Este blogue é a melhor bagagem que posso pedir. É a melhor e a maior reunião de momentos de vida que tenho. É o meu tesouro. São lutas vividas, são momentos eternizados, são sonoridades que continuam a fazer sentido, é o coração aberto da maneira mais bonita, mais grotesca e mais pura que alguma vez consegui realizar e partilhar. Ando há 2 anos a tentar encontrar o meu lugar de novo. Inovo nas moradas, projecto novos desafios, sonho com algo diferente mas só nesta plataforma, onde estou bem juntinho daquilo que sou e que faz parte de mim, é que me sinto verdadeiramente em casa. Tantas vezes nos falam do passado como algo pesado e impossibilitador de crescimento mas eu perco-me longe do mesmo. Tenho um orgulho delicioso no meu caminho. E essa foi a razão pela qual voltei. Criei o Coisas de Gente Feliz porque precisava de uma casa mais limpa, arejada e luminosa. Mas projecto-o a partir da mesma plataforma que usei quando a escuridão era a minha melhor amiga. E sinto uma ligação tão forte aqui que me questiono como é que não me lembrei disto antes! Visitem-me. Tenho saudades desta vida de partilha e encontro. Tenho saudades vossas.
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quarta-feira, 19 de abril de 2017
sexta-feira, 13 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Diferença.
(...) Missão: abordar o tema com naturalidade, não ter um discurso patologizante, dar voz, informar. E, encarando a sexualidade como um motor de desenvolvimento pessoal e social, discutir possíveis apoios sociais para pessoas com diversidade funcional. (...) "Vivemos numa realidade em que aquilo de que não se fala é porque não existe. Então vamos falar. De foder." | P3
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Charlie Hebdo.
Alarmado com a quantidade de participantes num fórum radiofónico que defendia a tese de que os artistas do Charlie Hebdo estavam a pedi-las. E que a liberdade de expressão deve ter limites e controlo. Um dos crimes dos monstros que mataram ontem aquelas pessoas foi terem adormecido o artista livre que havia nelas; o outro foi terem acordado o ditador fascista que há noutras.
Quando os cartoonistas de um jornal como o Charlie Hebdo retratam profetas que é proibido retratar, há que ter a inteligência de perceber que não é com os profetas, não é com os deuses que é feita a piada. É com muitos dos homens que os seguem cegamente e cometem atrocidades em nome deles. É ofensivo? Para alguns, talvez. Todo o humor acaba por sê-lo para alguém, de uma maneira ou de outra - o riso é sempre às custas de alguém ou de alguma coisa; faz parte do conceito e da arte da comédia.
Às vezes parece que aos potenciais ofendidos falta segurança na sua crença ou na sua convicção. Gente segura de si, daquilo em que acredita, não explode de fúria com um cartoon. As reacções extremas contra o humor, seja a um número do Charlie, um episódio do South Park ou um cartoon do António parecem por vezes basear-se em insegurança pura.
E sim, se Deus existe - seja o Deus que for - tem sentido de humor. A prova disso? Nós. A sua criação. Somos todos ridículos, e todos o sabemos bem, por muito que alguns de nós o tentemos esconder. Deus é dos maiores autores de sitcom de sempre. |Nuno Markl|
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Chuk Sung Tan ♥ #48
Há uma grande chance que esta foto, de David Fonseca vestido de pinheiro de natal, seja um preview do que está para surgir amanhã: o lançamento, para o mundo virtual, da sua canção de natal. Estou ansiosa... e divertida só de imaginar!
sábado, 13 de dezembro de 2014
Terminal.
Perdoa-me a ousadia mas és tu o grande culpado pela minha "não dedicação". És perito em sabotar os meus sentimentos, fazendo deles chacota e usando a teu bel-prazer. Já lá vai o tempo em que fazia de conta que não via o desinteresse a abismar-se no meu peito, como se o pudesse evitar se não o assumisse. Sempre soube que o motivo foi o golpe de mestre que me infligiste no dia em que me asseguraste a impossibilidade de futuro. A minha mania de viver diferente, de acreditar em causas perdidas e de ter sempre esperança na mudança positiva do universo e da humanidade desenvolve em mim uma espécie de estupidez que me deixa, tantas vezes, inerte. A diferença de há 6 anos volvidos para os dias de hoje é que me estou pouco a borrifar para a tua partida ou permanência que, tantas vezes, se unem para me confundir. Metades não me bastam, é uma certeza, mas sou um pouco lenta no assumir dessa aprendizagem. Há um tempo e um ritmo próprios para cada situação na nossa vida. Esta tem sido arrastada por tempo demais. A cada nova tentativa, uma necessidade de encontrar um caminho novo, mais belo e justo. Não temos sido bem sucedidos. Metemo-nos em atalhos, renovando a esperança em resultados diferentes exactamente com o mesmo lema de vida. Tristes. Por muito que nos custe aceitar FIM é mesmo o que nos espera. E não faças de conta que não sabias. A idade trouxe-me paciência, por incrível que pareça, para aprender a saber esperar mas talhou-me de uma impaciência imensa para perdas de tempo desnecessárias. E esta situação é, sem sombra de dúvidas, uma perda de tempo desnecessária. Não vejo qualquer tipo de vantagem em prolongar um estado terminal. Adiar um fim certo não o impede de acontecer, antes causa uma dor mais aguda e intensa, aliada de frustração da constatação repetida. Deixa-te disso! Esquece o prazer momentâneo. É fugaz, ludibrioso e irreal. Mata-te a fome por minutos, não te impedindo de voltares a ficar faminto quando termina. Pára de me arrastares contigo para isso, para esse modo de vida com o qual não me identifico mas ao qual sucumbi sem me aperceber bem como. Diminui a velocidade, dá-te tempo, cresce e centra-te no que queres para o teu futuro. Quando nos ensinaram o Carpe Diem, não nos mandaram ser suicidas de sentimentos, homicidas de sonhos nem tão pouco violadores da humanidade do semelhante. A sábia certeza de que não duramos para sempre devia levar-nos a viver vidas melhores, optimizadas, com base em ideias e ideais que valorizamos e defendemos, não uma vida de quantidade de momentos e pessoas, como se de uma colecção se tratasse, em vez da qualidade do sabiamente escolhido. Acabaste de dar o maior tiro no pé de que há memória! Isso ou eu finalmente cansei-me das tuas balelas, parco interesse e dedicação. Há ciclos que têm que ser fechados, para bem da nossa sanidade mental. Peço desculpa mas tu és um deles.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Movimento.
Um filme para qualquer tipo de crença... e até mesmo falta dela.
Vale (muito!) a pena pensar sobre isto!
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