Para quem não tem vida social à semana, tem que aproveitar todos os minutos do fim de semana ao máximo. Amontoam-se exames com actividades, falta de descanso com alegria de ajudar, necessidade de parar com obrigação de fazer melhor. E é por isso que chego às tantas a casa, saio cedo e oiço o meu pai a dizer: "Até segunda que não chegas, concerteza, antes da meia noite!" Eles já sabem o que têm!
No meio de tudo o que nos é exigido profissionalmente, faz falta tirar tempo para os amigos. Só ontem tirei tempo para, pelo menos, quatro. Gosto de ouvir e pedem-me a opinião. Nem sempre é fácil dá-la com o receio de sermos mal interpretados... mas é por isso que não são todos que a pedem! No alto da minha terrível sinceridade, poucos são os que conseguem suportar as minhas visões dos problemas e a sua resolução prática. Mas são estes a quem tento não desiludir e os que considero verdadeiros.
Depois de um domingo intenso e com a sensação de dever cumprido, é tão bom meter a chave na porta, sentir o calor da casa, tirar os saltos altos devagar, colocar os pés no chão frio e perceber que aquelas dores são sinal de entrega e dedicação.
Como eu gosto de me sentir viva*