domingo, 7 de julho de 2013
Ainda bem que já aprendi a não esperar tanto dos outros!
Hoje esta aprendizagem poupou-me dramas de outros tempos, em que o coração ficava destroçado por terem falhado connosco. Se outrora trazia lágrimas aos olhos e sensação de abandono e desilusão, hoje passa ao lado e permite arrumar a trouxa e ir aproveitar a praia. Fui aprendendo que o segredo está na adaptação que fazemos do que a vida faz connosco. Assim, sem pesos no peito. Assim, de uma forma extremamente calma que nem sabia poder habitar em mim. Assim, sem mágoas. E que bem que sabe.
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Constatações*
sábado, 6 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
FACTO #117
No amor, aliás, a experiência só demonstra uma coisa: que não tem nada que estar a demonstrar coisíssima nenhuma!
|MEC in Os meus problemas|
quarta-feira, 3 de julho de 2013
I'M FEELING THIS #33
Por vezes tenho saudade de toda a minha genica de há uns anos atrás. Aquela sede desenfreada de fazer tudo, de mudar o mundo, de idealizar situações utópicas, de dormir pouco e de criar muito. Foram anos de uma realização tremenda, de um desflorar de criatividade diário, de uma originalidade que me deixava cheia de orgulho. Não acreditava em impossíveis e lutava muito, contra tudo e contra todos. Seguiu-se o cair da ficha, o abalo sentimental, a perda da inocência, o desencanto e a apatia. Tem dias em que preferia ser movida a café e estar envolvida com todas as minhas células em projectos. Tem dias em que me faz falta ter o tempo mais folgado para não me esquecer das minhas pessoas. Tem dias em que faz sentido estar a crescer profissionalmente onde estou e tem dias em que acho que novas paragens seriam o abanão que preciso para acordar. Reconforta-me a certeza de que esse ser, do qual tenho saudades, foi real, existe. Está cansado, está revoltado e quer mais é que lhe permitam a fragilidade. Mas ainda não sucumbiu. E, quiçá, um dia destes, esquece todos os atropelos que lhe causaram, a esperança que lhe roubaram e reergue-se perante a descrença dele próprio no retrocesso. Quiçá!
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Desabafos*
Este homem é GRANDE! #7
Vítor Gaspar e Paulo Portas, aos meus olhos, nunca mais serão os mesmos! É que eu consigo, verdadeiramente, atribuir-lhes todo o drama relatado na canção. Que sirvam para nos fazer rir já que a situação do país é de chorar!
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Ídolo radiofónico há só 1*,
Politiquices*
terça-feira, 2 de julho de 2013
É só para avisar...
... que não tenciono que me lixem as férias e os eventos que nelas estão projectados por andarem a fazer de conta que sabem governar! Já todos nós nos temos vindo a aperceber que, nos últimos 10 anos, mal o barco pega fogo sai tudo a correr que é para ninguém se queimar. É uma atitude social de falta de compromisso que se está a entranhar cada vez mais, seja na política ou nas relações humanas. Quer sejam laranjas ou forquilhas, avantes ou populares, é tudo a mesma m*rda! E já não bastava a situação do país ser crítica, ainda se lembram de desencadear uma situação que se pode precipitar na anormalidade de gastos que provém das eleições antecipadas, sem que se tenha, no meio dos 10 milhões que somos, alguém em vista legitimado para nos tirar do fosso! Mas já que a m*rda está feita, e a verificar-se a queda do governo, podem aproveitar e juntar umas eleições às outras que eu não ando a trabalhar para me ficarem com o couro e o cabelo para gastarem em boletins de voto e em pagamentos a mesas eleitorais. Assim sendo, vendam o ouro, os carros, a assembleia da república e os seus deputados, vendam as sedes dos partidos, as bandeiras e os hinos, vendam o Sócrates e façam rojões, vendam esses maganos todos que acham que isto de governar um país é como o Sudoku. A nós portugueses começa-nos é a faltar a paciência.
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Politiquices*
FACTO #116
Não lamente os gigantes que surgem na sua vida. Aprenda com David a ser um vencedor.
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Aprende*
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O S. Pedro já se acabou mas está-me a apetecer falar no S. João!
Há mais de 10 anos que descobri a diversão que os Santos Populares geram em malta tasqueira e tradicional como eu! E por mais que digam que aquilo é sempre a mesma coisa, eu não posso concordar. Todos os anos há sempre algo de novo que nos faz apaixonar um pouco mais pelo evento. Este ano não foi excepção. Com o pessoal todo a cortar-se, peguei na família e lá fomos nós. Certos enganos anteriores pelas ruas do Porto revelaram-se úteis para um estacionamento perfeito. Chegamos ao Porto a meio da tarde e, infelizmente, ainda não tinha reparado na beleza daquelas ruas e do povo que as povoa alegremente nesses dias. O Jardim da Cordoaria, as Fontaínhas, os Aliados, a Ribeira... tudo colorido com sorrisos, com os martelinhos, com o cheiro dos manjericos e da sardinha assada. É a alegria de um povo que se junta à luz do dia para comer farturas e beber minis, que se esquece dos problemas e sai à rua para desejar, com a alegria e orgulho que o caracteriza, uns bons festejos. É um povo que abre as portas de suas casas e monta a mesa na rua para almoçarem e jantarem e fazem dos visitantes desconhecidos os seus convidados. Sem estarmos a contar, fomos descendo das Fontaínhas para a Ribeira e fomos encontrar um bairro de portas abertas. Aquelas calçadas estreitas, de porta com porta, povoadas de escadas e escadinhas, primavam pela cor dos seus enfeites, pelos sorrisos de quem grelhava febras e assava sardinhas, pela música tradicional portuguesa que tinha o seu encanto exacerbado nessa altura. Sentimo-nos turistas no nosso próprio país, numa terra que tantas vezes visitamos mas que nos faltou o tacto para valorizar os pormenores. Seguiu-se a beleza de um Douro ao pôr do sol. E para acabar os festejos em beleza, demos por nós a jantar a bela da sardinha e da salada de pimentos, devidamente instalados numa rua de completo arraial. O som dos martelos, dos apitos, das palmas e o fumo da sardinha intensificaram-se com o chegar da noite e o céu começou a ser povoado por balões iluminados, que carregavam em si desejos recônditos. Como sou uma pessoa de convicções fortes, não descansei enquanto não lancei um balão desses, vontade essa que tinha sido cultivada em 2011. A primeira experiência não correu bem, dando origem a um fogo controlado. A segunda experiência necessitou de uns ajustes. Mas à terceira foi de vez, como dizem, e o belo do balão (que tinha inscrito impertinentemente Love is...) lá subiu os céus do Porto, para êxtase total dos que cá ficavam em baixo a olhar embevecidos. O regresso a casa sucedeu bastante cedo para o que é habitual mas, sem qualquer sombra de dúvida, foi um dos festejos mais ricos que tive em vida! Para o ano estou a modos que a ponderar reportar o festejo de Santo António. Vai na volta e até sou abençoada!
As coisas mudam no devagar depressa dos tempos!
Conhecem aquela máxima cliché que diz que se olharmos para o dia anterior, parece que nada mudou, mas se olharmos para trás, tipo 4 anos volvidos, reparamos que tudo é extraordinariamente diferente? Por ser terrivelmente cliché eu nunca gostei muito desta constatação... mas tenho que lhe dar algum crédito hoje! Há 4 anos atrás, quando a realidade me trucidou algumas certezas e a confiança, a lógica moral da situação levava-te, de arrasto, para fora da minha vida. Vai que os dias foram passando, as situações se proporcionando e hoje ainda por cá vagueias. Demos largas à imaginação e quiseste o papel principal, o secundário e algum jogo de bastidores. Fugimos de sentimentos, entregamo-nos sem pensar, corremos novamente para longe daquilo que nos faria perder o rumo. Foste ouvinte e crítico, provocador e apaziguador. Chamaste-me novamente à vida, fizeste-nos sonhar. Neste jogo de impasse, que nunca soubemos bem definir, criamos anos de lembranças que provocam sorrisos ao serem recordadas. São toques que não se esquecem, olhares que ficam para sempre, sabores e cheiros que te caracterizam em mim. Quis a vida que o teu lugar no mundo fosse, diariamente, longe do meu. Quis a vida que a nossa loucura natural fosse contornando isso. Hoje estás de parabéns e eu feliz por ainda viveres em mim! Sei lá... acho que irei gostar sempre de ti.
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