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quarta-feira, 13 de março de 2013

What you want to be: lucky, really lucky, blessed or damned?




And if the lovers are lucky, they'll get to see (the love).
And if they're really really lucky
Then they'll get to feel (the love).
And if they're truely blessed
Then they'll get to believe (in love).
But if they're damned, they'll never let themselves be deceived (by love).

It's better that you know
That love is hard.
But if it was easy it wouldn't mean nothing, no!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FACTO #78


Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Se eu tivesse que te endereçar uma carta...



É o cheiro que deixas à tua passagem que não me engana. Estás a deixar-te afundar, andas à deriva, e isso faz-me doer o coração. Vens cá e contas-me que está tudo bem, que estás a fazer uma grande carreira. Falas, falas sem parar e essa loquacidade, sei-o bem, é o sinal da tua doença. Achas que eu sou pateta, ou talvez queiras, de certo modo, proteger-me. Tens pudor em mostrar-me a degradação em que te vais afundando? É isto que mais me magoa, porque eu não sou nenhum desconhecido a quem pretendes deitar poeira para os olhos. (...) Com este teu comportamento fazes-me sentir completamente inútil. Eu não sirvo para nada, não posso ajudar-te, a mim não podes abrir o teu coração, porque não passo de um elemento de paisagem. (...) A insatisfação era uma característica tua. Onde é que ela foi parar? Sentes-te contente contigo agora? Olhas-te ao espelho e ficas satisfeito? Deverias dizer-mo, porque, se assim é, é claro que fiz tudo mal. Foi a tragédia, bem sei. Uma tragédia horrível, e essa tragédia mudou a tua vida. Mas eu, a esta altura, tenho o dever de te perguntar: por que razão permitiste a ti mesmo mudar assim? Será que eu não te mostrei, com a minha vida, que existe uma maneira diferente de enfrentar as coisas? (...) Sabes que não via a hora de crescer e realizar o meu sonho. Mas o destino tinha decidido algo diferente para mim e com esse destino tive de me contentar. A princípio foi duro, muito duro, porém depois, com o tempo, percebi que o destino não é senão o caminho que temos de percorrer para nos encontrarmos a nós próprios. Para todas as coisas, mais cedo ou mais tarde, temos de encontrar uma razão. Eu ainda tinha a vida e a vida ia sendo amada, dia após dia, ia sendo construída, com sinceridade, com firmeza, com coragem. (...) Não são as coisas que fazemos que dão qualidade aos nossos dias, mas sim a maneira como as fazemos. E, por isso, devemos sempre fazê-las da maneira mais elevada. Deve haver grandeza e dignidade em todos os actos, não temos nunca de nos rebaixar, conscientes de que a vida é como o mar: há momentos de bonança e momentos de tempestade e, em ambos os casos, devemos estar conscientes de que o mais importante é encontrarmo-nos no posto de comando; será a tua rectidão que permitirá ao navio chegar a bom porto, será a tua não-rendição, o não cederes ao medo que permitirá salvar a carga, a tripulação e os passageiros que te foram confiados. O meu pai, com a sua vida, ensinou-me a nobreza da alma, a mesma coisa procurei eu ensinar-te. Por isso te peço: volta a ser quem tu eras. Sê viril, corajoso, elevado nas tuas aspirações. Dá-me a alegria de, num dia não muito distante, te saber feliz, novamente aberto para a vida e para a sua contínua criação. Mas não esperes demasiado, porque já começo, de vez em quando, a sentir-me cansado.

in Para Sempre de Susanna Tamaro

domingo, 29 de abril de 2012



Gostava que, findo este tempo, tivesse ficado mais que desilusão e vazio. Gostava de poder recordar com ternura, gostava de exaltar detalhes, gostava de sorrir só pelo simples acto de lembrar. Mas não, infelizmente não. Não há esperança que a magia volte a caracterizar aqueles momentos. Há, antes, uma nuvem sombria de incerteza... incerteza da realidade que os acompanhava. São momentos cada vez mais desconectados. Quebra-se o fio condutor, inconscientemente. Tudo deixou de ter sentido. Tudo deixou de ser autêntico. Tudo vai morrendo dentro de mim... com aquele gosto amargo de dúvida de, alguma vez sequer, ter sido sentido. Gostava que, findo este tempo, tivesse ficado mais que desilusão e vazio. Gostava que tivesse ficado o cheiro, a segurança, o toque, o riso, o delicadeza. A sério que gostava! Mas há mágoas e incoerências que (ainda!) cortam como facas. Bem cá dentro. Bem fundo. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

I'M FEELING THIS #17



A primeira parte de qualquer cura é aceitar que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FACTO #15


Ela sabe dar conselhos para todo o mundo, menos para ela. Ela sabe tirar a lágrima dos outros, menos a dela. Ela sabe cuidar dos outros, menos dela. Ela sabe curar a dor dos outros, menos a dor dela. Muito prazer, esta sou eu.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

DO POLAR POSTCROSSING 2011...





E a parte que falta mostrar, lamento informar, mas é só para mim! Tenho que agradecer, de coração, à minha Polar Friend, a menina deste blogue. Num dia não muito bonito, foi ver-me a receber 2 cartas: uma pesada e outra, vermelha e cheia de magia no seu interior! Andava a ansiar por este postal desde Novembro e, a explosão de alegria que esperava ter tido, foi-me roubada pelo teor da outra carta. Mas não me deixei vencer. Voltei a colocar tudo dentro do envelope, esqueci o que tinha lido e dediquei o tempo e a alegria devida a quem deu de si para que eu sorrisse! E conseguiu! Adorei o miminho, adorei a mensagem que comportava e adorei o sorriso natalício em modo verde esperança! Temos sempre 2 opções: ou sucumbimos ao final que nos querem impor, ou criamos um final novo. A ti devo este novo final S. Obrigado por teres tornado o meu Natal mais bonito, mais sorridente.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Terapia da Fala pode ser utilizada para combater o absentismo e o insucesso escolar!



Mas é que nem duvidem! Desde que me conheço que tenho uma ligeira gaguez. A minha mãe também tem. Até ao 5º/6º ano, nunca ninguém me chamou a atenção para tal, em tom depreciativo, e eu convivia bem com essa anomalia. Lia nas aulas, lia na igreja, era uma pessoa que conseguia controlar a fala. No 6º ano, entrou para a minha turma uma criatura que, por se achar mais que os outros, decidia ridicularizar os "diferentes". Ridicularizava os gordos, os baixos, os que usavam óculos, os pobres, os demasiado magros... e ridicularizava-me a mim! Eu sempre fui uma pessoa que fazia parte dos "conhecidos" da escola, não ligando nenhuma a este género de afrontas... Só que, quanto mais eu ignorava, mais ele tinha prazer em obstinar o ridículo a que me sujeitava. Ele sentava-se na carteira ao lado da minha. Sempre que podia, dizia o meu nome de propósito aos professores para que eu lesse. Comecei a desenvolver crises nervosas, insegurança, raiva. Nunca chorei... pelo menos à frente dele. Nunca contei a ninguém o quanto aquilo me afectava, mesmo que me perguntassem vezes sem conta. Já vai longa a capacidade que tenho de me fechar nas mágoas que me ferem o coração... estranho para aqueles que conhecem o meu lado mais extrovertido! Ninguém gosta de ser rebaixada, ninguém gosta de ouvir que é "deficiente", ninguém gosta dos risos malvados, ninguém gosta do gozo em praça pública. Muito menos com pouco mais de 10/11 anos. Fui aguentando até ao 9º ano, cada vez mais revoltada, cada vez mais amarga, cada vez mais insegura. Não gostava de ser diferente.
Com a passagem para o secundário e a inscrição da minha irmã na Terapia da Fala, fez-me questionar se, também eu, não precisaria de algo parecido. Fui. E foi, sem dúvida alguma, uma das melhores decisões que tomei na vida. Com a terapia vieram os psicólogos, e com estes o deslindar de uma série de situações que afectavam o meu bom funcionamento enquanto pessoa. Nunca fui um caso de insucesso escolar, é certo! A minha veia perfeccionista não me permitia mais um desaire. Mas melhorei, aos potes, as notas que fui tendo. Melhorei a auto-estima, fui ganhando confiança em mim, senti que não era diferente mas sim especial.
Sem dúvida alguma que percebo o que é ter uma limitação, por mais pequena que seja, e não saber como lidar com ela. Percebo o que é não entender porque nos julgam e olham com olhos de desdém. Percebo o que é sentirmo-nos feridos no orgulho.
Hoje tenho técnicas de auto-controlo. Hoje brinco com a situação. Hoje consigo enganar os mais distraídos. Só quando o peso que carregava, por não me aceitar como era, me saiu do coração é que consegui realmente viver a minha limitação. Hoje gosto dela porque me torna única. Hoje agradeço à Terapia da Fala por me ter tornado num caso de sucesso!*

domingo, 6 de novembro de 2011

Dias mágicos...


Vou contar-vos uma história... e, como toda e qualquer boa história que se preze, começa com...

Era uma vez...

... uma menina azul que decidiu descobrir o lugar dos afectos! A amiga, um dia, desafiou-a e ela, mais que depressa, lá foi! Com um portão azul, o lugar dos afectos demonstrou ser, desde o início, o seu "país das maravilhas". Demonstrou ser o lugar onde se podia perder em si mesma e descobrir o que de bom ainda lhe restava alojado no coração.


Entrou e percebeu, desde cedo, que estava num espaço de pormenores. Havia uma rede pregada na parede com a palavra GOSTAR. Os bancos de jardim eram cor-de-rosa . Havia uma ponte. 




A alameda, denominada de Alameda dos Sentimentos, possuía telhas com sentimentos gravados. 


Havia um anfiteatro dos sonhos, uma casa onde se aprendia que os maiores pesadelos da nossa vida são as mentiras, os nossos sentimentos em erupção e a solidão. Para ultrapassar estes pesadelos era necessária a ponte da solidariedade. 
Existia uma praça com uma flor com 8 pétalas que remete para o infinito que o amor deve comportar. 
A menina foi chamada a atenção para o facto de que "é uma estrela num céu imenso, dotada de individualidade e capaz de brilhar sempre que optar sorrir". 



No decorrer do passeio, foi-se referindo também a urgência de partilhar experiências com amor, realizando a simples tarefa de, todos os dias, uma vez que seja, oferecer a alguém uma prenda de amor... daquelas que não custam dinheiro, daquelas que aquecem o coração e fazem as pessoas ficarem mais próximas e mais cúmplices: um beijo, um sorriso, um abraço, uma palavra, um silêncio, um olhar... 


Mas como nem sempre tudo corre bem em matéria de amor, o coração que aparece é diferente do normal... não é perfeito, é antes tosco! Parece defeituoso e é, verdadeiramente... isto tudo devido a certos desgostos ou até mesmo cicatrizes... mas não se cansa quando procura pela verdadeira razão da sua existência: amar! 
Ele terá sempre alguém a sorrir para ele, mesmo que muitas vezes ache que não... e, esse alguém, terá uma urgência de lhe ir confiando o seu sorriso e o seu brilho para que este não se perca. 


Mesmo que no início pareçam duas janelas bastante afastadas e sem pontos em comum, podem ir-se aproximando, dia após dia, até se unirem numa só, maior e dotada do verdadeiro amor. 


Esse verdadeiro amor irá ser sempre vivido em clima de romance, bastando-lhe uma porta de entrada e nunca uma de saída... caso não corra bem, opta-se pela saída pelas janelas!


E como custam estas saídas pela janela! Nesse caso, irá existir reservado para o "ainda mais tosco coração" um lugar recheado de flores alusivas a sentimentos, capazes de  despertar para a verdadeira importância da amizade nos momentos menos bons! 


Antes mesmo que se pense em desistir e se apague o brilho da estrela, existirão por aí "incendiadores de estrelas", capazes de abrilhantar qualquer ser mais perdido, qualquer estrela mais pequenina... basta acreditar que, depois de 7 degraus mais ou menos difíceis de percorrer, é possível encontrar o arco-íris, aquele conjunto de 7 cores que faz sonhar, e, é possível ainda a essas estrelas, procurar o seu nome no céu que é o mundo, no céu que é a vida! O nome da menina tem presença assegurada... basta que queira! 


A menina azul relembra-nos, ainda, que não nos podemos é esquecer que temos que ser nós os participantes activos deste passeio pelos nossos dias! O mundo ainda está recheado de magia, ainda é fecundo. Ele só precisa que aceitemos que o nosso coração se abra para essa magia, mesmo que ainda esteja doente, porque o poder regenerador do amor é real! 


Neste lugar, os medos e os receios foram sendo, inevitavelmente, substituídos por "uau's", sorrisos e vontade de melhorar aquilo que se é. Este lugar ofereceu à menina o seu tesouro mais íntimo, aquele que esquece de valorizar. Provocou-lhe a ousadia e convidou-a a viver o amor de uma forma bastante bem "alimentada"... Afinal, é tudo uma questão de congregar e dar prioridade a sentimentos bons em detrimento daqueles que fazem cair em pesadelos. 


Ela apela a que tenhamos todos a coragem suficiente para atirar a rede ao mundo... GOSTAR é possível e ser livre e desinteressadamente afectuoso também!

Ela foi feliz... Ela deixou-se encantar... Ela distribuiu, logo nessa noite, prendas de amor! E agora, com a estrela maior a iluminar o seu dia, ela vai descansar o seu brilho e sonhar... e vai também ordenar e guardar, naquele espaço especial, os sentimentos que o seu eterno menino partido lhe provocou! Deus fez com que ele sorrisse... e isso bastou-lhe! 


Viver a nossa vida neste lugar não é impossível nem infantil nem utópico... é preciso, somente, deixar à porta os preconceitos, o medo de amar e de o demonstrar, a visão negativa e de sofrimento do amor. Aqui só há espaço para a esperança do incêndio sistemático das estrelas... nada mais! E quem não ousar ser puro e simples de coração não verá o essencial... porque esse é invisível aos olhos! 

É POSSÍVEL! Saiam da vossa zona de conforto... 

FIM

segunda-feira, 6 de junho de 2011



Eu gostava de perceber o que é que me impede de ser totalmente feliz. Isto é, viver com a intensidade devida os momentos que constituem aquilo a que chamamos vida. Eu acho que os vivo pela metade. Ou sofro, demasiado, por antecipação e, quando decido vivê-los, já os programei e desprogramei tantas vezes que não há forma de me surpreenderem, ou começo a vivê-los naturalmente, deixando-me ir ao sabor do momento e, como se de uma travagem brusca se tratasse, imponho-lhes limites, analisando e re-analisando todo e qualquer pormenor, aspirando sempre que "ou é bom demais, eu não tenho capacidade de os acompanhar e nem os mereço" ou "para ser tão bom e gratificante, não vai durar muito porque na minha vida a grande parte do que me realiza e pelo qual nutro sentimentos me abandona num ápice."
Para quem lê pode parecer doentio, inconcebível, abismal e impossível mas para mim é bem real e não encontro palavras mais certas que façam jus ao que sinto, verdadeiramente, vezes sem conta!

Depreendo que isto se possa tratar... É que convém!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Resumindo e baralhando...


... temos todos o mesmo fim!... Não entendo onde é que está a dúvida!!

Aquelas pessoas que, por um motivo ou por outro, acabam por fazer a vida negra a outro alguém deviam parar e pensar que, em alguma fase das suas vidas, poderão vir a precisar desse "alguém". Quando essa altura chegar, a história do Pedro e do Lobo vai-se impôr: não importa se desta vez está a falar a verdade, não importa se desta vez está a sofrer, não importa se desta vez é que vai (ou não!) mudar, não importa se desta vez aconteceu uma catástrofe! Já ninguém acredita, já ninguém dá o benefício da dúvida, já ninguém dá mais uma oportunidade. Porque manhãs de "rebaixamento" verbal, "espetáculos" públicos e marcas físicas são coisinhas para permanecerem gravadas num ser por um tempo demasiado longo... e, esse alguém uma vez liberto de tais actos doentios, vai fazer tudo, mas mesmo tudo, para permanecer longe e encontrar o seu caminho de felicidade!

Não o podemos condenar por ser, uma vez em tantos anos, egoísta, lutando pela felicidade que merece, felicidade essa onde não cabem loucuras insanas, desordens cerebrais e personalidades sufocadas...*


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Para esclarecer os meus queridos seguidores...


... fui ao funeral do pai de um amigo meu! É revoltante a forma como este senhor faleceu. Em pleno século XXI ainda há hospitais com pessoal (supostamente!) qualificado que comete a atrocidade de engessar uma perna que acabou de ser operada e cuja cicatriz não cicatrizou. Isso desencadeou uma infecção sistémica (ora pois!) e assim se ceifou uma vida... em pleno dia de Natal!

Já a mãe dele faleceu há 4 anos porque demorou 1 dia e meio a ser atendida e diagnosticada... porque era feriado nos entretantos! Valha-nos a sua forma de encarar tudo isto... Ninguém se vira para nós, com lágrimas ainda residentes, e nos diz com um sorriso tão próprio: Ele faleceu feliz... não é qualquer um que chega ao belíssimo 69!

Se está a sofrer?! Está sim! Se tem a mania que é forte?! Também. Mas não está a criar uma pessoa que não é... Gostava de um dia entender de onde lhe vem tanta força e capacidade de resistência.

Se há pessoa que eu admiro e amo de todo o coração... é o meu amigo Pedro! ;) *