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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Doou o sorriso ao mundo e perdeu o dele.



(...) Não gosto de pensar que o homem que nos conseguiu emocionar à medida que nos ensinava a viver o “carpe diem” perdeu a força para o continuar a cumprir. É estranho, isto de confundir a ficção com a realidade, mas é tão fácil querer confundi-las, hoje, é tão fácil achar que a única homenagem justa ao homem que doou o sorriso ao mundo e perdeu o dele é subirmos todos para o topo das nossas mesas e gritarmos “oh, captain my captain”, para não o deixarmos, nunca, sair daquela sala, que há de ser sempre a nossa memória. |Marta Couto in P3|

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril - Celebrar a Liberdade! #8



(...) Reconheço: nasci depois da revolução que mudou o país.
Tal como eu, está cerca de meio Portugal. Ouvimos relatos. Vimos imagens. Sentimos mudanças. Mas de abril não guardamos um só cravo. Um só som. Somos os filhos da revolução. Aqueles que mais beneficiaram com a revolta e os que tantas vezes desvalorizam o que se conquistou.(...)

Tal como eu, muitos portuguesas não respondem à pergunta de abril. Não estiveram. Não existiam. Mas sabemos do valor desta conquista. Não duvidamos do salto qualitativo e quantitativo que o país conseguiu dar a todos os níveis. (...)

É inquestionável o valor da democracia. E mais ainda o que Portugal conseguiu fazer com ela. Este é um caminho que não termina e que exige capacidade e persistência. Que exige responsabilidade. A todos. E é o compromisso que meio Portugal – no qual me incluo – deve assumir. Cumprir o sonho de abril, mantendo acesa essa luz. Se não ajudámos a fazê-lo – por não termos tido a possibilidade de escolha –, podemos escolher agora e ajudar a preservá-lo. Porque escolhendo Abril, escolhemos Portugal.


25 de Abril - Celebrar a Liberdade! #3


(...) Só que no meu país houve quem não se conformasse, quem não aceitasse ser marcado à nascença como gado. No meu país houve um dia homens e mulheres que ousaram sonhar mais alto e Abril aconteceu. Quis o destino que eu nascesse em Dezembro de 1973. Esses homens e essas mulheres que fizeram Abril acontecer no meu país nunca saberão o quão grata lhes estou. Quis o destino que eu nascesse em Dezembro de 1973 e me fosse dada a oportunidade de estudar. De frequentar as Universidades que bem quis e de trabalhar onde sempre ambicionei. Quis o destino que eu nascesse em Dezembro de 1973 e por isso pude ter em mim todos os sonhos do mundo. Os meus e os da minha família.
No meu país houve um dia homens e mulheres que ousaram sonhar mais alto e Abril aconteceu. Grata lhes estou por isso.


25 de Abril - Celebrar a Liberdade! #2


O 25 de Abril de 1974 foi um dia em que se respondeu com amor ao ódio, com paz à violência, com cravos às balas. Foi um dia em que, como diz Wayne Dyer, se fez alquimia: transmutou-se o ódio recebido em amor devolvido.
Que possas, hoje como sempre, ter o teu próprio dia 25 de Abril, a tua própria revolução alquimica, em que transmutas a energia negativa que chega até ti - na forma do ódio, da inveja, da raiva - e a transformes em amor e compaixão. Pois a revolução, és tu quem a fazes! Claro que, às vezes, há um preço - um resgate - a pagar. Paga-o com amor, pois tu és amor.
Fica em paz. Fica em liberdade.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O rapazinho do nascer do sol!



Duvidamos imensamente do poder das nossas orações. Há anos que ela não via um nascer de sol em paz. Os dos últimos tempos tinham sido pautados por agressões verbais, lágrimas, pânico e, aquele momento da chegada da luz, que devia simbolizar renovação, novas chances, esperança, era gravado no seu inconsciente com uma aura de negatividade imensa. Falha após falha, foi evitando esse momento que tanto prazer lhe dava, na sua simplicidade. No meio de tantas partilhas íntimas nocturnas, de tantos anseios, de tantas reclamações e agradecimentos, uma constante: "Faz-me voltar a sentir a magia de um nascer do sol. O que eu dava para voltar a vivê-lo na sua simplicidade."
Eis que um dia, quando nada o fazia prever e ela estava de todo desatenta, alguém lhe rouba, de uma forma subtil, 14h da sua vida... com nascer do sol incluído! Um cruzar de olhares que depressa se verbalizou em troca de ideias sobre bebidas energéticas. Uma marca de guerra que lhe suscitou interesse, não pela bravura à qual podia estar ligada, mas antes pelos possíveis danos que podia originar daí para a frente. Dois seres detentores de um gosto pela conversa do qual não há memória, que se esqueceram dos milhares que os rodeavam. Ouviam-se cérebros confusos por tamanha cumplicidade de anos que se revelava em minutos, mesmo que nunca se tivessem visto. Assuntos banais e outros inventados serviram de mote à presença constante, que não era abalada por quem quer que fosse nem por assunto algum. "Impossível" dizeis vós... e pensava ela, até se ver rendida ao acaso do destino que os cruzou em plena areia, num dia normal de calendário para tantos, mas tão detentor de momentos menos dignos para ela. A loucura saudável que era transmitida em risos e em olhares, por vezes luxuriosos, por vezes ingénuos, fizeram-na esquecer verdadeiramente, pela primeira vez em anos, o motivo pelo qual vinha, até então, a sofrer. 
Fora qualquer tipo de meta a atingir, fora qualquer tipo de pensamentos com segundas intenções, ter alguém que a fizesse querer ficar no mesmo sítio durante uma noite inteira, sem lhe dar de assalto necessidades astronómicas de fugir, era inédito... constrangedor... estranho... pouco provável. Procurou ler-lhe os defeitos, os erros, quiçá uma bipolaridade que a fizesse obrigá-lo a abandoná-la. Nada. Não foi bem sucedida. Antes traiu-se em gargalhadas, em pequenas cedências ao toque e ao som próximo de um dos seus pontos fracos. Tentou voltar a controlar a situação e conseguia, algumas vezes. Noutras cedia propositadamente porque nenhum dos seus alertas era accionado. Tinha-se totalmente em si, no local que escolhera livremente, fruto da ousadia e da persistência de um desconhecido de sorriso rasgado. Boa história esta! 
Lembra-se que se deslocaram para o meio da multidão, de dedos entrelaçados, e com a outra das mãos ocupada com um copo, como que a obrigarem-se a controlar os impulsos. Pobre ingenuidade. Esqueceram-se que quando o espaço é pequeno e o som é abafado, os corpos só param quando se sentem. E sentiram-se, finalmente. Entre piadas patetas, risos histéricos, alto teor de hormonas desnorteadas, desencadeando um tamanho ciclone de emoções. Ah como é bom ser-se humano! E como ela se tinha esquecido disso. 
O amanhecer foi-se talhando por si, mais rapidamente do que aqueles seres o acompanhavam. No meio de uma imensidão de histórias criativas, patrocinadas pelo néctar do riso fácil e da desinibição automática, o sol foi nascendo. A luz surgia amiúde e depressa começou a incomodar os olhos que, cansados, a queriam enxergar. Ela só se apercebeu que estava perante uma oportunidade de mudar o rumo da história do nascer do sol quando ele quis, a todo o custo, ficar naquele sítio. Com ela. Por tempo ilimitado. E assim se sentaram, assim se aninharam um no outro e ele, sem saber, foi determinante a solucionar mais um dos seus medos. Por mais tempo que passe e qualquer que seja o rumo das suas vidas, ele será sempre para ela o seu rapazinho do nascer do sol.

domingo, 22 de dezembro de 2013


Porque haverei eu de esconder a calma que a tua turbulência me traz? Porque haverei eu de renegar o bem maldoso que me fazes à alma impura? Porque haveremos de parar o que queremos avançar? Saio em defesa da loucura insana que cometemos. Saio em defesa do risco que corremos em optar pelo que sabemos que não será o melhor para cada um. Parecemos doidos, ou até mesmo doentes, mas o sabor que degustamos dessas experiências é viciante. Sim, viciante, porque não me pressionas o tempo, não me infernizas os dias, não me bloqueias o ser... aliás, estimulas-me! Fazemo-nos longe enquanto ainda não podemos ser perto... para tocarmos a nossa presença quando não a podemos mais calar. Apetecemo-nos, sem obrigações castradoras. Queremo-nos com o sôfrego de quem deseja diariamente mas que só transmite pontualmente. Não há razão que explique a mesmice de momentos tão diferentes, espaçados por horas que se tornam dias, que se tornam meses. Não é lógico... como não é lógica qualquer tentativa de entendimento da libertação e da plenitude que se sente em algo que sabemos errado, condenado, impossibilitado. Haverá, com certeza, outras maneiras de entendimento. Esta é a nossa. Completamente desajustada. Verdadeiramente NOSsa.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Não são apenas palavras. São sentimentos. São sensações. São desejos. No seu estado mais puro. Tomo-as como minhas!


Vão haver dias em que te vais sentir só, em que vais desejar nunca ter tomado esta atitude de impulso. Nesses dias lembra-te porque é que o fizeste. Não te podes enganar. O teu peito clama liberdade do mesmo que tens vivido nos últimos anos. Tu queres um companheiro de aventura, alguém que se arrisque por ti. Queres quem se entregue como tu te entregas e não cultive em ti o medo dessa mesma entrega. Queres quem fique. Quem não te troque, quem te ponha em primeiro lugar quando é necessário. Queres quem vá entrando no teu mundo sem medo, devagar. Queres quem te seduza.  Queres, nem que seja só uma, mensagem por dia que tenha sentimento, preocupação e amor. Queres mensagens e telefonemas diárias de picardia. Queres que a pessoa a quem pensas entregar o teu coração tenha a noção do valor que tens. Queres que tenha medo de te perder e que, por esse motivo, não se acomode. Queres que pense por ele próprio, que tenha visões diferentes das tuas mas que saiba que, por vezes, tem que se afogar nas tuas visões, sem receio. Queres que confie em ti e que a teu lado se arrisque. Aos olhos de muitos isto tudo que aqui relatas pode ser demais mas aos teus olhos é perfeitamente natural. E sabes porquê? Porque é isto que tu fazes pelo outro, pelo sentimento que lhe tens. Não sabes ser de outro jeito! 
Muitas serão as vezes que vais achar que foste injusta e esquisita. Mais serão as vezes em que acharás que vais ficar sozinha porque escolheste demais e, quiçá, o pior. Nesse dia lembra-te de todas as lágrimas que derramaste quando te desrespeitaram física e psicologicamente, quando te deixaram a chorar e a sofrer sozinha na tua perdição, quando puseste a vida em risco por terceiros que hoje quase não sabem que existes. O mundo é cruel e muda a cada segundo, tal como mudam as vontades das pessoas e as suas promessas. Se queres algo verdadeiro, com futuro, em vez de um tapar de solidão, estás no caminho certo. Se esse dia infelizmente não chegar, lembra-te que deste sempre o teu melhor na procura. E isto não são apenas desculpas de consolo. É a pura verdade. Porque não podes aceitar por aceitar. Tens que te lembrar que os pequenos pormenores fazem toda a diferença e há uma voz dentro de ti que não podes ignorar. O teu ser envia-te a mensagem certa, mesmo que não a entendas na altura: só ele pode saber o carinho, o respeito, a dedicação que pretende. Tens que lutar contra o egoísmo. E mudar um pouco mais o teu orgulho, também!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Só voltei para deixar este dia bem marcado...


6 de Outubro de 2011. 
O mundo vive uma grande perda, sem qualquer sombra de dúvida.


22 de Setembro de 2009. 
2 anos é coisinha para ser muito tempo na vida de uma pessoa. Foi o ano em que acabei a minha licenciatura e me aventurei no Mestrado que ainda não conclui. Foi o ano em que tive de voltar para casa dos papás e o ano em que fiz alguém se assumir na sua diferença. Foi o ano em que muitos dos meus amigos se formaram, houveram festas de final de curso e ambições para o futuro que se avizinhava. Nunca tive medo dele, sempre desafiei o incógnito. Foi o ano em que entalei o carro no desnível, fiz amigos para a vida e deixei entrar pessoas na minha vida que não valiam a pena. Foi o ano em que comecei a viver verdadeiramente a música e que descobri que tenho fortes motivações para mudar a realidade dos lares geriátricos deste país. Foi o ano em que me fizeram ver que eu mereço ser tratada como princesa, não podendo deixar que me tratem como segunda escolha. Foi o ano em que abusei da manteiga de amendoim e lutei ao lado do Zé para que o cancro não levasse a melhor. Foi o ano em que precisei de tirar férias sozinha, no meio do desconhecido, enfrentar os meus medos e receios e voluntariar-me a tornar a vida dos outros um pouco melhor. Foi o ano em que deturparam verdades a meu respeito, que eu tive a oportunidade de esclarecer. Foi o ano do David Fonseca. Foi o ano em que perdi o Prada naquele estúpido acidente, depois de um último encontro fugaz. Foi o ano do Festival Jota, aquele em que foi possível orar na praia, ter um workshop de fotografia, fazer voluntariado, assistir a concertos e enviar o artigo científico de lá para o orientador, para finalizar o curso. Foi o ano do baile de finalistas. Foi o ano da cartola e da bengala e do Benfica Campeão em Futsal. Foi o ano da Finlândia e de falar muito inglês, o ano em que o coração gelou com tamanhas desilusões. Foi o ano das festas de anos com motivos da Disney. Foi o ano da Milka & Mimosa. Foi o ano de começar a escrever muito e bem. Foi o ano em que pedi um saco e umas luvas de boxe para controlar os meus impulsos e ainda ninguém me ofereceu. Foi o ano em que o meu grupo de carnaval acabou e que passei a passagem de ano na Figueira, prestes a ser levada por um tornado. Foi o ano em que me inscrevi num seminário de ciências forenses e descobri que o papamóvel foi inventado por um português. Foi o ano em que fiquei fã do Palmeirim e descobri a emoção e a lição de vida do Into the wild. Foi o ano em que recebi o meu primeiro poema e assisti à primeira peça de teatro do Diogo. Foi o ano de criar momentos marcantes numa vida que é tão fugaz. Foi um ano que, mesmo bastante recheado, tinha tudo para ser recordado como um mau ano.

E, perguntam vocês e muito bem, que raio é que isto tudo tem a ver com a morte do grande Steve?! Eu explico... No ano de 2009, mais propriamente no dia 22 de Setembro, fizeram-me assistir ao seu magnífico, soberbo e humilde discurso em Stanford. Foram quase 15 minutos de extrema informação. Era demais para o que aquela cabeça podia suportar na altura. Mas não me esqueço desta minha reflexão que recordei no meu antigo blogue:

Nós somos as amizades que temos, as pessoas que marcamos, a ousadia que transbordamos. Nós somos a diferença no amor, a espera na tristeza, a esperança na desilusão dos outros. Não queremos arrogância nem prepotência. Queremos igualdade e dedicação, respeito e reconhecimento na simplicidade dos nossos actos. Será assim tão difícil de perceber que se consegue conjugar sucesso e simplicidade, humildade e grandiosidade?

E hoje, 2 anos depois, eu não mudei assim tanto o meu pensamento. Hoje, 2 anos depois, compreendo que aqueles 15 minutos foram os geradores de toda a vontade de me tornar um pouco melhor pessoa, dia após dia. Hoje, 2 anos depois, consigo viver a mensagem que ele nos deixou. Hoje consigo conectar pontos, percebo a importância do amor e encaro a morte e a perda. Hoje continuo, mais que ontem, a potencializar todos os momentos que constituem a minha vida... porque nada acontece por acaso, mesmo que só percebamos isso muito tempo depois. Todos esses momentos vêm carregados de uma lição tão forte que só não é possível mudar as nossas vidas se não estivermos dispostos a tal. Faço deste discurso a luz que me guia diariamente, lutando com todas as minhas forças na minha cura e na salvação dos outros. Não farei o trabalho de ninguém... só tornarei o ar um pouco mais agradável. Porque antes de mudarmos o mundo de uma forma grandiosa, muitos pequenos actos e muito sofrimento já foram existindo e tornando-se essenciais. Deixemos que o seu exemplo nos inunde... para sempre! Obrigado por teres tornado o meu mundo um pouco melhor, obrigado por me teres ensinado a viver dignamente iSteve! 
 
Se ainda não "perderam" 15 minutos da vossa vida a ouvi-lo, façam o favor!

PS: Venha daí a última apresentação, que me tornará numa formadora certificada!
Temos que fazer acontecer...

sexta-feira, 4 de março de 2011

O que Sempre Soube das Mulheres - Rui Zink in Metro*



Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco.

Roubado, sem dó nem piedade, à Inês