quinta-feira, 13 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Muse, na óptica da inocente que ficou, sem saber, num dos melhores sítios do espetáculo!


A ideia era sair do trabalho às 15h30 para conseguir chegar ao Porto a horas decentes para estacionar e lanchar com a devida calma. Pois bem. A saída acabou por acontecer 1h depois, já comigo a bufar por todos os lados. A viagem foi feita ao som de David Fonseca, perdida em responsabilidades típicas de mais uma semana de serviço. Ao chegar, e depois de uma voltinha para conhecer o Cerco do Porto (por engano!) lá encontrei, como por magia, um lugar mesmo perto do Estádio. Não questionei a sorte e lá fui de encontro à agradável companhia que, há mais de 6 meses, padece do mesmo desespero que eu pelo 10 de Junho de 2013! Abastecida a mala de mantimentos de Burger King e da dose necessária de cafeína, o relvado do estádio do inimigo aguardava a nossa presença. Fomos andando até à presença de outros amigos e eu, por momentos, achei que não seria nada boa ideia ficar mesmo no centro do estádio, perto do segundo palco, onde seríamos rodeados apenas por pessoas em delírio por todos os lados. Como além de pessoas havia também grades e seguranças bastante perto, deixei de lado a agonia e concentrei-me no que estava ali a fazer. As horas foram passando, a conversa foi-se intensificando, a decoração de todo o estádio fazia antever algo de surreal. Uma espécie de tumores ou neurónios ou metástases nas bancadas, um robô que veio dizer olá, uns balões de S. João bem no topo. A nossa imaginação ia criando um mundo de fantasia ao ambiente envolvente que se fazia sentir. Os We are the Ocean, que eu não conhecia de parte alguma, fizeram uma primeira parte gira, deixando em mim uma curiosidade sobre os mesmos. No entanto, como antecedentes dos Muse, podiam ter dado um pouco mais de si, apostando numa maior interacção e num visual menos descuidado. Seguiu-se uma longa espera até que as luzes se acenderam e, sem que nada o fizesse prever, rebentou uma bola de fogo a 1 metro da minha cara. Fui projectada, com outros tantos seres, para trás num acto de defesa e dei por mim a colocar as mãos às pestanas e às sobrancelhas para ver se as tinha todas. 


(atentem ao minuto 0:16) 

Estava inteira. Tinha escapado a esta e a adrenalina no meu corpo era incalculável. Ficámos todos de sobreaviso sempre que víamos o buraco daquele palco a mexer, não fosse acontecer novamente a bomba e dar-se algum ataque cardíaco em alguém. Aquilo com que não estávamos, de todo, a contar quando ali nos posicionámos, foi o facto de, minutos mais tarde, ter de joelhos, à nossa frente, o vocalista em completo êxtase. Sim, o Bellamy esteve a um metro da minha cara. Demorei um certo tempo a processar, é verdade, tal era a estupefacção. Mas para continuar o delírio do momento, seguiram-se uma série de músicas que tanto me dizem, interligadas num protesto ruidoso contra a ganância mundial, contra os poderosos, contra os humanos que destroem a humanidade. Senti que os meus saltos e os meus berros faziam jus à revolta que sinto pela vitória dos que ganham à conta dos seus semelhantes. Faziam jus ao nojo que sinto da podridão de certas almas, do egoísmo e da parte calculista que decidiram cultivar. Foi libertador. E como se não bastasse, momentos tão próprios como um estoirar de notas pelo céu do Dragão, um suicídio com gasolina, uma balada tocada ao piano, um solo de harmónica e a deslocação do baterista aconteceram no nosso palco! Muitas foram as críticas que li ao concerto. Questiono-me seriamente se quem criticou, pela negativa, esteve lá mesmo. Não sei que concertos tiveram a oportunidade de ver mas uma banda que conjuga devidamente clássicos com músicas recentes, numa espécie de documentário contra a corrupção, usando um cenário futurista que nos faz sentir parte de um videojogo, envolto em efeitos que nos testam todos os sentidos, tem que ser louvada. O concerto foi único, de tal forma inesquecível que me dei ao trabalho de aqui registar esse momento. Quero para sempre lembrar-me dos pormenores que a memória teimará em fazer esquecer. E sim, nem nos meus sonhos mais audazes eu imaginava o que aconteceu. 
E agora uma nota para ti, meu eterno problema cardíaco: sabia perfeitamente que também tu fazias parte dos 45 mil e que não estarias muito longe de mim. Sabia que estavas a ver o mesmo que eu, a sentir tanto ou mais que eu. O meu medo e a minha estupidez fizeram com que os nossos olhares não se cruzassem mas aquele Electrify my life! traduzia o que o meu corpo era impedido de fazer, pela minha desgraçada mente. Resta-me a certeza que, também tu, te lembraste de mim quando surgiu AQUELA música. Não duvido! 
Valeu a pena a espera, valeram a pena os planos, valeu entrar naquele estádio sem expectativas. Foi isso que tornou tudo tão especial. Tomara que agora eu entenda que assim, desta forma, é mais saudável viver, é mais gratificante, é mais pleno e surpreendente. Sim, foi um mero concerto de música mas eu sou um ser de emoções e ponho tudo o que sou naquilo que vivo. Obrigado Muse!




Palavras que emocionam e que fazem todo o sentido!



Um dia vou-me apaixonar a sério, e vai ser por ti. Todo o processo vai demorar, vão ser precisas muitas horas sem dormir para pôr de parte todas as minhas dúvidas e os meus medos. E durante essas horas vais lá estar tu, a mostrar-me que não há razão para o sentir, e não o vais fazer com palavras, mas sim com atitudes. Vai chegar o dia em que dou por mim, e estou de tal forma colada que não quero que nada acabe, mesmo antes de ter começado. Vamos começar com almoços e continuar com jantares, depois vamos prolongar as horas e se for preciso levas-me a casa para que chegue bem. Vamos apresentar-nos aos amigos e mais tarde aos pais. Vamos ser tão wow que vão existir imensas pessoas com estratégias para nos separar, e nós, juntos, vamos rir-nos disso. Cada dia é um degrau, e vamos estar a caminhar para o topo, a aproveitar cada segundo. Vamos ter discussões saudáveis, e sentir que nada valeu a pena mas, quando a saudade bater, vamos perceber que precisamos um do outro para sermos felizes. Vamos entrar em conflito com as novelas e os jogos de futebol, mas como não dou a importância a esse tipo de assunto sou capaz de esquecer que o clube possa ser diferente e apoiá-lo contigo ou vá chegar-te uma bjeca. Posso abdicar de ver o que gosto… afinal, hoje em dia dá para gravar tudo, mas também sei que não há nada mais emocionante que ver um jogo em direto. Vamos passar um dia às compras e sei que vais segurar nos meus sacos quando o meu salto alto avisar as minhas pernas que é a altura de descansar. Vou aceitar cada gosto teu, desde a mais ridícula musica ao pior filme visto no cinema, sempre com convicção que farás o mesmo, por mim. Vamos juntar-nos e viver juntos. Não sonho com a igreja, só com o vestido e uma ganda festa na praia. Vamos sair cansados dos empregos e descarregar um no outro, mas ao deitarmo-nos vamos ter certeza que foi a decisão mais acertada, foi a vida que escolhemos. Prefiro ter um puto reguila do que uma princesinha vestida de cor de rosa, mas amarei com a mesma intensidade caso seja. Eles vão ter orgulho em ti, vão querer seguir os teus passos. Tal e qual como eu quis no primeiro dia em que nos conhecemos. Vamos envelhecer juntos e resmungar um com o outro, e, ainda assim, vamos olhar para trás e ver o quão felizes fomos. Não sei quem tu és, nem onde estás agora. Mas sei que um dia vais aparecer na minha vida e torna-la também tua.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

FACTO #113


(...) As pessoas que me morrem são as que me chegam com prazo de validade, pessoas com as quais eu já sei que vou ter história breve (...) Quando as pessoas me morrem não lhes sinto a falta, não lembro momentos bons, não recordo cafés, jantares, saídas, nada. (...) O meu amor é defeituoso: posso amar muito, mas gasto tudo muito rápido. Não sei deixar um bocadinho para amanhã, não sei amar incondicionalmente, não sei levar no focinho e dar a outra bochecha, não sei aceitar sem compreender. Não sei dar o braço a torcer quando entendo que não é o meu que deve torcer. Não sei voltar quando me deixaram ir. Não sei ser boa quando me querem má. Há pessoas que me morrem e escolhi o meu blogue para me ver livre das suas cinzas porque são pessoas que continuam a saber de mim desta maneira, tão pequenina e traquina. Cobardemente, invadem-me a pseudo privacidade que aqui tenho, para me lerem a alma, para saberem de mim, quando na vida real, na que interessa, fingem que não querem. E é quando me morrem mais um bocadinho, quando eu pensava que tal já não fosse possível. (...)

sábado, 8 de junho de 2013

Há dias de merda e depois há dias...


... em que vêm ao nosso encontro para a Farmácia errada só para nos fazerem uma surpresa e entregarem o convite de casamento. Há dias em que aparece na Farmácia (agora a certa!) a nossa mais recente prima, o amigo do café e a namorada simpática, o nosso herói, a nossa amiga mais paciente e ouvinte e outro casal amigo para entregar mais um convite de casamento. Há dias em que temos crianças que nos mimam com sorrisos e olhos ternurentos e mulheres adultas que nos reconhecem o profissionalismo. Há dias em que recebemos telefonemas que têm como único objectivo evidenciarem quão especial somos, quão importante é a nossa palavra, quão confiam em nós. Há dias que acabam com um jantar em jeito de piquenique, na zona de descanso do local de serviço. E é por estes dias que vale a pena dizer que a minha vida é rica em pessoas, é rica em capacidades de surpreender e de acarinhar que tantas vezes questiono. Hoje bastou-me a presença, bastou a troca de olhares e de palavras para perceber que, afinal, não estou sozinha! 

Se algum dia tiver a paradinha de adquirir conscientemente um animal de estimação, o bicho será qualquer coisa como isto!



E chega!



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Rodrigo...



Porquê?

Não são apenas palavras. São sentimentos. São sensações. São desejos. No seu estado mais puro. Tomo-as como minhas!


Vão haver dias em que te vais sentir só, em que vais desejar nunca ter tomado esta atitude de impulso. Nesses dias lembra-te porque é que o fizeste. Não te podes enganar. O teu peito clama liberdade do mesmo que tens vivido nos últimos anos. Tu queres um companheiro de aventura, alguém que se arrisque por ti. Queres quem se entregue como tu te entregas e não cultive em ti o medo dessa mesma entrega. Queres quem fique. Quem não te troque, quem te ponha em primeiro lugar quando é necessário. Queres quem vá entrando no teu mundo sem medo, devagar. Queres quem te seduza.  Queres, nem que seja só uma, mensagem por dia que tenha sentimento, preocupação e amor. Queres mensagens e telefonemas diárias de picardia. Queres que a pessoa a quem pensas entregar o teu coração tenha a noção do valor que tens. Queres que tenha medo de te perder e que, por esse motivo, não se acomode. Queres que pense por ele próprio, que tenha visões diferentes das tuas mas que saiba que, por vezes, tem que se afogar nas tuas visões, sem receio. Queres que confie em ti e que a teu lado se arrisque. Aos olhos de muitos isto tudo que aqui relatas pode ser demais mas aos teus olhos é perfeitamente natural. E sabes porquê? Porque é isto que tu fazes pelo outro, pelo sentimento que lhe tens. Não sabes ser de outro jeito! 
Muitas serão as vezes que vais achar que foste injusta e esquisita. Mais serão as vezes em que acharás que vais ficar sozinha porque escolheste demais e, quiçá, o pior. Nesse dia lembra-te de todas as lágrimas que derramaste quando te desrespeitaram física e psicologicamente, quando te deixaram a chorar e a sofrer sozinha na tua perdição, quando puseste a vida em risco por terceiros que hoje quase não sabem que existes. O mundo é cruel e muda a cada segundo, tal como mudam as vontades das pessoas e as suas promessas. Se queres algo verdadeiro, com futuro, em vez de um tapar de solidão, estás no caminho certo. Se esse dia infelizmente não chegar, lembra-te que deste sempre o teu melhor na procura. E isto não são apenas desculpas de consolo. É a pura verdade. Porque não podes aceitar por aceitar. Tens que te lembrar que os pequenos pormenores fazem toda a diferença e há uma voz dentro de ti que não podes ignorar. O teu ser envia-te a mensagem certa, mesmo que não a entendas na altura: só ele pode saber o carinho, o respeito, a dedicação que pretende. Tens que lutar contra o egoísmo. E mudar um pouco mais o teu orgulho, também!

terça-feira, 4 de junho de 2013

A última coisa que uma pessoa que se esbardalha a trabalhar precisa de ver...


... fotos de praia nas redes sociais! Ah... E saber que amanhã lá se vão 10 graus pró galheiro! Ninguém merece!*

FACTO #112



Hard, very hard work!*

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Esqueço-me tantas vezes disto!



É preciso não perder de vista o amor. É preciso não perder de vista a cumplicidade. É preciso respirar fundo, fechar os olhos, e relembrar aquele primeiro olhar que ele me deu (...). E o primeiro sorriso. E a primeira palavra. (...) É preciso não esquecer todo um caminho. E continuar a caminhar, sem deixar que se quebre o cordão invisível. |daqui|

domingo, 2 de junho de 2013

Olha, Olha... Afinal (parece que) gosto de Goo Goo Dolls!




Legião Urbana a contribuir para a minha esperança na humanidade desde 2011!



Que as Mónicas e os Eduardos deste mundo se encontrem, se completem e consigam ultrapassar os obstáculos que a vida lhes oferece. No fim, se for verdadeiro, acabará por valer a pena e uma história começará a construir-se, sem "tempo e idade de acabar".

8 days, my love... 8 days!



Em jeito de memorando!


A mesma pessoa que nos ataca com indirectas sobre um assunto que lhe interessa não pode, nos parâmetros lógicos da coisa, ficar ofendida quando o fazemos sobre um assunto que nos interessa e magoa! A juntar a isto, só o simples facto de desencadear a discussão através de SMS. Não. Comigo não contem para essas mariquices. Se já as minhas palavras são de ouro e eu tenho pouca paciência para as usar com quem não quer perceber outros pontos de vista, a pele dos meus dedos ofende-se com o gasto desnecessário que lhe dou e desiste a meio da tentativa de SMS de retorno. É isso ou estou a ficar crescida e prefiro resolver as coisas na base da conversa e do olhar, na presença, com possibilidade de perpetuar tanto quanto necessário a resolução da situação. Como nem sempre me é dada essa possibilidade de presença, passo para uma atitude não muito madura mas que me salva daquela troca de galhardetes absurda e da possibilidade de mágoa: ignoro, não respondo. Não é bonito nem respeitoso, dizem muitos. Mas mais bonito seria se nos retornassem as chamadas, se não houvesse um rol de desculpas sequenciais para justificar uma ausência que, a meu ver, não é mais que uma cobardia no acto de assumir que não se quer estar.