma forma cada vez mais natural, enquanto sentirmos que nos ouvem, que nos tentam entender, que são solidários com a nossa dor. E, é exactamente quando acontece o oposto, que essa confiança vai desaparecendo. Quando sentimos que o que dizemos é secundário, que não tem valor, quando nos fazem sentir seres mesquinhos por nos preocuparmos com "ninharias", quando nos fazem sentir culpados por sentirmos o que sentimos e que, humildemente, arriscamos partilhar... é aí que tudo muda! E não entendem porquê. E chamam a mudança de arrogância. Eu chamo de protecção. Porque podem ser, evidentemente, ninharias. Podem ser problemas e anseios sem fundamento... mas estão a ser sentidos, merecem ser partilhados para, quiçá, se atenuarem. São os medos, as fragilidades, os "calcanhares de Aquiles" de quem sente a urgente e, cada vez mais improvável, necessidade de comunicar, de se abrir, de partilhar. Não deveriam ser tratados como lixo. Mas são. Infelizmente são. E os mundos vão-se afastando. E continuamos parvos a fazer de conta que não sabemos porquê. Falta parar para escutar, dar tempo gratuitamente, reconfortar e estar, evidentemente, disponível. Por vezes, é só preciso que não nos façam sentir esquisitos e loucos, como se mais ninguém no mundo pensasse como nós. É que se é para ridicularizar em vez de nos ajudar a reconhecer o erro (se é que ele existe) não é preciso se darem ao trabalho. Se for para dizer que estamos por nossa conta, mantenham-se  quietos. Não é por darmos valor a supostas "ninharias" que deixamos de ter tempo para constatar grandes chavões. O básico, o normal, o banal aprende-se rápido... já o complexo, são "contas de outro rosário"! 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

...sem amor, eu nada seria!*



Verdade, verdade é que os sentimentos são um atraso de vida. 
Paralisam ou põem tudo em rodopio.
Estremecem. 
Tiram de órbita. 
Afundam e ressuscitam. 
Fazem rodar as quatro estações. 
Na mesma tarde. 
Acreditam? 

Verdade, verdade é que os sentimentos atrasam. 
Deixam o trabalho para depois. 
Despistam. 
Aproximam o pó das estrelas e distanciam o pó das sebentas. 
Que fazer? 
Suspiros. Olhares. Olhinhos. 
A linguagem passa perigosamente ao estado diminutivo sempre que os sentimentos perigosamente se expandem. 
O pior é que nem pela ironia se dá. 

Mas a verdade, a grande verdade é que os sentimentos interessam. 
Tornam-nos gente. 
Ensinam-nos a ser. 
Pedem de nós o que trazemos de único e de irrepetível. 
E preparam-nos para querer, para desejar receber o mesmo. 
Do outro. 
Da outra. 
Um comércio puro, gratuito. 
Tão diferente, tão distante dos rotineiros comércios. 

A qualidade do nosso estar, aqui ou noutro lado, as coisas que temos ou que gostamos mesmo de aprender, os outros com que vamos tecendo o quotidiano, o sentido mais profundo que buscamos emprestar à nossa vida dão-nos estofo. Firmeza interior. Capacidade de construir. 

Não aconteça sermos nós uns atrasos de vida que fazem emperrar os essenciais sentimentos.

|José Tolentino Mendonça|

Hoje não é o dia dos namorados. Hoje é o dia dos que amam. Dos que se amam a si próprios, dos que amam a música, dos que amam ler e preguiçar no sofá. Hoje é o dia dos que amam o sol que se sobrepõe ao vento cortante, dos que amam a sensação de conforto por debaixo de uma manta polar. Hoje é o dia dos que amam recordar os beijos, os abraços e os momentos inesquecíveis do passado, bem como dos que amam sonhar com as sensações de um amor vitorioso do futuro. Hoje é o dia dos que amam amadurecer, dos que dançam até ao sol nascer, dos que não têm pudor de assumir o coração ferido. Hoje é o dia dos que amam a verdade, dos que são fiéis a princípios e dos que lutam para esclarecer até o mais óbvio. Hoje é o dia dos que saboreiam gin tónico e sangria, dos que são apaixonados por marisco e pela areia nos pés, dos que adoram fondue e rosas vermelhas. Hoje é o dia dos que têm sentimentos para além daqueles que nutrem por uma pessoa. Porque para sermos felizes com ela, precisamos de amar outras coisas que não ela, precisamos de não precisar dela... antes, necessitamos mais de a querer com a liberdade própria de uma decisão consciente e nunca como uma ideia de imposição. Não podemos esperar que essa pessoa seja a razão da nossa felicidade quando não somos, de todo, pessoas capazes de amar, por si só, o que somos e o que temos de pessoal. Treinemos esse sentimento, amemos sem explicação, amemos de coração. Tudo, todos. Não emperremos os sentimentos. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



Escrevo para me recordar, sistematicamente do que devo fazer, em vez do que faço. Escrevo para registar conselhos que voam perdidos e que chegam até mim, sem uma razão lógica aparente. Escrevo para tornar reais as mágoas e as alegrias. Escrevo para, mais tarde, perceber que ainda tenho muito a melhorar. Escrevo para melhorar. Escrevo para ver que também eu sou humana, que também eu mereço errar, que também eu mereço ser perdoada. Escrevo para não querer voltar a errar. Escrevo para acompanhar o meu crescimento. Escrevo para me confrontar, diariamente, com aquilo que sou... e que nem sempre é o melhor! Escrevo para mais tarde sorrir, escrevo para mais tarde chorar. Escrevo para ser verdadeira comigo. Escrevo para ver que valho muito e que ao mesmo tempo não valho merda nenhuma. Escrevo para perceber que tanto sou uma doçura como a maior amargurada do planeta. Escrevo para me recordar que sou inconstante mas fiel aos princípios que defendo. Escrevo para querer ultrapassar a minha mania da perfeição e do politicamente correcto, a mania de querer tudo à minha maneira (drama!). Escrevo para encontrar a melhor forma de respeitar, ainda mais, os outros. Escrevo para tornar audíveis os meus devaneios. Escrevo para perceber os meus sentimentos. Escrevo para me ir curando, para me transformar novamente na graciosidade que era. Escrevo para digerir a mágoa e para tentar que ela não me consuma. Escrevo para eternizar os momentos vividos e os sonhos que pretendo realizar. Escrevo para me aperceber que me vou realizando. 

Porque nada do que verbalizo tem intenções de ficar somente pelas palavras. No entanto, nem sempre há a persistência ou a confiança necessárias para que se transformem em acções. E o bom de escrever é mesmo isto: poder reler, em qualquer altura, o que foi registado e ter a possibilidade de tornar real. Nem sempre é não querer... por vezes é tão somente não poder!

domingo, 6 de novembro de 2011

Não querendo parecer pretensiosa, cliché ou outras coisas que tais...


...acredito, cada vez mais, nessa coisa de viver um dia de cada vez! Antes fazia um esforço enorme para levar esta situação à risca, no entanto, a minha cabeça enchia-se de planos para o futuro e exageros exacerbados do presente. Se tudo não fosse vivido hoje, o amanhã poderia não existir, levando-me a querer mais do que aquilo que podia realmente abraçar. Hoje considero, dado o conhecimento que possuo na actualidade, que viver um dia de cada vez é mais que querer viver tudo hoje. É pensar que o hoje é o tempo que verdadeiramente temos para fazer o que quer que seja que ansiamos. Só temos o hoje. 
Fazer planos para o futuro não tem mal nenhum, desde que esses mesmos planos não  condicionem o que estamos a viver agora. Desde que o medo da desilusão com esses  planos, ou a impossibilidade de criar novos ou até mesmo a incapacidade e falta de forças para adaptar os existentes não nos façam desistir daquilo que um dia teve sentido. 

Eu sei que muitos são cépticos em relação à esperança, à fé e até à própria mística do universo mas, isto tudo, existe. E é traduzido por uma simples atitude: acreditar e fazer acontecer.

E como é que isto se processa?! Pega-se em toda a informação, circunstâncias, maturidade, objectivos, receios e desejos que existam e traçamos um plano. Só podemos contar com aquilo que temos. Não percamos tempo com aquilo que queríamos ter e, neste momento, não é possível. Hoje poderemos ter que sacrificar sonhos para criar outros que nem sequer pensávamos que comportávamos em nós mesmos. E, como a vida acaba por devolver tudo a quem de direito, acabará por arranjar um jeito para voltarmos ao caminho que sempre quisemos. 

Já vivi tempo suficiente para perceber que não há mágoa que dure para sempre, que há sempre uma solução para cada problema, que as nossas lutas só surtirão efeito se nos permitirem a tal, que quando os corações estão fechados não há solução vinda de fora, por mais certa que esteja, que vá mudar o óbvio. Já vivi tempo suficiente para perceber que nada deve ficar por dizer, que a distância nem sempre separa e que o amor não morre porque nos desiludimos. Já vivi tempo suficiente para garantir que algo que pareça morto hoje e sem resolução à vista é passível de renascer e se tornar melhor amanhã. Como os dias mudam, as circunstâncias mudam e nós crescemos. Não tenhamos medo de mudarmos as nossas decisões porque estamos sempre a aprender, dia após dia. Aprendamos a praticar a humildade e a compreensão, promovendo a comunicação e o esclarecimento de factos sempre que possível. 

É bom conversarmos, é bom nos conhecermos, é bom nos interligarmos. É bom descobrir, ao longo de uma vida, que há sempre este desafio do conhecer sempre mais. E a beleza que é quando conseguimos, pouco a pouco, aperfeiçoarmos as nossas falhas! Não vai haver nada imutável. E, dado isso, também não podemos nos sujeitar a tal! Nem sempre podemos apanhar a auto-estrada... às vezes temos que nos sujeitar a nacionais e, outras vezes, até mesmo a desvios e "caminhos de cabras"!

E a ti, só te deixo esta nota: se me questionasses agora que NÓS gostaria eu de viver, responderia ESTE NÓS. Este nós que finalmente está a parar para redefinir prioridades, este nós que não se sujeita ao supérfluo, este nós que começa a saber verdadeiramente o que quer. Este nós quebrado e ferido que percebe que tem limites. Este nós que dá passos pequenos. Este nós que tem capacidade para ouvir. Este nós que está mais maduro. E tem sido assim em todos os momentos menos bons! E tem sido assim em toda a minha vida... Gosto de crescer mas nem sempre o faço da melhor forma. 

Com ainda mais certeza te diria que para viver o que quer que seja não é preciso rótulos, nem tem que ser o lógico para os outros. Diria que as promessas que fiz, até ao dia que deixarem de fazer sentido, serão passíveis de serem realizadas sem pensar duas vezes.

As pessoas sempre partem da minha vida... mas eu continuo a persistir na alegria do dia em que acabarão, simplesmente, por ficar... sem porquês, só porque sim... porque eu mereço, porque valho a pena e porque sou prioridade!*


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Das férias...



Encarar as férias como tempo para voltar ao essencial faz com que a nossa atenção fique mais desperta, a nossa sensibilidade mais apurada. Tudo passa a ocupar o lugar que lhe é devido e ficamos mais preparados para viver cada dia agradecidos, enfrentando com mais força as dificuldades que vão surgindo. O regresso ao dia a dia e ao trabalho será mais suave e com mais sentido.

Leiam este artigo e talvez encontrem uma certa orientação para não chegarem mais cansados ao fim das férias. Além do nosso corpo e da nossa mente, há muito mais que tem que descansar. Por vezes não damos o devido valor a esse "muito mais". Por vezes não entendemos que os outros precisam de descansar esse "muito mais", tornando-nos injustos ao ponto de julgar as suas intenções de descanso, longe do seu mundo habitual, como superfluidades egoístas. E se fôssemos nós a precisar? Não gostaríamos simplesmente de sermos entendidos? Temos ainda muito caminho a percorrer na arte de olhar para a vida do outro como algo seu, com vitórias e derrotas que não conhecemos e, portanto, qualquer juízo de valor que façamos será sempre incompleto e tantas vezes errado. Acreditemos que ainda há pessoas que não necessitam de ultrapassar ninguém, que não se esquecem das responsabilidades que têm no seu mundo, que muitas vezes desligam desse mesmo mundo para poderem criar aquilo que tantas vezes foi deixado para trás... assim, de uma forma simples! E que quando precisam de se entregar ao descanso desse "muito mais" é simplesmente isso... reanimar o que foi dilacerado com o peso do caminho que se faz diariamente. Se virmos mais em vez de simplesmente olharmos, encontraremos isto... de uma forma completamente pura e inocente! O mundo pode estar condenado... mas não em todas as frentes!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

De casos como o do Angélico...


Não consigo "entrar a matar", com uma atitude crítica à irresponsabilidade do moço! Sim, como muitos dizem, já tem idade para ter juízo, para não "esticar a corda", para não pôr em jogo a vida daqueles que transporta. Mas no fim de contas, a única coisa que aqui importa é o futuro das vidas envolvidas. Depois do "mal feito", chega de teorias, chega de atitudes que se poderiam ter tido, chega de críticas, chega de lições de moral. Se formos por essa ordem de ideias, em 1999, quando a minha irmã foi atropelada à minha frente, deveriam ter acusado os meus pais de má conduta, isto porque colocarem uma menor a tomar conta de outra menor, que lhe permitiu atravessar a estrada para o outro lado para não apanhar sol e nem sequer foi com ela, é algo propício a acidentes a 200%. Pois bem... eles não pensaram nessa situação, como eu não pensei nela quando a deixei sozinha... mas quem é que adivinhava que ela atravessaria a estrada, coisa que nunca fazia sem alguém ao lado a apertar-lhe a mão para se sentir segura?! Mas voltando ao rapaz... se ele soubesse que o pneu iria rebentar, concerteza não iria tão depressa. E o facto de ser um carro descapotável também não ajudou. Critico sim a falta de uso de cinto de segurança que, como se pôde ver, foi decisiva... mas até mesmo isso é escusado! As pessoas que passam por situações destas depressa aprendem e ainda mais depressa se culpabilizam por nada terem feito para evitar o sucedido. Deixemo-nos de ser velhos do Restelo. Já basta o sofrimento que tudo isto acarreta... Se somos seres humanos, compadecemo-nos com a dor... Um dia ele, outro dia qualquer um de nós... porque até mesmo com exemplos próximos, todos sem excepção, acabamos por ir esticando a corda, tendo comportamentos um pouco irresponsáveis, uma vez por outra, mesmo que não nos apercebamos! Um dia também pode ser fatal para os nossos lados e, nessa altura, passamos a odiar todos os falsos moralistas que teimam em opinar... e eu que o diga!