Fazer o bem, lutar com a própria vida para defender o Homem e os seus direitos, querer mudar o mundo para melhor, não abdicar de princípios nem valores, favorecer o próximo. Vale a pena viver desta forma, vale a pena lutar no campeonato do bem! Felizmente. Inspiremo-nos, pois então!
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Andei de bicicleta a maior parte da minha vida. Não sei se já nasci a saber dar aos pedais mas, o que é certo, é que sempre me revejo com uma triciclo/bicicleta ao lado. Jurei a pés juntos que o carro não me roubaria esse prazer. Ingénua que fui. No ano passado senti necessidade de comprar uma bicicleta. A minha primeira bicicleta nova. Até então só tinha tido bicicletas que já tinham tido donos que não as queriam mais. Diversos eram os motivos e eu nunca me importei com eles. Escolhi-a por me identificar com ela, por impulso de amor à primeira vista, por necessidade de me forçar a não perder algo que me caracterizava. Sei que não vou trocar diariamente o carro pela bicicleta, porque a minha preguiça e pouca resistência física não mo permitem, mas vou retomar a ligação. Ontem fui a casa da minha tia a pedalar. Armei-me em esperta e toca de circular pneus. Comecei a torcer o nariz quando, a meio caminho, o tempo começou a ficar demasiado negro. Senti pingos na testa e nas bochechas ruborizadas. Até que soube bem refrescar. Nos ouvidos soava Artic Monkeys e eu já estava a amaldiçoar a coragem que me tinha feito sair de casa àquela hora, com aquele tempo, naquele tipo de transporte. Quando cheguei convidaram-me para jantar e o regresso já foi efectuado debaixo de um céu carregado de negro. Já não me lembrava da sensação de andar de bicicleta à noite. Já não me lembrava do quão bom é respirar o ar puro, no decorrer da escuridão. Já não me lembrava da maravilha do silêncio das ruas desertas. De dentro de mim brotou o mais sincero sorriso e gratidão por não me esquecer do que é essencial... mesmo que me doam de morte as nádegas e os gémeos! Já não vais para nova, minha filha... mentaliza-te! Obrigado Pai!
sábado, 29 de março de 2014
Ser boa pessoa (afinal!) compensa!
Graças à pontaria de um amigo meu nos Óscares, ontem fomos ao cinema, ver o Capitão América, com o alto patrocínio da MMS Portugal! Quando chegamos, a sala estava decorada com camisolas de várias cores, como podem ver na primeira foto, e havia um cumprimento doce no ecrã. Já instalados, o staff da MMS foi incansável e andou a divertir-nos com umas perguntas, cujas respostas certas davam prémios. Não me calhou a mim nenhum produto em sorte. Vimos 2 horas de Steven Rogers, o típico filme de super-herói e, no fim, estavam a oferecer dispensadores à cor cujo sorteio definisse em sorte. Pois bem. Eu tinha a camisola amarela, ele a laranja. A cor vencedora foi azul... e mesmo assim trouxe um dispensador para casa! Perguntam vocês e bem... COMO? Pois bem... Ainda pensei andar à porrada com algum azul, ou roubar e fugir, mas optei por abanar no ar o meu mini pacote de MMS, quando perguntaram quem não tinha terminado. O moço fez o sorteio da cor directamente de lá. Como me conspurcou os pobres MMS, decidiu que o meu acto desinteressado de boa vontade dava direito a um dispensador. E pronto! Agora quem quiser ir a minha casa comer MMS tem que levar moedinha para oferecer ao Vermelho! Foi uma noite bastante agradável, em que me diverti e surpreendi bastante. Eu sou feliz com tão pouco! Ainda bem.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Um dia sentes, com todas as tuas forças que, o que mais pretendes, é que te valorizem o ser, a pessoa que és e a magia que a tua companhia proporciona. Um dia idealizas, como cenário, uma pedra para dois, no cimo de um monte, com vista para um vale. É Primavera e o sol encandeia-te a visão e aquece-te a pele. Até ali chegares tens vindo a saborear a paz do simples "estar", sem ambicionares as confusões típicas de atropelos sentimentais. Estás e queres estar. Ali. Com o coração. No coração. Com a partilha do melhor de dois mundos, num momento épico de beleza. E por mais que tentes controlar o caminho que anseias percorrer daqui para a frente, nada será como antes. É o preço a pagar por nos tornarmos especiais na vida de alguém. Um dia acreditas tanto que acaba por acontecer. E é a partir desse dia que reconhecerás a força da tua ambição, do teu querer. O tempo revelará a grandeza de momentos tão simples e delicados. Porque é a simplicidade inusitada que te marca a vida e a alma, onde quer que vás, passe o tempo que passar. Acredita!*
sexta-feira, 14 de março de 2014
O melhor do meu dia! #10
Estava aqui eu a lamentar-me da semana de cão que ti, de ombros caídos, olhar abatido e capaz de processar o universo pela minha irritação e cansaço. Eis que me tocam à campainha da Farmácia e eu fui atender, não sem antes torcer o nariz, já que me tinham perturbado a auto-comiseração que estava a ter. Era um homem, extremamente educado, que queria uma chupeta para o filho. Voltei a torcer o nariz e mandei-o entrar para escolher a dita. Ele levou a chupeta e dois peluches. Um para cada filho. Contou-me que tinham chegado de Lisboa e que se tinha esquecido da chupeta do mais novo. Estava há 30 minutos, sem sucesso, a tentar adormecê-lo. Depois de 30 desculpas pedidas e de 30 respostas verdadeiramente sorridentes de que estava apenas a cumprir o meu trabalho, eis que me arrebata o coração: "Sinta-se feliz. Hoje, graças a si, há um miúdo e um pai que vão conseguir dormir. Obrigado!" Não há nada que bata este agradecimento. Porra, que bem que sabe!
segunda-feira, 10 de março de 2014
Aos amigos dizemos o que nos vai na alma!
Este Senhor que aqui vêem a comunicar, quiçá com o Criador, é um amigo, um GRANDE amigo. E hoje, mais do que nunca, tenho a certeza disso. D. António Francisco dos Santos, ex-Bispo de Aveiro e agora nomeado Bispo do Porto, foi um dos pilares que firmou os últimos anos da minha vida cristã. Entre a sua chegada e a minha ousadia de fazer diferente, a sua presença e o meu encarar de responsabilidades e a sua saída e o meu ano sabático resta-me a certeza de que cresci muito e melhorei, enquanto pessoa, graças à sua dedicação ao próximo. Ele soube o meu nome no primeiro dia em que fomos apresentados... e nunca mais o esqueceu. Fez sempre questão de me saudar utilizando o meu nome, o que me fazia sentir especial. Como era comigo, era com a maioria do seu povo eleito. No tempo em que o dever me exigia estar atenta aos seus discursos, quer escritos, quer falados, descobri autênticas pérolas de sabedoria. Registei imensas, fiz questão de partilhar outras tantas. Hoje, perante a realidade da sua despedida, não consegui controlar as lágrimas e o sentimento de perda abateu-se sobre mim. Quem me conhece sabe que sou terrível a lidar com perdas. Demoro imenso a mentalizar-me de tal injustiça. Ao regressar do jantar, e mesmo em frente à bela Sé de Aveiro, D. António Francisco encontrava-se nos últimos "adeus". Cheguei perto dele, para o cumprimentar novamente, e pedi-lhe que me deixasse desabafar. Ele consentiu. Ao que eu lhe disse, com os olhos rasos: "D. António, no seu discurso pediu perdão pelas suas faltas. Quero agora pedir-lhe perdão por esta, que me pertence: "Perdoe-me por ser tão má a digerir perdas. Esta ainda vai demorar a passar." Ao que ele me responde, em jeito de conforto: "Entendo a tua dor e sou solidário com ela. Tens todo o direito de estar assim pelo tempo que achares necessário. Perdoa-me!" E eu fiquei desarmada, com uma sensação de leveza a querer inundar-me o coração magoado. Humildemente aprendi, mais uma vez, o poder e o doce sabor do perdão. Agradeço os anos em que foi meu Bispo... mas sinto que nos tornou órfãos cedo demais. Será sempre um amigo, D. António. OBRIGADO!*
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
25+2, por assim dizer!
Quando me ponho a pensar que já tenho 25+2 anos, começo a hiperventilar. Há qualquer coisa em mim que me faz desacreditar de tal feito. Olho com prazer para um passado cheio de histórias que consigo esmiuçar como se do presente se tratasse, histórias com mais de 10 anos, pelo que não entendo como é que posso ter já 25+2 anos. Mas o cartão do cidadão comprova isso mesmo. E, contra factos, não tenho argumentos! Eu, ao contrário de uma grande parte das pessoas, adoro fazer anos. Gosto do projectar do dia, gosto dos cânticos, gosto dos sorrisos e dos mimos, gosto da atenção, gosto da celebração e de todos esses detalhes pirosos. Olho para dentro de mim e ainda sinto viva a criança deslumbrada pelo encantamento de um dia só seu. Deito-me a estas horas porque houve quem se disponibilizasse para aceder aos meus caprichos de menina mimada, com direito a bolo de arco-íris, brindes e extremas conversas de vida. Sinto que não cresço neste encanto e magia. Sinto que não quero perder esta faceta. E é bom de ter, ver e viver a mesa cheia de pessoas especiais, os copos a bater uns nos outros, os abraços e os beijinhos repenicados, os lábios a acusar o excesso de chantilly, as mãos que se entrelaçam, a alma que se deslumbra por se ter agarrado àqueles seres. Sou feliz e grata pelas pessoas da minha vida. Sou feliz e grata por estarem sempre dispostos a ouvir-me e a fazer-me crescer. Sou feliz e grata por toda a dedicação. Tenho a consciência diária disto tudo mas é bom demais quando podemos viver isto de uma forma exagerada. Gosto de sentir exacerbadamente. Gosto de declarações íntimas do amor recíproco que nos une. Por tudo o que já vivi e por tudo o que espero viver intensamente, venham de lá esses 2 acrescidos de 25 para continuar a grande obra que tenho na vida: glorificar os dias que me são oferecidos e marcar vidas! É tão bom fazer diferente, viver diferente. Boa noite!*
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Vamos embalar o que resta deste domingo!
Ontem, antes de me deixar ritmar pelo som acelerado do samba, iniciei a noite com a performance estonteante d'Os Ursos. Da voz do querido Miguel saiu um cover brilhante desta grandiosa música e eu já não me lembrava o quão fantástica era. Hoje, domingo, véspera do regresso ao trabalho, deito-me no sofá e acciono o play, como em jeito de recordação e agradecimento pelo fim de semana que foi vivido. Há momentos e pessoas que fazem toda a diferença. Venha essa semana! Boa noite*
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
O rapazinho do nascer do sol!
Duvidamos imensamente do poder das nossas orações. Há anos que ela não via um nascer de sol em paz. Os dos últimos tempos tinham sido pautados por agressões verbais, lágrimas, pânico e, aquele momento da chegada da luz, que devia simbolizar renovação, novas chances, esperança, era gravado no seu inconsciente com uma aura de negatividade imensa. Falha após falha, foi evitando esse momento que tanto prazer lhe dava, na sua simplicidade. No meio de tantas partilhas íntimas nocturnas, de tantos anseios, de tantas reclamações e agradecimentos, uma constante: "Faz-me voltar a sentir a magia de um nascer do sol. O que eu dava para voltar a vivê-lo na sua simplicidade."
Eis que um dia, quando nada o fazia prever e ela estava de todo desatenta, alguém lhe rouba, de uma forma subtil, 14h da sua vida... com nascer do sol incluído! Um cruzar de olhares que depressa se verbalizou em troca de ideias sobre bebidas energéticas. Uma marca de guerra que lhe suscitou interesse, não pela bravura à qual podia estar ligada, mas antes pelos possíveis danos que podia originar daí para a frente. Dois seres detentores de um gosto pela conversa do qual não há memória, que se esqueceram dos milhares que os rodeavam. Ouviam-se cérebros confusos por tamanha cumplicidade de anos que se revelava em minutos, mesmo que nunca se tivessem visto. Assuntos banais e outros inventados serviram de mote à presença constante, que não era abalada por quem quer que fosse nem por assunto algum. "Impossível" dizeis vós... e pensava ela, até se ver rendida ao acaso do destino que os cruzou em plena areia, num dia normal de calendário para tantos, mas tão detentor de momentos menos dignos para ela. A loucura saudável que era transmitida em risos e em olhares, por vezes luxuriosos, por vezes ingénuos, fizeram-na esquecer verdadeiramente, pela primeira vez em anos, o motivo pelo qual vinha, até então, a sofrer.
Fora qualquer tipo de meta a atingir, fora qualquer tipo de pensamentos com segundas intenções, ter alguém que a fizesse querer ficar no mesmo sítio durante uma noite inteira, sem lhe dar de assalto necessidades astronómicas de fugir, era inédito... constrangedor... estranho... pouco provável. Procurou ler-lhe os defeitos, os erros, quiçá uma bipolaridade que a fizesse obrigá-lo a abandoná-la. Nada. Não foi bem sucedida. Antes traiu-se em gargalhadas, em pequenas cedências ao toque e ao som próximo de um dos seus pontos fracos. Tentou voltar a controlar a situação e conseguia, algumas vezes. Noutras cedia propositadamente porque nenhum dos seus alertas era accionado. Tinha-se totalmente em si, no local que escolhera livremente, fruto da ousadia e da persistência de um desconhecido de sorriso rasgado. Boa história esta!
Lembra-se que se deslocaram para o meio da multidão, de dedos entrelaçados, e com a outra das mãos ocupada com um copo, como que a obrigarem-se a controlar os impulsos. Pobre ingenuidade. Esqueceram-se que quando o espaço é pequeno e o som é abafado, os corpos só param quando se sentem. E sentiram-se, finalmente. Entre piadas patetas, risos histéricos, alto teor de hormonas desnorteadas, desencadeando um tamanho ciclone de emoções. Ah como é bom ser-se humano! E como ela se tinha esquecido disso.
O amanhecer foi-se talhando por si, mais rapidamente do que aqueles seres o acompanhavam. No meio de uma imensidão de histórias criativas, patrocinadas pelo néctar do riso fácil e da desinibição automática, o sol foi nascendo. A luz surgia amiúde e depressa começou a incomodar os olhos que, cansados, a queriam enxergar. Ela só se apercebeu que estava perante uma oportunidade de mudar o rumo da história do nascer do sol quando ele quis, a todo o custo, ficar naquele sítio. Com ela. Por tempo ilimitado. E assim se sentaram, assim se aninharam um no outro e ele, sem saber, foi determinante a solucionar mais um dos seus medos. Por mais tempo que passe e qualquer que seja o rumo das suas vidas, ele será sempre para ela o seu rapazinho do nascer do sol.
Eis que um dia, quando nada o fazia prever e ela estava de todo desatenta, alguém lhe rouba, de uma forma subtil, 14h da sua vida... com nascer do sol incluído! Um cruzar de olhares que depressa se verbalizou em troca de ideias sobre bebidas energéticas. Uma marca de guerra que lhe suscitou interesse, não pela bravura à qual podia estar ligada, mas antes pelos possíveis danos que podia originar daí para a frente. Dois seres detentores de um gosto pela conversa do qual não há memória, que se esqueceram dos milhares que os rodeavam. Ouviam-se cérebros confusos por tamanha cumplicidade de anos que se revelava em minutos, mesmo que nunca se tivessem visto. Assuntos banais e outros inventados serviram de mote à presença constante, que não era abalada por quem quer que fosse nem por assunto algum. "Impossível" dizeis vós... e pensava ela, até se ver rendida ao acaso do destino que os cruzou em plena areia, num dia normal de calendário para tantos, mas tão detentor de momentos menos dignos para ela. A loucura saudável que era transmitida em risos e em olhares, por vezes luxuriosos, por vezes ingénuos, fizeram-na esquecer verdadeiramente, pela primeira vez em anos, o motivo pelo qual vinha, até então, a sofrer.
Fora qualquer tipo de meta a atingir, fora qualquer tipo de pensamentos com segundas intenções, ter alguém que a fizesse querer ficar no mesmo sítio durante uma noite inteira, sem lhe dar de assalto necessidades astronómicas de fugir, era inédito... constrangedor... estranho... pouco provável. Procurou ler-lhe os defeitos, os erros, quiçá uma bipolaridade que a fizesse obrigá-lo a abandoná-la. Nada. Não foi bem sucedida. Antes traiu-se em gargalhadas, em pequenas cedências ao toque e ao som próximo de um dos seus pontos fracos. Tentou voltar a controlar a situação e conseguia, algumas vezes. Noutras cedia propositadamente porque nenhum dos seus alertas era accionado. Tinha-se totalmente em si, no local que escolhera livremente, fruto da ousadia e da persistência de um desconhecido de sorriso rasgado. Boa história esta!
Lembra-se que se deslocaram para o meio da multidão, de dedos entrelaçados, e com a outra das mãos ocupada com um copo, como que a obrigarem-se a controlar os impulsos. Pobre ingenuidade. Esqueceram-se que quando o espaço é pequeno e o som é abafado, os corpos só param quando se sentem. E sentiram-se, finalmente. Entre piadas patetas, risos histéricos, alto teor de hormonas desnorteadas, desencadeando um tamanho ciclone de emoções. Ah como é bom ser-se humano! E como ela se tinha esquecido disso.
O amanhecer foi-se talhando por si, mais rapidamente do que aqueles seres o acompanhavam. No meio de uma imensidão de histórias criativas, patrocinadas pelo néctar do riso fácil e da desinibição automática, o sol foi nascendo. A luz surgia amiúde e depressa começou a incomodar os olhos que, cansados, a queriam enxergar. Ela só se apercebeu que estava perante uma oportunidade de mudar o rumo da história do nascer do sol quando ele quis, a todo o custo, ficar naquele sítio. Com ela. Por tempo ilimitado. E assim se sentaram, assim se aninharam um no outro e ele, sem saber, foi determinante a solucionar mais um dos seus medos. Por mais tempo que passe e qualquer que seja o rumo das suas vidas, ele será sempre para ela o seu rapazinho do nascer do sol.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
O melhor do meu dia! #6
Estou em crer que hoje foi um desses dias bons. Daqueles em retiraríamos uma dúzia de lembranças boas para registar para a posteridade. Mas hoje quero falar-vos do quão reconfortante é a voz do Eddie Vedder e a mensagem do filme Into the Wild. Há muito, muito tempo, ofereceram-me esse filme depois de um jantar preparado a dois. Lembro-me que era Fevereiro e eu tinha acabado de fazer anos. Achava que sabia muito da vida, que tinha todas as respostas e um caminho super definido de futuro. Lembro-me de andar às voltas numa cadeira de secretária enquanto esperava pelo chá. Lembro-me do ambiente ameno daquele quarto. Estava onde queria estar, com uma noite inteira pela frente. Ele já tinha visto o filme mas fazia questão de o rever as vezes que fosse preciso, disse. Aquilo tem que ser muito especial, pensei. Alertou-me para sentir a banda sonora com a alma. E eu já estava a ficar muito chateada com tantas instruções. O que é certo é que foram aqueles pequenos alertas que me foram úteis para aquela noite se tornar em algo especial. Quando chegou o The End ao visor eu tinha a garganta seca, o estômago contraído, os olhos encharcados e era um ser diferente. Aquela lição sobre a felicidade, a valorização dos momentos simples da vida, a viagem, as pessoas, o ser, o sentir, o desafio, fizeram-me querer sair daquilo que, afinal de contas, era uma zona de conforto criada por mim. Naquela noite quis tornar-me num ser melhor, mais humano, mais fiel ao meu plano de vida. Naquela noite houve conversa rica até de manhã. Houve dúvidas, respostas, incertezas e novos traços de futuro. Tudo com o apoio de Eddie Vedder e da sua mágica voz, das suas músicas que tocam a alma. Na semana passada estive com o cd na mão, prestes a trazê-lo para casa e, no meio de um transe existencial, deixei-o repousar naquela gélida prateleira. Como a vida é sábia e tramada, hoje colocou-me, do nada, a ouvir as suas músicas. E que bem que me fizeram. É por isso que, quer queiramos quer não, o que tem que ser tem muita força, já dizia o outro. Espero que, um dia destes, isto possa vir a ser o melhor do vosso dia também!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
O melhor do meu dia! #5
O dia não precisa de chegar ao fim para ter a certeza de que o melhor dele se resume à intenção de uma menina de 3 anos, desconhecida, tentar ter uma conversa comigo, junto a um parque infantil que passei no regresso ao carro. Ela estava completamente indignada porque veio ao parque para brincar com outros meninos e, o único que por lá andava, foi obrigado pela mãe a ir embora. Ela tentou explicar-me isto mesmo. Quando me levantei para regressar ao trabalho, já ligeiramente atrasada, ela dá-me a mão e aperta-a e lança-me um beijo. Eu retribui e levei o dela no meu coração que, mesmo melancólico, hoje está cheio desta graça de criança. Soubesse ela o bem que já me fez. Que ternura!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O S. Pedro já se acabou mas está-me a apetecer falar no S. João!
Há mais de 10 anos que descobri a diversão que os Santos Populares geram em malta tasqueira e tradicional como eu! E por mais que digam que aquilo é sempre a mesma coisa, eu não posso concordar. Todos os anos há sempre algo de novo que nos faz apaixonar um pouco mais pelo evento. Este ano não foi excepção. Com o pessoal todo a cortar-se, peguei na família e lá fomos nós. Certos enganos anteriores pelas ruas do Porto revelaram-se úteis para um estacionamento perfeito. Chegamos ao Porto a meio da tarde e, infelizmente, ainda não tinha reparado na beleza daquelas ruas e do povo que as povoa alegremente nesses dias. O Jardim da Cordoaria, as Fontaínhas, os Aliados, a Ribeira... tudo colorido com sorrisos, com os martelinhos, com o cheiro dos manjericos e da sardinha assada. É a alegria de um povo que se junta à luz do dia para comer farturas e beber minis, que se esquece dos problemas e sai à rua para desejar, com a alegria e orgulho que o caracteriza, uns bons festejos. É um povo que abre as portas de suas casas e monta a mesa na rua para almoçarem e jantarem e fazem dos visitantes desconhecidos os seus convidados. Sem estarmos a contar, fomos descendo das Fontaínhas para a Ribeira e fomos encontrar um bairro de portas abertas. Aquelas calçadas estreitas, de porta com porta, povoadas de escadas e escadinhas, primavam pela cor dos seus enfeites, pelos sorrisos de quem grelhava febras e assava sardinhas, pela música tradicional portuguesa que tinha o seu encanto exacerbado nessa altura. Sentimo-nos turistas no nosso próprio país, numa terra que tantas vezes visitamos mas que nos faltou o tacto para valorizar os pormenores. Seguiu-se a beleza de um Douro ao pôr do sol. E para acabar os festejos em beleza, demos por nós a jantar a bela da sardinha e da salada de pimentos, devidamente instalados numa rua de completo arraial. O som dos martelos, dos apitos, das palmas e o fumo da sardinha intensificaram-se com o chegar da noite e o céu começou a ser povoado por balões iluminados, que carregavam em si desejos recônditos. Como sou uma pessoa de convicções fortes, não descansei enquanto não lancei um balão desses, vontade essa que tinha sido cultivada em 2011. A primeira experiência não correu bem, dando origem a um fogo controlado. A segunda experiência necessitou de uns ajustes. Mas à terceira foi de vez, como dizem, e o belo do balão (que tinha inscrito impertinentemente Love is...) lá subiu os céus do Porto, para êxtase total dos que cá ficavam em baixo a olhar embevecidos. O regresso a casa sucedeu bastante cedo para o que é habitual mas, sem qualquer sombra de dúvida, foi um dos festejos mais ricos que tive em vida! Para o ano estou a modos que a ponderar reportar o festejo de Santo António. Vai na volta e até sou abençoada!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
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