quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sobre o derradeiro jogo de hoje e da minha falta de vontade de deixar de acompanhar o Mundial já hoje!





Hoje, toda a cunha é bem vinda, todos os milagres, todas as mezinhas e as boas vibrações. Se for o mundo inteiro a ajudar, melhor ainda!

Ahhhhhh, como tinha saudade da má rés!


Uma pessoa está ao telefone a atender o marido de uma paciente com cancro, cujas dúvidas são legítimas. Uma pessoa não ouve a porta a abrir e outro utente a entrar. O contacto telefónico mantém-se, iniciando-se outro para conseguir resolver o problema daquela pobre mulher aflita. No fim do segundo contacto, a voz abrupta do utente em espera. Havia razão para estar chateado porque eu não o tinha atendido ainda... razão essa que se perde, no meu ponto de vista, quando a má educação surge! Eu não estava a brincar, nem tão pouco a fazer de conta que não o tinha visto para não o atender. Eu não o ouvi a entrar por estar deslocada da área de atendimento e a resolver outros assuntos igualmente importantes e, somente por esse motivo, não o atendi. Mesmo após explicação, a estupidez e altivez arrogante manteve-se. Eu atendi o senhor, sendo o mais profissional que consegui... mas por dentro só me questionava acerca das razões que leva alguém a ser tão intransigente e mal educado com os outros, julgando-se perfeito. Lembrar-me de rompante que ele também tinha cancro fez-me constatar que, em alguma pessoas, nem mesmo o risco de vida lhes adoça a ruindade! O que vale é que a maioria não é assim.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Dio Mio!



Este miúdo faz magia! 
Que chegue longe... muito longe.
(Re)apaixonei-me.


Doeu-me a alma com aqueles 4 espetados a seco pela Alemanha, numa perdição que ainda hoje não compreendo. Dói-me a alma porque dependemos de terceiros e de uma vitória por muitos. É muita matemática e eu sou mais de letras. Dói-me a alma porque eu gosto desta modalidade. Lembro-me do "sofrimento" de 2004 e de 2006, a garra e o aprender a defender com honra as cores de uma nação. Dói-me a alma porque não lhes saboreei a força. Tudo o que podia correr mal, correu ainda pior. Estas lutas e disputas por um lugar ao sol, em que um país se une para tentar erguer ao céu o seu bom nome, dão-me prazer... e dói-me ter que abandonar já parece-me, e desta forma tão estúpida, as caras pintadas, os cachecóis e as bandeiras ao peito, as lágrimas de emoção e a esperança no coração. Queria mais, muito mais e, tendo que sucumbir ao pessimismo que a razão me oferece, não estou em crer que consigamos muito mais tempo de antena. Dói ter na alma mais certezas desastrosas que esperanças sonhadoras. Sinto que estamos em fase terminal e que só nos adiaram a morte... mas pode ser que o espírito hollywoodesco nos sopre a favor, que optimize o impossível e que, numa jornada de inspiração surreal, façamos o mundo acreditar que "tudo é possível a quem crê". Se eu mandasse na história, era isto que aconteceria. Mas temos 2 países que se aliarão para chegar mais longe, disso não duvido, não se preocupando minimamente em nos favorecer. Há erros crassos que teimamos em não aprender com eles: deixar na mão de terceiros o nosso destino. E, ironicamente, estamos dependentes, em duas grandes áreas, do mesmo. Dói-me a alma. Se dói. Mas o amor ao meu país, o orgulho no mesmo e o potencial que lhe vejo, tantas vezes mal aproveitado, não me faz desistir dele. Tive a mesma atitude com o Benfica e foi o que se constatou. A mim ensinaram-me a amar na vitória e na derrota, na saúde e na doença, no bom e no mau desta vida. E isso aplica-se a tudo. Doem-me os sentimentos mas a vida continua, com sorrisos e humor, porque de outra forma seria demasiado penoso... esperando, pacientemente, dias e emoções que façam justiça ao verdadeiro fado glorioso que merecemos. Acorda meu Portugal!

terça-feira, 17 de junho de 2014

FACTO #147


Os meus pais foram ao Santo António. Trouxeram-me um manjerico vivaço. Eu não percebo nada de "cuidados vegetais" mas, até eu, percebi que pouca água e algum abafo não eram, de todo, as condições ideias. Se depois do choque de o ver mais morto que vivo o consegui ressuscitar, a Selecção Portuguesa também consegue melhores feitos do que aqueles que praticaram ontem! Água, determinação e oração. Comigo funcionou.

domingo, 1 de junho de 2014

Eu sou uma sofrida...



A mim tudo me dói. E doer não é necessariamente mau. Quando me respeitam eu emociono-me, dói-me a alma de tão bom que é. Quando me desrespeitam, choro pela dor dilacerante que a alma incute ao corpo. Sofro com as perdas, sofro com a nostalgia das memórias. Choro com a emoção da felicidade de ontem, de hoje e da ilusão do que poderá vir a ser amanhã. Choro com as lutas travadas, com as batalhas perdidas e, principalmente, com as ganhas. O desapego custa-me lágrimas salgadas, derramadas em noites de ansiedade descontrolada, juntamente com a revolta das voltas trocadas aos planos idealizados. A ideia de recomeço comove-me, pela esperança que lhe está implícita. Permito-me à dor, quando ela se lembra de aparecer e me perturbar a paz. Mas limito-a no tempo. Como ontem. Através de certas imagens, decidiu entrar em mim sem pedir autorização e impor questões sonantes que importunam o sono. Dei-lhe tempo de antena, dei-lhe alguma razão, chorei respostas que teimam em não aparecer, desliguei o som proveniente do concerto que, até então, me deslumbrava. Adormeci, entre voltas e revoltas. Hoje acordei e agradeci. Não sei bem o quê, secalhar o simples facto de estar viva, mas agradeci. E confiei. Confiei que, mais cedo ou mais tarde, tudo fará sentido. E assim aniquilei essa dor mazinha, que teima em estar atenta aos momentos de maior fragilidade. Impus-lhe limites, convivendo agora com ela, sem que me cause mossa ininterruptamente. Porque há tão mais a agradecer, tão mais que fazer, em vez de ficarmos acorrentados a dores de passados que não voltam. Eu sou uma sofrida porque sinto tudo, o que me diz e não diz respeito, mas sou melhor do que ontem porque já sei escolher pelo que vale a pena sofrer!


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Isto deve ser da TPM, creio eu!



Não passaram mais de 10 minutos desde que iniciei o filme. Já estou banhada em lágrimas. Recorde batido!

Da VERGONHOSA abstenção nas Europeias 2014!



Sinceramente não entendo! Questiono-me seriamente o que leva as pessoas a destituírem-se dos seus deveres. Repugna-me as críticas que sucederão, vindas daqueles que tiveram algo melhor para fazer nas largas horas em que as urnas estiveram abertas. A inversão de prioridades que observo nesta sociedade deixa-me doente. O voto, mesmo em branco, demora pouquíssimos minutos do nosso precioso tempo. O que é que quem não vota poderá perder durante essa altura? Se não houver um ganho directo com uma atitude da nossa parte já não há razões para exercer um direito e dever cívico? Estamos a chegar a este egoísmo e egocentrismo todo? É que se estamos eu não quero que me globalizem a tal. Cresci a conhecer o esforço de quem lutou por uma democracia. Cresci a valorizar os direitos que hoje tenho mas também os deveres que me estão inerentes. Cresci a exercer uma escolha e a arcar com as suas consequências. Cresci com responsabilidades e compromisso. E isso, infelizmente, faz falta a muito boa gente! Sinto-me envergonhada por tamanho desmazelo. E não, nada seria tão importante e tão inadiável que não nos pudesse fazer "perder" uns minutos. E eu também tive um domingo extremamente ocupado.

terça-feira, 13 de maio de 2014

De-li-ci-o-so!




O jeitinho destes putos não é nenhum mas a intenção é das mais puras que já conheci. Gargalhada certa!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Inspiração matinal precisa-se!







Porque isto de se aturar gente neurótica e descompensada dá cabo da paciência mais santa... mas o David é sempre menino para me atenuar a freima! Que seja um bom dia e uma boa semana!*

sábado, 10 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014


Andei de bicicleta a maior parte da minha vida. Não sei se já nasci a saber dar aos pedais mas, o que é certo, é que sempre me revejo com uma triciclo/bicicleta ao lado. Jurei a pés juntos que o carro não me roubaria esse prazer. Ingénua que fui. No ano passado senti necessidade de comprar uma bicicleta. A minha primeira bicicleta nova. Até então só tinha tido bicicletas que já tinham tido donos que não as queriam mais. Diversos eram os motivos e eu nunca me importei com eles. Escolhi-a por me identificar com ela, por impulso de amor à primeira vista, por necessidade de me forçar a não perder algo que me caracterizava. Sei que não vou trocar diariamente o carro pela bicicleta, porque a minha preguiça e pouca resistência física não mo permitem, mas vou retomar a ligação. Ontem fui a casa da minha tia a pedalar. Armei-me em esperta e toca de circular pneus. Comecei a torcer o nariz quando, a meio caminho, o tempo começou a ficar demasiado negro. Senti pingos na testa e nas bochechas ruborizadas. Até que soube bem refrescar. Nos ouvidos soava Artic Monkeys e eu já estava a amaldiçoar a coragem que me tinha feito sair de casa àquela hora, com aquele tempo, naquele tipo de transporte. Quando cheguei convidaram-me para jantar e o regresso já foi efectuado debaixo de um céu carregado de negro. Já não me lembrava da sensação de andar de bicicleta à noite. Já não me lembrava do quão bom é respirar o ar puro, no decorrer da escuridão. Já não me lembrava da maravilha do silêncio das ruas desertas. De dentro de mim brotou o mais sincero sorriso e gratidão por não me esquecer do que é essencial... mesmo que me doam de morte as nádegas e os gémeos! Já não vais para nova, minha filha... mentaliza-te! Obrigado Pai!

FACTO #146



(...) Não é obviamente em câmara ardente que se segura um amor para sempre, mas duvido que seja com renovação de roupagem que nos fazemos vestir de felicidade. Precisamos de saber dar aos outros como se fosse a nós mesmos e interessar-nos por quem amamos como se fosse connosco. Porque só assim nos mantemos interessantes, precisos, parceiros, nossos. Porque essa é a característica patente nas relações que duram: nas relações familiares, quase sempre imortais. (...)

in P3

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Celebrar a vida!


Há 8 anos, no dia de ontem, o meu avô faleceu. Há 72 anos, no dia de hoje, o meu avô nasceu. Se fizerem bem as contas podem constatar que ele morreu antes de fazer 65 anos, como sempre disse que aconteceria. Ainda estou na dúvida se o encaro como vidente ou, somente, como prova viva de que aquilo que queremos e dizemos com convicção, na maior parte das vezes, tem muita força e acontece. Já perdi anos demais a magoar-me com a perda que me foi imposta há 8 anos. Ninguém digere uma falta repentina em meia dúzia de meses. Aliás, passaram 8 anos e para mim é tão presente como se tivesse acontecido há horas. Mas, como estava a dizer, já perdi tempo demais a centrar-me no acontecimento que mo roubou. Este ano decidi centrar-me no acontecimento que mo ofereceu. Com a vida dele a desabrochar em 1942, iniciava-se todo o processo que me iria originar a mim, 45 anos depois. Este ano deixei o dia 4 de Maio continuar a ser o dia em que a minha amiga Mónica nasceu e hoje, dia 5 de Maio, o dia em que o mundo, o meu pequeno grande mundo, deve celebrar a vida que o meu avô João teve e honrou. Deixemos a morte de lado e celebremos a vida, mesmo que esta já tenha deixado de existir fisicamente... porque dentro de mim está tão presente como de todas as vezes que tive a oportunidade de a partilhar com ele! E é por todos aqueles que nos valorizam, que nos amam, que nos aguentam e lutam a nosso lado que vale a pena celebrar sempre a vida... mesmo que seja de um ponto de vista diferente! Onde quer que estejas, não te esqueças de quem fomos... e somos!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A tentar interiorizar!


Se ninguém responder ao teu apelo, vai só. Se ninguém quiser partilhar o teu desafio, avança sozinho. Se ninguém tiver coragem de te acompanhar, vive o teu sonho na tua própria companhia! | Pedro Vieira