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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nosso.


(...) Há dias em que podemos até nem saber muito bem o que queremos, mas temos a certeza absoluta do que não queremos. São estes os dias de absoluto existir, daquela serenidade tão boa, daquela força de viver com paixão, de aprender a saber esperar e confiar que tudo o que é nosso acaba por vir ter a nós. No tempo certo. |às 9 no meu blogue|

quarta-feira, 29 de outubro de 2014


A minha farmácia encontra-se em obras de remodelação. Estão a dar-lhe uma nova cara, por assim dizer. Pois bem... o pintor em causa é surdo, com muitas dificuldades na fala, mas um profissional exímio. Só que isto das limitações tem os seus contras. Quando ele anda encavalitado no telhado, a fazer asneira da grossa para quem passa cá em baixo, é um papelinho para o chamar à atenção. Depois também não é muito dado à inteligência global, pelo que está no seu mundo e pouco se preocupa com o que o rodeia. A juntar às peripécias diárias deste pintor, estão os trabalhadores das estradas de Portugal. Trabalho nesta farmácia há quase 3 anos e já vi a rua ser esburacada para cima de 10 vezes. E, pelos vistos, deve estar para durar. Enfim. Mas vamos ao que interessa. Hoje fui almoçar às 14h. Os obreiros do alcatrão estavam a iniciar o trabalho de colocação do tapete de alcatrão. De realçar que estavam a trabalhar em cerca de meia dúzia de metros. Coisa pouca, portanto. Ao regressar de almoço, chego ao cruzamento que me leva para a Farmácia e os queridos, no seu descanso habitual, informam-me que o alcatrão está muito quente e eu não posso passar. Fiquei verde. Tive que estacionar longe porque 2h é pouquíssimo tempo para tratar de meia dúzia de metros. Como referi, vinha a bufar, com ar de quem ia trucidar alguém se lhe dessem livre acesso ao cilindro. Vou eu descansada, a confirmar se tinha o telemóvel e a pegar na chave correcta para abrir a Farmácia quando me espeto contra uma placa de passagem de um andaime. Abananei. Imediatamente os óculos saíram da minha cara e um jacto de sangue me escorreu pela cara abaixo! Sim, eu sou muito despistada e a placa é grande mas não estava lá quando eu saí e muito menos é de alguém inteligente colocar aquilo em frente a uma porta de entrada! Disse quantas caralhadas consegui mas ele, o pintor surdo, não me ouviu, como é óbvio! Não foi preciso levar pontos, benzadeus, e eu só descansei quando o interceptei, ao descer do telhado, para gesticular muito e dizer-lhe que estava ali uma bela merda no meu sobrolho! Passei a tarde agarrada a uma placa fria, estou aqui com o sobrolho inchado, corro o risco de amanhã parecer ter sido vítima de violência doméstica e volta e meia atingem-me umas fisgadas agudas de dor. Quando pedi animação na minha vida JC, não era bem disto que estava a falar. Orienta-te!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tentativa de exorcizar uma manhã mal iniciada!


É. Um micro cartão SD pode causar-nos uma irritação de tal ordem que quase, leia-se quase, nos tira a necessidade de um excelente amanhecer, depois de uma noite de sonhos estranhos, confusos e asmáticos! Como acção gera acção, eis que é o dia de aparecerem os utentes complicados... todos de rajada que é para testar a minha paciência logo pela manhã. Depois irrito-me comigo mesma por dar tempo de antena a problemazitos, coisas sem importância que nem deviam ser apelidados de tal e vasculho um sorriso para oferecer à amargura que me calha em sorte no utente seguinte. Voltando ao cliché da acção que leva a outra acção no mesmo comprimento de onda eis que surge esta inspiração. Sabem que mais? Já ponderei menos o ano sabático, a caminhada sem destino, o chamamento da vida lá fora. Ai já, já!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ahhhhhh, como tinha saudade da má rés!


Uma pessoa está ao telefone a atender o marido de uma paciente com cancro, cujas dúvidas são legítimas. Uma pessoa não ouve a porta a abrir e outro utente a entrar. O contacto telefónico mantém-se, iniciando-se outro para conseguir resolver o problema daquela pobre mulher aflita. No fim do segundo contacto, a voz abrupta do utente em espera. Havia razão para estar chateado porque eu não o tinha atendido ainda... razão essa que se perde, no meu ponto de vista, quando a má educação surge! Eu não estava a brincar, nem tão pouco a fazer de conta que não o tinha visto para não o atender. Eu não o ouvi a entrar por estar deslocada da área de atendimento e a resolver outros assuntos igualmente importantes e, somente por esse motivo, não o atendi. Mesmo após explicação, a estupidez e altivez arrogante manteve-se. Eu atendi o senhor, sendo o mais profissional que consegui... mas por dentro só me questionava acerca das razões que leva alguém a ser tão intransigente e mal educado com os outros, julgando-se perfeito. Lembrar-me de rompante que ele também tinha cancro fez-me constatar que, em alguma pessoas, nem mesmo o risco de vida lhes adoça a ruindade! O que vale é que a maioria não é assim.

terça-feira, 17 de junho de 2014

FACTO #147


Os meus pais foram ao Santo António. Trouxeram-me um manjerico vivaço. Eu não percebo nada de "cuidados vegetais" mas, até eu, percebi que pouca água e algum abafo não eram, de todo, as condições ideias. Se depois do choque de o ver mais morto que vivo o consegui ressuscitar, a Selecção Portuguesa também consegue melhores feitos do que aqueles que praticaram ontem! Água, determinação e oração. Comigo funcionou.

quinta-feira, 8 de maio de 2014


Andei de bicicleta a maior parte da minha vida. Não sei se já nasci a saber dar aos pedais mas, o que é certo, é que sempre me revejo com uma triciclo/bicicleta ao lado. Jurei a pés juntos que o carro não me roubaria esse prazer. Ingénua que fui. No ano passado senti necessidade de comprar uma bicicleta. A minha primeira bicicleta nova. Até então só tinha tido bicicletas que já tinham tido donos que não as queriam mais. Diversos eram os motivos e eu nunca me importei com eles. Escolhi-a por me identificar com ela, por impulso de amor à primeira vista, por necessidade de me forçar a não perder algo que me caracterizava. Sei que não vou trocar diariamente o carro pela bicicleta, porque a minha preguiça e pouca resistência física não mo permitem, mas vou retomar a ligação. Ontem fui a casa da minha tia a pedalar. Armei-me em esperta e toca de circular pneus. Comecei a torcer o nariz quando, a meio caminho, o tempo começou a ficar demasiado negro. Senti pingos na testa e nas bochechas ruborizadas. Até que soube bem refrescar. Nos ouvidos soava Artic Monkeys e eu já estava a amaldiçoar a coragem que me tinha feito sair de casa àquela hora, com aquele tempo, naquele tipo de transporte. Quando cheguei convidaram-me para jantar e o regresso já foi efectuado debaixo de um céu carregado de negro. Já não me lembrava da sensação de andar de bicicleta à noite. Já não me lembrava do quão bom é respirar o ar puro, no decorrer da escuridão. Já não me lembrava da maravilha do silêncio das ruas desertas. De dentro de mim brotou o mais sincero sorriso e gratidão por não me esquecer do que é essencial... mesmo que me doam de morte as nádegas e os gémeos! Já não vais para nova, minha filha... mentaliza-te! Obrigado Pai!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Os cérebros limitados!


Pessoas com este problema incomodam-me. Sério. Fazem-me espécie. E não falo das pessoas com pouca literacia ou com baixa cultura. Falo mesmo de quem se julga dono e senhor da verdade, que se limita e impede a qualquer tipo de explicação. Tenho uma utente dessas. Cria situações naquela mente pequenina, tantas vezes de forma errada que, quando lhe vamos explicar que nada do que idealizou é viável ou correcto, começa a acusar-nos de elevação de voz e desrespeito para com a sua pessoa. Eu estou em crer que há o limite do aceitável. E o meu tem-se alargado mais do que alguma vez supus. Quando esta pessoa não tem argumentos ou se bloqueia a entender a explicação que estou a dar, lá vem o papel de vítima. Não há pachorra senhores. Não há. E vai embora melindrada, injustiçada e sofredora, como se a culpa fosse minha pelo facto de me interromper a explicação e me acusar de querer beneficiar a farmácia em prol da miséria dela. Menos, muito menos burrice e estupidez. Hoje é segunda!

sábado, 29 de março de 2014

FACTO #142


O slogan da minha vida bem que poderia ser: "Quer arranjar alguém? Quer trazer de volta a paixão à sua vida? Procura a estabilidade? Contacte-me. Tem diante de si o amuleto mais eficaz para atrair o amor! Infalível." Estou em crer que devo ser uma qualquer deusa amaldiçoada à nascença e que é necessário aquele quebrar do feitiço que vemos nos desenhos animados da Disney. Parece-me. Um dia, quem nos orienta lá do alto, decidiu que seria bonito dar-me esta missão de transição no mundo, de fazer as outras pessoas acharem o caminho a seguir, de verem o oásis perdido. Ele vai-se rindo. Eu nem por isso. Já não está na hora de mandar o tal beijo ou coração ou cérebro ou fígado ou o raioqueoparta do grande amor para ver se se dá a volta a este enguiço? Digo eu. É que à vontade não é à vontadinha!!! Mau... 

Ser boa pessoa (afinal!) compensa!






Graças à pontaria de um amigo meu nos Óscares, ontem fomos ao cinema, ver o Capitão América, com o alto patrocínio da MMS Portugal! Quando chegamos, a sala estava decorada com camisolas de várias cores, como podem ver na primeira foto, e havia um cumprimento doce no ecrã. Já instalados, o staff da MMS foi incansável e andou a divertir-nos com umas perguntas, cujas respostas certas davam prémios. Não me calhou a mim nenhum produto em sorte. Vimos 2 horas de Steven Rogers, o típico filme de super-herói e, no fim, estavam a oferecer dispensadores à cor cujo sorteio definisse em sorte. Pois bem. Eu tinha a camisola amarela, ele a laranja. A cor vencedora foi azul... e mesmo assim trouxe um dispensador para casa! Perguntam vocês e bem... COMO? Pois bem... Ainda pensei andar à porrada com algum azul, ou roubar e fugir, mas optei por abanar no ar o meu mini pacote de MMS, quando perguntaram quem não tinha terminado. O moço fez o sorteio da cor directamente de lá. Como me conspurcou os pobres MMS, decidiu que o meu acto desinteressado de boa vontade dava direito a um dispensador. E pronto! Agora quem quiser ir a minha casa comer MMS tem que levar moedinha para oferecer ao Vermelho! Foi uma noite bastante agradável, em que me diverti e surpreendi bastante. Eu sou feliz com tão pouco! Ainda bem.


Diz a lei que os peões devem circular por passeios ou ciclovias. Diz o bom senso que é um atentado à vida colocar-nos atrás de um carro estacionado que, por acaso, está a trabalhar, pronto a sair. Agora, a juntar ao que disse anteriormente, conjuguem o facto de ser uma idosa, sem grande capacidade de reacção. Secalhar se algo de pior acontecesse, tal como ser atropelada, a culpada seria eu... mas o que é certo é que não saí à pressa, verificando todos os ângulos que me foram possíveis. Não me venham é culpar pela falta de civismo de certas pessoas, que se colocam na boca do lobo, por assim dizer. A idade, só em casos de Alzheimer, é que nos tira a capacidade lógica de decisão. E não era o caso, visto que para insultar não lhe faltava genica!  

PS: continuou a andar no meio da estrada, numa rua de sentido único, de costas voltadas a possíveis carros que aparecessem! Faz bem, sim senhora!

sábado, 22 de março de 2014

Nova Dieta: Extrair um dente do siso!


Uma vez que só marcha alimentação fria aka gelada, não tenho muito por onde escolher nos próximos dias. Temos líquidos, muitos líquidos, várias vezes ao dia (que eu sou uma pessoa de sustento!), temos batidos, temos gelados, temos papas aguadas, temos iogurtes fresquinhos... e temos antibiótico e anti-inflamatório! Até meio da semana com esta dieta magnífica, vou tentar não desaparecer.

sexta-feira, 21 de março de 2014


Um dia sentes, com todas as tuas forças que, o que mais pretendes, é que te valorizem o ser, a pessoa que és e a magia que a tua companhia proporciona. Um dia idealizas, como cenário, uma pedra para dois, no cimo de um monte, com vista para um vale. É Primavera e o sol encandeia-te a visão e aquece-te a pele. Até ali chegares tens vindo a saborear a paz do simples "estar", sem ambicionares as confusões típicas de atropelos sentimentais. Estás e queres estar. Ali. Com o coração. No coração. Com a partilha do melhor de dois mundos, num momento épico de beleza. E por mais que tentes controlar o caminho que anseias percorrer daqui para a frente, nada será como antes. É o preço a pagar por nos tornarmos especiais na vida de alguém. Um dia acreditas tanto que acaba por acontecer. E é a partir desse dia que reconhecerás a força da tua ambição, do teu querer. O tempo revelará a grandeza de momentos tão simples e delicados. Porque é a simplicidade inusitada que te marca a vida e a alma, onde quer que vás, passe o tempo que passar. Acredita!*

domingo, 23 de fevereiro de 2014


E quando uma das melhores pessoas que conheces te diz que vai trabalhar para a Polónia, o chão sai-te debaixo dos pés! Ouves, engoles em seco, parabenizas e entras em choque. Para meia dúzia de segundos depois as lágrimas começarem a escorrer o rosto, sem parar, porque sentes um misto de tristeza, de revolta, de alegria, de orgulho... tudo num turbilhão danado dentro de ti! Quando essa pessoa é uma das únicas pessoas que olhou para ti e desde sempre acreditou no teu potencial, aquela pessoa que acredita nos teus projectos só porque vive e vibra com o teu entusiasmo e dedicação e isso basta-lhe, sentes um pouco de raiva de Deus ou do destino que te retira a mesma da vista, do dia-a-dia. Resta-te mentalizar que nunca sairá do teu coração, o skype continua a fazer milagres e tens estadia paga quando lá fores. Mas que não é justo, não é! É longe demais e o teu coração não estava preparado para mais um choque destes. Estou triste, porque estou e ninguém me vai fazer não estar, mas tenho um orgulho enorme neste passo deste grande amigo. Que o sucesso o acompanhe sempre. O sucesso e a felicidade!*

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Se isto não tivesse acontecido comigo eu diria que era mentira!


Como todos sabem, a minha vida é dotada de uma especialidade e dramatismo rebuscados. Como eu andava com uma vida estável demais, o universo decidiu presentear-me com um assalto, daqueles à séria, à mão armada, com facalhões e o susto todo a que se tem direito! Uma maravilha de situação, portanto, a anteceder o fim de semana. Eu nem era para falar nesta merda aqui mas uma pessoa assiste a cada anormalidade de jornalistas a tentarem redigir notícias e fica com uma ligeira vontade de lhes alinhar os chakras... com uma punhada nas trombas, como dizia, e bem, o Nunes! Então não é que uma pessoa que se diz jornalista, de um daqueles jornais diários manhosos e dados às desgraças alheias, se lembra de escrever uma mini notícia sobre o assalto de que fui vítima e consegue o grande feito de, em 6 mini frases, dar 5 informações erradas? Dia errado, pessoa que sofreu o assalto errada, valor roubado errado, entrada dos agressores errada, fuga errada. Eu continuo a achar que não devemos confiar e escrever tudo aquilo que nos dizem. Se a pessoa que se diz jornalista queria alertar a população para esta desgraça devia fazer o melhor que pedem aos jornalistas: fidedignidade de informação. Se numa ninharia de notícia cometem esta atrocidade de informação, não lhes gabo a sorte quando lhes for exigido algo mais avançado. Comprometem-se em segundos! Digo eu que fui vítima e, por acaso, até lá estive! Ganhem juízo e não me lixem mais a paciência. Ela anda curta para anormais... a todos os níveis!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ser chique é...


... desenvolver um ataque semelhante a Parkinson, mas agudo, quando nos injectam anestesia com vasoconstritor. Ainda perguntei se, porventura, não ia cair de tromba no chão quando me levantasse. Garantiram-me que não. Fiquei eléctrica e de riso fácil e com tremores uma boa meia hora, que me lembre. Quando, ao fim de 1h de remodelações, me mandaram com os porcos, ainda senti uma certa zoeira. Pelo sim, pelo não, vim agarrada ao corrimão das escadas e a 35km/h até casa. Mais um apalermanço orgânico para colocar no cadastro. Maravilha!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Há utentes do outro mundo!


Estava eu muito bem a atender uma utente e eis que outro utente, um senhor pintarolas já com alguma idade, pede desculpa por interromper o atendimento e eis que profere tal pérola: 
- Dra, vai desculpar-me a ousadia mas eu tenho que avaliar a sua performance. Deixe que lhe diga que você está tal e qual a Shakira! O seu penteado faz-me lembrar muito ela. Olhe, está um must! (Une os dedos da mão e beija-os entusiasmado!) Não é senhor Manuel, não concorda comigo? (A socar abruptamente o parceiro do lado!)

A gargalhada foi geral e de tal forma audível que contagiou todas as pessoas que estavam na Farmácia. Isto há dias que começam mesmo bem! Haja quem repare, Deus meu... haja quem repare!!!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Isto aconteceu e eu ainda não acredito!


Utente - Boa Tarde. 
Eu - Boa Tarde. Posso ajudá-la?
Utente - Sim. Diga-me: ainda dá para fazer "aquela coisa" de levar e pagar depois?
Eu - Desculpe? (Com a maior cara de parva e deficiente alguma vez vista!)
Utente - Sim. Posso levar o que necessito e pagar depois? 
Eu - É óbvio que não. Por vezes facilitamos, mas é a utentes nossos e em casos extremamente excepcionais. Infelizmente, dadas as circunstâncias actuais, não é de todo admitido. 
Utente - Ah 'tá bem! (Vira-se para a filha...) Ó V., vai ali ao carro e traz-me a carteira. (Vira-se para mim...) É um Cêgripe!
Eu - São x euros e y cêntimos! (Euzinha burra para a vida, com o queixo quase a dar um hi5 ao pescoço, de tão caído que estava!)

ATENÇÃO: Ela paga em moedas e ainda tive tempo para vislumbrar umas quantas notas cor de rosa e azuis! Ai F*D*-SE!!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014


E a saga do balcão continua! Os dias de serviço têm destas coisas. Hoje coube-me ouvir a história de uma colega de primária que terminou uma relação de algum tempo há cerca de 6 meses. Os pormenores que ela mencionava fez-me relembrar e muito o término da minha última relação. Meu Deus, como foi estranho! Já não pensava neste assunto há bastante tempo e aperceber-me do quão corriqueira e, infelizmente, normal esta situação se está a tornar, faz-me começar a achar que fui um poço intenso de sofrimento sem muita justificação plausível. Acho que destilei neste término a mágoa das frustrações acumuladas e, portanto, não se pode "dar o mérito" à pessoa em questão mas antes ao acumular de situações mal resolvidas e de uma auto-estima completamente no lodo. Agora o que me surpreendeu foi o desenrolar da conversa em si. Algum dia, naquela altura, lhe diria o que disse hoje, completamente descomplexada? Nunca. Algum dia, naquela altura, seria tão clara, real e concreta na análise da situação? Jamais. Algum dia, naquela altura, teria tamanha compaixão e abertura de mente? Deumalibre! Aquilo que a minha colega nos fez ver foi que a vida tem os seus percalços e é a aprendizagem, tantas vezes à força, que nos encaminha para a maturidade e nos faz melhores pessoas. Tão mais humildes quanto a mágoa que um dia nos deixou sem ar, sem sono, sem fome e sem rumo e que, um dia, é superada!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Não é de todo uma boa altura para me lixarem o computador aka desejos do coração para 2014!


E estamos próximos do fim de ano e uma pessoa quer fazer balanços do Natal, das aventuras, dos saldos, do ano que passou, das aprendizagens e de todas essas coisas que nos tornam melhores pessoas e NÃO PODE!! Não pode porque certas criaturas endiabradas decidiram que era boa ideia aplicar um ataque de karaté do nada e, em vez de se defenderem mano a mano, não! Toca a utilizar o portátil. Grandessíssimos filhos da minha rica tia que só tem culpa de lhes ter passado os genes maus. Agora toca de ir ao mealheiro e dar arejo às notas que IAM ser usadas para vícios infantis. Não tenho pena nenhuma e para a próxima aprendem a usar uma almofada. Se não vier cá antes, adorados seguidores, entrem nesse novo ano com a esperança e a determinação renovadas, não se esqueçam que tem que ser com os dois pés, cuecas da cor do que querem atrair, um saltito de fé com uma notita na mão, doze passas ou amendoins ou outro fruto seco qualquer a simbolizar desejos que TÊM que tornar reais. E divirtam-se! Divirtam-se muito amanhã à noite como em cada dia das vossas vidas! 2014 não é mais que a certeza de 365 novas possibilidades de lutarem por aquilo que querem e de se transformarem no melhor que podem ser! Que seja mágico... e real! Vivam*

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Uma pessoa até precisa de escrever isto para que consiga reflectir bem sobre o que se passa. No espaço de 1 mês e meio quanto muito já é a 3ª vez que me aparece herpes. Se a primeira vez poderá ter derivado de uma baixa imunitária relacionada com uma constipação própria do tempo, as outras duas, estou em crer, que foram literalmente apanhadas... pelo ar que me envolvia com outras pessoas contaminadas! É que não há outra explicação, por mais estapafúrdia cientificamente falando que seja. Lembro-me de estar perto de uma amiga, ela dizer-me que não me podia cumprimentar por causa do bicho e eu concordar. Seguiu-se uma conversa de 30 minutos. Na manhã seguinte, pumbas... uma erupção vulcânica deste imbecil. Ontem foi uma cliente que se cuspia imenso que me veio questionar se o que tinha era herpes. Via-se à légua que era e informei-a. Enquanto não se foi embora cuspiu mais umas quantas vezes. Por volta da meia noite, depois da boa acção natalícia que a minha avó me pediu e que eu fiz com muito amor... pumba. Nova avalanche de vesículas a dar de si! Essas parvas! Agora ninguém me tira da cabeça que isto tem dedinho contaminado do demónio. Arre vida! Resta-me 7 dias de medicação para cavalo, visto que a minha paciência começa a esgotar-se e, ou vai, ou racha! PS: JC, quando no meio da oração digo "E livrai-me do mal. Amén." também me refiro a isto, só para que conste!