quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vamos lá a ver se eu sou capaz...



Phase 1 - Doing the Poster...
Phase 2 - Print the Poster...
Phase 3 - Transport the Poster...
Phase 4 - Attach the Poster...
Phase 5 - Present the Poster...
Phase 6 - Breathe & eat gums!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A minha tia só me orienta para insólitos!


Isto há coisas surreais na minha vida. Dadas as escassas vezes que vou às compras quase ao fechar do Mini-Preço, a probabilidade de insólitos acontecerem é bastante escassa! Mas não! Na minha vida, probabilidade escassa é o mesmo que dizer probabilidade elevada. Eis-me a entrar, a dirigir-me à secção dos iogurtes, a carregar 2 caixas de iogurtes líquidos e, pelo trajecto, deparar-me com Donettes! Ainda fiquei por lá a babar uns outros mas decidi-me pelos anéis de chocolate. 
Despertou-me a atenção o facto das grades terem fechado 5 minutos depois de eu entrar, tendo eu quase a certeza que não tinha chegado tão em cima da hora. Enquanto exaltava a minha sorte e pontaria por não ter ficado à porta, eis que vejo um senhor a chamar mentirosa à gerente. Concentrei-me logo no aparato.
Éramos cerca de 8 pessoas dentro daquele espaço. E aquilo ainda deu para rir. O senhor alegava, apontando para os calos das mãos, que era uma pessoa que trabalhava... pobre mas que trabalhava! Alegava que se virou e enfrentou as câmaras quando elas o estavam a captar, não fugindo às consequências dos seus actos. Até lhes disse que era ele. E, quando a GNR chegou, ele ainda disse que tinha que levar tudo aquilo que tentava furtar porque era para o Natal e uma pessoa tem que ter as coisas de que necessita. Pois bem, entre sacos escondidos dentro da casaca e nas calças e outros sítios que tais, ia dar um prejuízo à casa de 85€, leram bem, 85€!!! Sim, porque dentro do que era necessário para suprimir a sua pobreza até jogos de toalhas de mesa estavam! 

É para o Natal, Senhor Guarda, é para o Natal!

PROFILE #4



Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importo com o teu sobrenome, onde nasceste, quanto carregas no bolso. Pessoas vazias são chatas e dão-me sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida… Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar bem apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples faz-me rir, o complicado aborrece-me.

Fernanda Mello

E nem isso os demove!




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Do facto de me ter tornado explicadora...

Dada a excitação da primeira experiência e do primeiro contacto com uma realidade impensável para mim até há uns meses, só queria que a tua presença fosse a de antes para poder pegar simplesmente no telemóvel ou viajar até junto de ti e proferir, com um sorriso e com os olhos rasos de água, como é típico em mim quando me supero, a simples frase: "Eu consegui!". O teu sorriso e o teu abraço bastariam. Ah... se bastariam! Lembro-me que o que mais me acalmava o coração era saber que a minha felicidade podia ser partilhada a qualquer dia, a qualquer momento... e só assim se tornaria verdadeira! Tenho saudades de ti*



Hoje deparei-me com este vídeo no Facebook. Já nem me lembrava que ele existia. Já nem me lembrava que tinha sido eu a fazê-lo com o Hugo! Não é dotado de grande originalidade tecnológica mas é, verdadeiramente, expressivo quanto ao objectivo do encontro. 
Ao começar a visualizá-lo, dei por mim a recuar até à Páscoa de 2007. Foi a partir dessa altura que comecei a fazer parte das pequenas mudanças nos mundos de mais de 100 jovens. 
De 2007 a 2009 fiz parte do C_Radical 5, 6, 7, 8 e 10! 5 belos encontros que foram únicos na sua essência, independentemente de seguirem o mesmo plano. 5 belos encontros em que o objectivo maior era encher vidas à semelhança da radicalidade de Jesus Cristo. 5 belos encontros em que se fizeram amigos para a vida. 
Tantas vezes, nos últimos tempos, me tenho questionado acerca da minha presença e contributo neste mundo. Tantas vezes me esqueço das construções que abracei. Tantas vezes duvido das vidas que mudei. 
E depois, basta olhar para certos rostos, olhar para os sorrisos e atitudes, olhar para o todo em vez de olhar só para as partes para, rapidamente, o coração se encher de alegria e de algum orgulho pela ousadia que sempre comportei em mim... a ousadia de fazer sempre mais e melhor!

Eu não criei esta ideia... Eu só a ofereci de uma maneira diferente!

Se conheces alguma pessoa que também queira viver este desafio, não hesites em inscrevê-la! |AQUI|

domingo, 6 de novembro de 2011

Não querendo parecer pretensiosa, cliché ou outras coisas que tais...


...acredito, cada vez mais, nessa coisa de viver um dia de cada vez! Antes fazia um esforço enorme para levar esta situação à risca, no entanto, a minha cabeça enchia-se de planos para o futuro e exageros exacerbados do presente. Se tudo não fosse vivido hoje, o amanhã poderia não existir, levando-me a querer mais do que aquilo que podia realmente abraçar. Hoje considero, dado o conhecimento que possuo na actualidade, que viver um dia de cada vez é mais que querer viver tudo hoje. É pensar que o hoje é o tempo que verdadeiramente temos para fazer o que quer que seja que ansiamos. Só temos o hoje. 
Fazer planos para o futuro não tem mal nenhum, desde que esses mesmos planos não  condicionem o que estamos a viver agora. Desde que o medo da desilusão com esses  planos, ou a impossibilidade de criar novos ou até mesmo a incapacidade e falta de forças para adaptar os existentes não nos façam desistir daquilo que um dia teve sentido. 

Eu sei que muitos são cépticos em relação à esperança, à fé e até à própria mística do universo mas, isto tudo, existe. E é traduzido por uma simples atitude: acreditar e fazer acontecer.

E como é que isto se processa?! Pega-se em toda a informação, circunstâncias, maturidade, objectivos, receios e desejos que existam e traçamos um plano. Só podemos contar com aquilo que temos. Não percamos tempo com aquilo que queríamos ter e, neste momento, não é possível. Hoje poderemos ter que sacrificar sonhos para criar outros que nem sequer pensávamos que comportávamos em nós mesmos. E, como a vida acaba por devolver tudo a quem de direito, acabará por arranjar um jeito para voltarmos ao caminho que sempre quisemos. 

Já vivi tempo suficiente para perceber que não há mágoa que dure para sempre, que há sempre uma solução para cada problema, que as nossas lutas só surtirão efeito se nos permitirem a tal, que quando os corações estão fechados não há solução vinda de fora, por mais certa que esteja, que vá mudar o óbvio. Já vivi tempo suficiente para perceber que nada deve ficar por dizer, que a distância nem sempre separa e que o amor não morre porque nos desiludimos. Já vivi tempo suficiente para garantir que algo que pareça morto hoje e sem resolução à vista é passível de renascer e se tornar melhor amanhã. Como os dias mudam, as circunstâncias mudam e nós crescemos. Não tenhamos medo de mudarmos as nossas decisões porque estamos sempre a aprender, dia após dia. Aprendamos a praticar a humildade e a compreensão, promovendo a comunicação e o esclarecimento de factos sempre que possível. 

É bom conversarmos, é bom nos conhecermos, é bom nos interligarmos. É bom descobrir, ao longo de uma vida, que há sempre este desafio do conhecer sempre mais. E a beleza que é quando conseguimos, pouco a pouco, aperfeiçoarmos as nossas falhas! Não vai haver nada imutável. E, dado isso, também não podemos nos sujeitar a tal! Nem sempre podemos apanhar a auto-estrada... às vezes temos que nos sujeitar a nacionais e, outras vezes, até mesmo a desvios e "caminhos de cabras"!

E a ti, só te deixo esta nota: se me questionasses agora que NÓS gostaria eu de viver, responderia ESTE NÓS. Este nós que finalmente está a parar para redefinir prioridades, este nós que não se sujeita ao supérfluo, este nós que começa a saber verdadeiramente o que quer. Este nós quebrado e ferido que percebe que tem limites. Este nós que dá passos pequenos. Este nós que tem capacidade para ouvir. Este nós que está mais maduro. E tem sido assim em todos os momentos menos bons! E tem sido assim em toda a minha vida... Gosto de crescer mas nem sempre o faço da melhor forma. 

Com ainda mais certeza te diria que para viver o que quer que seja não é preciso rótulos, nem tem que ser o lógico para os outros. Diria que as promessas que fiz, até ao dia que deixarem de fazer sentido, serão passíveis de serem realizadas sem pensar duas vezes.

As pessoas sempre partem da minha vida... mas eu continuo a persistir na alegria do dia em que acabarão, simplesmente, por ficar... sem porquês, só porque sim... porque eu mereço, porque valho a pena e porque sou prioridade!*


Dias mágicos...


Vou contar-vos uma história... e, como toda e qualquer boa história que se preze, começa com...

Era uma vez...

... uma menina azul que decidiu descobrir o lugar dos afectos! A amiga, um dia, desafiou-a e ela, mais que depressa, lá foi! Com um portão azul, o lugar dos afectos demonstrou ser, desde o início, o seu "país das maravilhas". Demonstrou ser o lugar onde se podia perder em si mesma e descobrir o que de bom ainda lhe restava alojado no coração.


Entrou e percebeu, desde cedo, que estava num espaço de pormenores. Havia uma rede pregada na parede com a palavra GOSTAR. Os bancos de jardim eram cor-de-rosa . Havia uma ponte. 




A alameda, denominada de Alameda dos Sentimentos, possuía telhas com sentimentos gravados. 


Havia um anfiteatro dos sonhos, uma casa onde se aprendia que os maiores pesadelos da nossa vida são as mentiras, os nossos sentimentos em erupção e a solidão. Para ultrapassar estes pesadelos era necessária a ponte da solidariedade. 
Existia uma praça com uma flor com 8 pétalas que remete para o infinito que o amor deve comportar. 
A menina foi chamada a atenção para o facto de que "é uma estrela num céu imenso, dotada de individualidade e capaz de brilhar sempre que optar sorrir". 



No decorrer do passeio, foi-se referindo também a urgência de partilhar experiências com amor, realizando a simples tarefa de, todos os dias, uma vez que seja, oferecer a alguém uma prenda de amor... daquelas que não custam dinheiro, daquelas que aquecem o coração e fazem as pessoas ficarem mais próximas e mais cúmplices: um beijo, um sorriso, um abraço, uma palavra, um silêncio, um olhar... 


Mas como nem sempre tudo corre bem em matéria de amor, o coração que aparece é diferente do normal... não é perfeito, é antes tosco! Parece defeituoso e é, verdadeiramente... isto tudo devido a certos desgostos ou até mesmo cicatrizes... mas não se cansa quando procura pela verdadeira razão da sua existência: amar! 
Ele terá sempre alguém a sorrir para ele, mesmo que muitas vezes ache que não... e, esse alguém, terá uma urgência de lhe ir confiando o seu sorriso e o seu brilho para que este não se perca. 


Mesmo que no início pareçam duas janelas bastante afastadas e sem pontos em comum, podem ir-se aproximando, dia após dia, até se unirem numa só, maior e dotada do verdadeiro amor. 


Esse verdadeiro amor irá ser sempre vivido em clima de romance, bastando-lhe uma porta de entrada e nunca uma de saída... caso não corra bem, opta-se pela saída pelas janelas!


E como custam estas saídas pela janela! Nesse caso, irá existir reservado para o "ainda mais tosco coração" um lugar recheado de flores alusivas a sentimentos, capazes de  despertar para a verdadeira importância da amizade nos momentos menos bons! 


Antes mesmo que se pense em desistir e se apague o brilho da estrela, existirão por aí "incendiadores de estrelas", capazes de abrilhantar qualquer ser mais perdido, qualquer estrela mais pequenina... basta acreditar que, depois de 7 degraus mais ou menos difíceis de percorrer, é possível encontrar o arco-íris, aquele conjunto de 7 cores que faz sonhar, e, é possível ainda a essas estrelas, procurar o seu nome no céu que é o mundo, no céu que é a vida! O nome da menina tem presença assegurada... basta que queira! 


A menina azul relembra-nos, ainda, que não nos podemos é esquecer que temos que ser nós os participantes activos deste passeio pelos nossos dias! O mundo ainda está recheado de magia, ainda é fecundo. Ele só precisa que aceitemos que o nosso coração se abra para essa magia, mesmo que ainda esteja doente, porque o poder regenerador do amor é real! 


Neste lugar, os medos e os receios foram sendo, inevitavelmente, substituídos por "uau's", sorrisos e vontade de melhorar aquilo que se é. Este lugar ofereceu à menina o seu tesouro mais íntimo, aquele que esquece de valorizar. Provocou-lhe a ousadia e convidou-a a viver o amor de uma forma bastante bem "alimentada"... Afinal, é tudo uma questão de congregar e dar prioridade a sentimentos bons em detrimento daqueles que fazem cair em pesadelos. 


Ela apela a que tenhamos todos a coragem suficiente para atirar a rede ao mundo... GOSTAR é possível e ser livre e desinteressadamente afectuoso também!

Ela foi feliz... Ela deixou-se encantar... Ela distribuiu, logo nessa noite, prendas de amor! E agora, com a estrela maior a iluminar o seu dia, ela vai descansar o seu brilho e sonhar... e vai também ordenar e guardar, naquele espaço especial, os sentimentos que o seu eterno menino partido lhe provocou! Deus fez com que ele sorrisse... e isso bastou-lhe! 


Viver a nossa vida neste lugar não é impossível nem infantil nem utópico... é preciso, somente, deixar à porta os preconceitos, o medo de amar e de o demonstrar, a visão negativa e de sofrimento do amor. Aqui só há espaço para a esperança do incêndio sistemático das estrelas... nada mais! E quem não ousar ser puro e simples de coração não verá o essencial... porque esse é invisível aos olhos! 

É POSSÍVEL! Saiam da vossa zona de conforto... 

FIM

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Bom dia...



Olha para o espelho. Quem vês quando ele te olha de volta? 
É a pessoa que queres ser? 
Ou vês a pessoa em quem te deverias ter tornado? A pessoa que deverias ter sido mas que se desviou no caminho?
Há alguém dizendo que não consegues ou que não podes? Porque tu podes!
Acredita que o amor está lá fora... fora da tua zona de conforto. Acredita que os sonhos se podem realizar todos os dias... porque se realizam, de verdade.
Às vezes, a felicidade não vem do dinheiro, nem da fama, nem do poder. Às vezes, a felicidade vem dos bons amigos e da família. E da nobreza silenciosa de ter uma boa vida. 
Acredita que os sonhos se podem realizar todos os dias... porque eles realizam-se, de verdade.
Volta a olhar para aquele espelho e lembra-te de ser feliz.... porque tu mereces ser feliz! Acredita nisso. 
Acredita que os sonhos se podem realizar todos os dias... porque se realizam, de verdade.

in One Tree Hill |Season 6, Episode 24|

segunda-feira, 31 de outubro de 2011



Ela 1 - Não. Ela desistiu de mim. Ela não me quis, certo? O que quer agora? Dizer que sente muito?
Ela 2 - Talvez.
Ela 1 - Então ela deveria ter dito isso antes. Que se lixe ela e as suas desculpas porque o que consegui com tudo o que me fez foi uma vida de merda. Não há nada que ela possa dizer que conserte isso.
Ela 2 - Querida, tu tens ido àquele lugar todos os meses. Deves querer algo dela. Mesmo que seja só para encerrar o assunto.
Ela 1 - Ok! Tens razão. Quero saber porquê... porque é que não fui boa o suficiente, porque é que ela não me amou o suficiente. É que fui, simplesmente, jogada fora.
Ela 2 - Talvez ela te queira dizer que desistir de ti foi a coisa mais difícil que teve de fazer! Eu não faço ideia de como te sentes... mas se queres saber o porquê, ela é a única pessoa que te pode responder a isso.

in One Tree Hill |Season 6, Episode 21|

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Por falar em propósitos...



P. Sawyer - Isso... isso é o que ele escreve. Mas o que ele diz é uma história completamente diferente!
H. Scott - Ás vezes as pessoas escrevem as coisas que não conseguem dizer!

in One Tree Hill |Season 5, Episode 18|

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quem me conhece sabe que uma das coisas que mais me custa é assumir e reconhecer os meus erros e os meus fracassos, com ênfase nestes últimos.
Quando já não há mais volta a dar, quando "ou é isso ou parar de viver", o meu ser inunda-se de uma necessidade de rebaixamento, limpeza de espírito e ânsia de humildade que, não é mais que deixar de lado as defesas que sempre ergui contra o mundo e contra todos.
E é isso que me estão sempre a pedir. "Fala connosco, partilha o que te preocupa".
Quando, verdadeiramente decido fazer isso (escusado será dizer que, dado o esforço colossal que cometo, quase me levo a um desaire fisiológico, literalmente falando!) tudo o que espero não é que me digam que "estás assim mas nós não pagamos patos de ninguém", com um sorriso na cara, ou que gozem dizendo "já foi, mais uma porta fechada, viste?". 
Eu estou a sofrer, porra!, e, não clamando piedade que não sou tão isenta de culpas assim, bastava umas palavras de conforto, um abraço aconchegante, uma mentira do tipo "tudo vai passar, vais ver"! Mesmo que eu queira melhorar, mesmo que eu me queira tornar em alguém mais à luz do que acho ser uma boa vivência, mesmo que por aqui passe o caminho para a cura do meu problema, nem sempre me deixam. E daqui só vai sair mais uma cicatriz. 
Porque é que quando assumimos, por palavras, que estamos a sofrer, que falhamos mais uma vez do ponto de vista profissional e pessoal, nos atacam com julgamentos baixos e quando as lágrimas inevitáveis acabam por cair, e se repara que realmente é real, é que vêm com preocupações? 
Assim não é fácil FAMÍLIA... não é mesmo! E eu estou a fazer um esforço, acreditem que estou! Reparem nisso, uma vez que seja!
É que eu ainda sonho com o dia em que posso chegar a casa, completamente esgotada e tenho ali um colo onde posso simplesmente descansar e acreditar que amanhã correrá melhor! Ainda sonho com o dia em que não tenho que passar por tudo sozinha...

Um dia, quiçá... 
...pelos vistos, ainda não é para já!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Caso me venha a casar - Parte 2...


São estes violinos e este saxofone (3.50)


Sou, indiscutivelmente, uma mulher de pormenores!  
Pfff...'Que é que se há de fazer?!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Só voltei para deixar este dia bem marcado...


6 de Outubro de 2011. 
O mundo vive uma grande perda, sem qualquer sombra de dúvida.


22 de Setembro de 2009. 
2 anos é coisinha para ser muito tempo na vida de uma pessoa. Foi o ano em que acabei a minha licenciatura e me aventurei no Mestrado que ainda não conclui. Foi o ano em que tive de voltar para casa dos papás e o ano em que fiz alguém se assumir na sua diferença. Foi o ano em que muitos dos meus amigos se formaram, houveram festas de final de curso e ambições para o futuro que se avizinhava. Nunca tive medo dele, sempre desafiei o incógnito. Foi o ano em que entalei o carro no desnível, fiz amigos para a vida e deixei entrar pessoas na minha vida que não valiam a pena. Foi o ano em que comecei a viver verdadeiramente a música e que descobri que tenho fortes motivações para mudar a realidade dos lares geriátricos deste país. Foi o ano em que me fizeram ver que eu mereço ser tratada como princesa, não podendo deixar que me tratem como segunda escolha. Foi o ano em que abusei da manteiga de amendoim e lutei ao lado do Zé para que o cancro não levasse a melhor. Foi o ano em que precisei de tirar férias sozinha, no meio do desconhecido, enfrentar os meus medos e receios e voluntariar-me a tornar a vida dos outros um pouco melhor. Foi o ano em que deturparam verdades a meu respeito, que eu tive a oportunidade de esclarecer. Foi o ano do David Fonseca. Foi o ano em que perdi o Prada naquele estúpido acidente, depois de um último encontro fugaz. Foi o ano do Festival Jota, aquele em que foi possível orar na praia, ter um workshop de fotografia, fazer voluntariado, assistir a concertos e enviar o artigo científico de lá para o orientador, para finalizar o curso. Foi o ano do baile de finalistas. Foi o ano da cartola e da bengala e do Benfica Campeão em Futsal. Foi o ano da Finlândia e de falar muito inglês, o ano em que o coração gelou com tamanhas desilusões. Foi o ano das festas de anos com motivos da Disney. Foi o ano da Milka & Mimosa. Foi o ano de começar a escrever muito e bem. Foi o ano em que pedi um saco e umas luvas de boxe para controlar os meus impulsos e ainda ninguém me ofereceu. Foi o ano em que o meu grupo de carnaval acabou e que passei a passagem de ano na Figueira, prestes a ser levada por um tornado. Foi o ano em que me inscrevi num seminário de ciências forenses e descobri que o papamóvel foi inventado por um português. Foi o ano em que fiquei fã do Palmeirim e descobri a emoção e a lição de vida do Into the wild. Foi o ano em que recebi o meu primeiro poema e assisti à primeira peça de teatro do Diogo. Foi o ano de criar momentos marcantes numa vida que é tão fugaz. Foi um ano que, mesmo bastante recheado, tinha tudo para ser recordado como um mau ano.

E, perguntam vocês e muito bem, que raio é que isto tudo tem a ver com a morte do grande Steve?! Eu explico... No ano de 2009, mais propriamente no dia 22 de Setembro, fizeram-me assistir ao seu magnífico, soberbo e humilde discurso em Stanford. Foram quase 15 minutos de extrema informação. Era demais para o que aquela cabeça podia suportar na altura. Mas não me esqueço desta minha reflexão que recordei no meu antigo blogue:

Nós somos as amizades que temos, as pessoas que marcamos, a ousadia que transbordamos. Nós somos a diferença no amor, a espera na tristeza, a esperança na desilusão dos outros. Não queremos arrogância nem prepotência. Queremos igualdade e dedicação, respeito e reconhecimento na simplicidade dos nossos actos. Será assim tão difícil de perceber que se consegue conjugar sucesso e simplicidade, humildade e grandiosidade?

E hoje, 2 anos depois, eu não mudei assim tanto o meu pensamento. Hoje, 2 anos depois, compreendo que aqueles 15 minutos foram os geradores de toda a vontade de me tornar um pouco melhor pessoa, dia após dia. Hoje, 2 anos depois, consigo viver a mensagem que ele nos deixou. Hoje consigo conectar pontos, percebo a importância do amor e encaro a morte e a perda. Hoje continuo, mais que ontem, a potencializar todos os momentos que constituem a minha vida... porque nada acontece por acaso, mesmo que só percebamos isso muito tempo depois. Todos esses momentos vêm carregados de uma lição tão forte que só não é possível mudar as nossas vidas se não estivermos dispostos a tal. Faço deste discurso a luz que me guia diariamente, lutando com todas as minhas forças na minha cura e na salvação dos outros. Não farei o trabalho de ninguém... só tornarei o ar um pouco mais agradável. Porque antes de mudarmos o mundo de uma forma grandiosa, muitos pequenos actos e muito sofrimento já foram existindo e tornando-se essenciais. Deixemos que o seu exemplo nos inunde... para sempre! Obrigado por teres tornado o meu mundo um pouco melhor, obrigado por me teres ensinado a viver dignamente iSteve! 
 
Se ainda não "perderam" 15 minutos da vossa vida a ouvi-lo, façam o favor!

PS: Venha daí a última apresentação, que me tornará numa formadora certificada!
Temos que fazer acontecer...

domingo, 2 de outubro de 2011



Adenda: O conjunto de letras que se encontra por baixo da palavra Close também é para ler!



DE COMO O BOM DA NOSSA VIDA ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO QUE JULGAMOS...



Há alturas em que duvidamos do nosso valor e da importância que temos na vida daqueles que nos são mais queridos. Sentimos que não nos ouvem, que nos ignoram, que não aceitam nem entendem a ajuda que lhes damos. Sentimos que a distância aniquilou tudo, que os gestos rotineiros e tão dotados de amor caíram em "saco-roto", que o tempo, o afastamento e algumas más recordações superaram tudo o que de bom foi vivido. 
E isso magoa o coração. Isso dilacera os sentimentos, dilacera uma alma que é capaz de morrer para que a outra atinja as suas realizações e os seus sonhos. Isso dilacera a vontade que se tem de dar o mundo a alguém. Isso dilacera a fé!
Mas depois a vida encarrega-se de ir juntando os pequenos pedaços perdidos, fecha as cicatrizes, oferece o perdão e apela-nos, docemente, a que abramos os olhos. Encaminha-nos para junto daqueles que nos continuam a recordar, com carinho e admiração, mesmo já volvidos mais de 6 anos. E 6 anos é quase uma vida...


Festa de fim de curso. A família dela e os amigos estavam reunidos. 3 discursos. 3 momentos de choro. 2 referências, em lágrimas de alegria, à nossa amizade de mais de 15 anos, por ela e pela mãe. 2 referências à dedicação e empenho com que fazia de "secretária" de uma menina distraída. 2 referências à entrega desmedida para com as situações de doença e de divórcio. 2 referências à grandeza de uma amizade que permanece inabalável e que só peca pela escassez de momentos para a enaltecer ainda mais. 2 chamadas de atenção para que me continue a manter fiel aos princípios que sempre me caracterizaram e me fazem ser diferente e especial no meio dos mais de 30 que lá estavam.
Foi forte, foi emocionante mas, acima de tudo, foi recompensador. É claro que toda as pessoas vão mudando, umas vezes para melhor, outras vezes para pior. As circunstâncias vão determinando o tal eu que todos esperam que seja sempre perfeito... mas se formos genuinamente sinceros, puros de coração, fiéis aos princípios que nos caracterizam como seres humanos únicos e irrepetíveis não há mal, tempo ou distância que nos afastem do que é nosso. 
E aquela família é minha. Aquelas pessoas foram fulcrais para determinar aquilo que sou hoje. E quando digo hoje, digo mesmo hoje, dia 2 de Outubro de 2011. Podemos perder-nos vezes sem conta, asneirar muito, perder a fé e a determinação, perder a alegria e a motivação e andar à deriva dentro do nosso ser... mas se tudo isso for necessário para que consigamos, em paz, voltar a olhar para dentro de nós e percebermos que somos especiais, importantes e capazes de mudar o mundo de alguém, assim seja! 


Já não me lembrava de dormir com a sensação de dever cumprido há muito tempo. Não necessito de reconhecimento constante nem de grandes louvores. Necessito que percebam que quando amo tento pôr, o mais que sei, os interesses do outro acima dos meus... e sou capaz de lhe dar o mundo se ele assim o aceitar! Não necessito de autorização para cometer os meus impulsos de amor. Faço e pronto, sem esperar que com isso consiga mais amor. 
Agora o que me é mais difícil de digerir é a indiferença, mesmo que inconsciente, para com o meu esforço humilde e constante de melhoramento. Dói, magoa e vai-se superando como se pode... uns dias melhor, outros dias pior! 
Porque tudo isto que agora aqui descrevo, para um dia mais tarde voltar a recordar com carinho, só pecou pela tua ausência. Todo o sorriso posterior, o orgulho e a emoção não foram partilhadas contigo. Não fazes parte dos 15 anos volvidos mas fazes parte do presente que quero para mim, hoje! E gostava imenso que tivesses partilhado, a meu lado, este momento com eles. Eles iriam gostar de ti como eu gosto. Eles iriam perceber logo o porquê de seres tu o escolhido. 
Mas mesmo na ausência, eu retirei um ensinamento deveras interessante para uma pergunta que me foi feita recentemente: Quem é a pessoa que queres a teu lado quando os teus sonhos se tornarem realidade? Ao que eu ontem percebi, mais do que nunca, a resposta: és tu! 
Para mim faz toda a diferença... descobrir e afirmar aquilo que sempre fui, aquilo que sempre quis!



sábado, 1 de outubro de 2011




'Vai ver outra vez as rosas. 
Compreenderás que a tua é única no mundo.'


I'M FEELING THIS #12 - |Daniel Oliveira - 30 minutos de esperança e excelência|


(...) Eu não consigo estar pela metade em nada do que faço: saber que posso fazer mais e não o fazer, saber que ainda há ali algo que posso melhorar e não o fazer, mesmo que seja à última da hora e sabendo que estou a exigir demais dos que me acompanham, não dá! Não me consigo demitir das minhas responsabilidades e da minha consciência, sobretudo. Eu gosto mesmo daquilo (que sou) e que faço e o trabalho final tem que sair perfeito. (...) Foi-me exigido, desde muito cedo, uma responsabilidade em relação àquilo que fazia. Essa responsabilidade exigia, porém, uma dedicação temporal e mental que não me permitiu viver determinadas coisas. (...) 

Nós, por vezes, perdemo-nos com pormenores sem importância nenhuma... somos pouco focados. Não é difícil tomar decisões... difícil é conviver com elas! (...) Claro que algumas decisões deixaram dúvidas mas, mesmo na dúvida, eu decidi assim e não posso avaliar aquilo que decidi com 20 anos à luz daquilo que eu sei hoje. Tenho que avaliar essas decisões à luz daquilo que eu sabia naquela altura e dos dados que dispunha. (...) Os se's são apenas momentos porque não há nada a fazer em relação a isso. É tempo que eu vou estar a perder, precioso!, que não me vai levar a nada nem a lado algum. Obviamente que há se's, obviamente que eu tenho dúvidas em relação a muitas coisas que fiz, que faço e que farei! (...) 

Quanto a arrependimentos, secalhar mais pela forma do que pelo conteúdo, mais pela forma do que pela intenção. A comunicação é muito mais aquilo que os outros entendem do que nós dizemos do que aquilo que de facto nós dizemos. Porque a percepção daquilo que os outros entendem sobre o que nós dizemos é diferente. O facto de vermos as coisas como somos e não como são, secalhar estimula a que as pessoas tenham ficado magoadas em determinado momento ou que eu tenha feito alguma coisa que não seja correcta. Não era essa a intenção. A forma pode ter dilacerado o conteúdo... mas não era essa a intenção. (...) 

Mau feitio tem a ver com a exigência que se coloca no que se faz. Eu não exijo de quem eu não espero e sei que possa dar mais. É tão simples quanto isso! (...) Se a arrogância é obstinação, eu aceito que ela seja percepcionada pelos outros. (...) Eu sou como sou e lido muito mal com as cedências temporárias ou parciais de carácter. (...) 

Muitas vezes nós passamos pelas coisas e não temos a capacidade, a intuição e a sensibilidade para as viver de forma intensa. (...) Não trocava a minha vida por nada... quero é fazer mais coisas! (...) A verdade só é verdade quando está a acontecer... depois é uma ideia de verdade. (...) 

Porque não avançar? Impossível seria se não o convidássemos. Acho que tem a ver com este desejo de "eu tenho que tentar isto", senão eu vou sempre achar que talvez tivesse sido possível e eu não fiz tudo o que estava ao meu alcance para o fazer! O investimento é fundo perdido... tudo o que vier é lucro! (...) Os meus olhos dizem que o melhor ainda está para vir!