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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Há gente que me deixa de boca aberta, tal é a lata que tem!
Ontem, chegada ao bar, fui abordada por um rapaz (que já tem idade para ter juízo!) que é lá da terra, com o qual não tenho assim muito contacto mas que é filho de um colega de trabalho da minha mãe. Ou seja, conheço-o há mais de uma dúzia de anos e cumprimento por cordialidade. Depois de uma temporada na capital, regressa a casa para passar o fim de semana. Eis que me aborda e cumprimenta, perguntando-me pela trigésima vez se ainda namoro com o rapaz de há um ano atrás. Pela trigésima primeira vez respondo-lhe que não, de uma forma ríspida e a torcer o nariz por não gostar do rumo que a conversa está a tomar. E eis que, já depois de lhe virar costas, ele me toca, eu viro-me e, com a maior lata e a maior cara de satisfação, me diz: "Hum... isso então quer dizer que estás disponível!" Olho com aqueles olhos que fuzilam qualquer um, a preparar mentalmente uma resposta que não me tirasse nem o nível nem a razão. Nesses segundos ele percebeu que eu não iria proferir nada de muito agradável de ouvir e remata com "Secalhar não estás. Mas é pena!" Pena tenho eu de mim por ter de aturar rapaz!! Detesto a ideia pré-concebida de que estar solteiro é a mesma coisa que estar disponível. É que só me saem duques... e limitados, ainda por cima! Irra!*
domingo, 11 de novembro de 2012
Eu sei que não fazem por mal mas gostaria de deixar de ouvir comentários do género: "Já na altura, mal vos vi juntos, soube que não daria em nada." Depois de tudo descambar é muito fácil "botar faladura", é muito fácil criticar e apontar defeitos. Sim, eu via o que queria ver, secalhar com olhos de quem ama e quer que a relação funcione, mas não andava a dormir. Tinha noção de um sem número de situações das quais não gostava e a primeira pessoa que sabia delas era a pessoa visada. Tentei ser o melhor que pude, dadas as circunstâncias em que vivia, dei tudo o que podia dar naquela altura e não me arrependo. Se não tivesse ignorado o que ignorei não tinha vivido momentos tão belos, extraordinários e únicos como vivi. Se não tivesse acreditado que podíamos ser mais e melhor juntos, tudo tinha terminado no primeiro mês. Dói-me imenso que, um ano e tal depois, me venham com discursos sombrios, quais videntes que, se o fossem realmente, teriam avisado na hora. Teriam-me "salvado", se a situação fosse tão caótica e problemática como a pintaram. Eu sei que tenho sempre a esperança que as pessoas mudem e se transformem naquilo que eu projecto delas. É verdade. Carrego esse defeito como o maior causador de todo o meu sofrimento mas, o que é certo é que, mais ano menos ano, essas pessoas acabam por se tornar naquilo que eu sempre vi no mais íntimo delas. E se, por um lado, fica a eterna nostalgia de não receber o que de melhor têm para dar, por outro fica a eterna gratidão por se terem encontrado e tornado no que de melhor podem ser. Sofro imenso mas, ao menos, dou-me ao trabalho de olhar o outro no seu íntimo, procuro por aquilo que de melhor possui, vejo para além do óbvio. Gosto desta minha luta, desta minha persistência que, tantas vezes, me traz dissabores. As pessoas escondem medos e traumas, têm muito mais a dizer, têm muita coisa guardada. Não basta ficar contentado com o pouco que conseguem transmitir. Isto exige tempo, dedicação, esforço e, muito importante, disponibilidade de ambas as partes. Não sei lidar com as pessoas de outra forma. Crucifiquem-me. Não me consigo ficar pelo superficial. Acabo tantas noites banhada em lágrimas, fruto da desilusão, mas o gosto que aqueles momentos de entrega absoluta, verdadeira e real têm, vale cada aperto no peito. Gostaria que não deturpassem ainda mais as situações. Gostaria que as deixassem jazer sem perturbações. Ao fazerem comentários pouco úteis deste género não acrescentam nada, não me aliviam a dor nem me fazem sentir melhor por dizerem que estou melhor agora, sem ele, porque ele é isto e aquilo. Tem as suas falhas como eu as tenho, precisa de crescer como eu preciso. Infelizmente não quis a vida que nos entendêssemos mas ninguém vai ouvir da minha boca um desdizer maldoso e malicioso acerca dele. Não entendo muita coisa, perturba-me a sua forma de viver mas já não somos mais "um só". As pessoas são livres para fazerem as suas próprias escolhas, boas ou más, devendo assumir as consequências de tal. Certos assuntos já deviam estar mais que arrumados mas ainda há quem goste de vir e revolucionar tudo. Perdoem-me se, da próxima vez, me levantar e sair com a mesma rapidez com que entrei. Não me levem a jogos que não quero jogar. Não queiram que odeie o que um dia amei. Porque é impossível. Porque não preciso. Porque, simplesmente, não conseguem. Eu penso pela minha cabeça, só e somente. Seja isso bom ou mau. E, certas "ajudas", só têm sentido na hora ou, como neste caso, não têm sentido algum.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
E esta onda de indignação é porquê mesmo?!
Digam-me uma novidade proferida neste discurso. Apontem uma mentira. E, se conseguirem, depois discutimos pontos de vista. A verdade não devia doer tanto, fazer tanta mossa. É sinal que fazemos ouvidos moucos de propósito e preferimos viver de ilusões. É por estas e por outras que sempre agradeci a educação económica que me foi transmitida pelas gerações que me antecederam. Sou bem mais consumista que eles, um pouco mais desorganizada, é um facto. Mas sempre fui somente até onde as minhas possibilidades mo permitiram. As grandes concretizações que foram ocorrendo na minha vida vieram de muita poupança, de muita ginástica mental, de muita criatividade e inteligência para optar pelas soluções mais benéficas. Sim, vivo com estas "preocupações" desde dos 12 anos, altura em que me começaram a atribuir mesadas que tinha de gerir o mais sabiamente possível, sem qualquer hipótese de me darem mais como cedência a caprichos. Hoje em dia, com um salário, mantenho a mesma postura. Ainda vivo em casa dos pais, que ajudam imenso em muitas despesas que acabo por não ter, é certo. Mas o meu ordenado não é gasto até ao último cêntimo. A cada dia que passa é-me transmitida uma consciencialização para os excessos cometidos, excessos estes que podem ser facilmente contornados se nos esforçarmos um pouco para tal. Além de vivermos acima das nossas possibilidades, cultivamos o facilitismo e a cultura do novo, que é como quem diz, já ninguém se preocupa em tirar o máximo partido do que tem. E isto aplica-se não só a todo um materialismo mas também às relações humanas. Não é por acaso que há tamanha falta de entrega entre as pessoas, falta de valores, falta de respeito. "O novo ajuda a resolver, sempre o novo!" Pode ser que esta crise até seja benéfica para ver se a humildade começa a habitar a humanidade... Estou optimista!
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Teorias Histéricas*
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A sério?!
Ele tem prazos a cumprir. Eu estou prestes a entrar de férias. Ele andou a empatar este mês todo na correcção do receituário. Eu orientei mais encomendas do que seria suposto, com o atendimento diário à mistura. Ele saiu quase sempre a horas e eu dei horas à casa. Porque razão é que acha que eu tenho o dever de arcar com o serviço todo hoje só porque não soube controlar o tempo? Acho uma piada a esta gente. Se fosse a primeira vez, ainda se dava um desconto... só que já são meses de rotina que devia estar mais que entranhada. Dêem-me paciência e não força!
domingo, 21 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
O que é que leva certas pessoas a fazerem questão de humilhar e criticar actos tão rotineiros e próprios dos seus semelhantes se, mais tarde, vão realizá-los e fazer questão de os partilhar com o mundo?
Porque é que promovem discussões, mau estar, lágrimas e ferem sentimentos para depois fazerem exactamente o que, aos berros, condenaram?
Todo o ser humano tem o direito de mudar de opinião. Há até alturas que, em prol do crescimento, tem mesmo o dever de o fazer. Mas eu hoje só tenho vontade de lhes dar um tiro... no pé... por todo o sofrimento e crises desnecessárias que induziram... ainda por cima sem razão nenhuma!
sábado, 22 de setembro de 2012
Ontem...
... isto, numa chamada vinda de um karaoke, até tinha tudo para ser engraçado... mas não! Foi apenas estúpido!
Romantizar momentos não é para quem quer, é para quem pode!*
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Mas deviam sumir de mim da mesma forma que somem da maioria das pessoas.
Quem me manda ser tão intensa?! Agora aguenta-te...
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Eu não peço facilidades... mas até a vida tem abusado nos testes a que me submete! Já chega, não?!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Eu gosto muito de quotes... Uso-as "como se não houvesse amanhã", é um facto! Mas não sou uma limitada que engole tudo o que é cliché! O exemplo disso é esta frase: Quem não te procura, não sente a tua falta. Quem não sente a tua falta, não te ama.
Eu gosto pouco de generalizações e ressabiamentos. Um sem número de circunstâncias determinam o desenrolar das situações e não é necessário, nem tão pouco obrigatório, que seja determinante no que respeita aos sentimentos.
Analisamos o ser humano de uma forma tão linear, simplificada e superficial e depois supreendemo-nos quando se apodera de nós o choque da "complicação pegada" que o mesmo aparenta ser! Caiamos na real, povo!*
E isto tudo deve-se a quê?
Ao facto desta atrocidade andar o dia todo a fulminar-me as vistas, aquando da leitura de blogues, facebook's e afins.
Já percebi que tenho que me dedicar, maioritariamente, aos livros!
Isso e comer chocolate para ver se a irritabilidade amansa!*
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Orando...
Somos seres preocupados em agir, fazer, resolver, providenciar. Estamos sempre a tentar planear uma coisa, concluir outra, descobrir uma terceira.
Não há nada de errado nisto – afinal de contas, é assim que construímos e modificamos o mundo. Mas faz parte da experiência da vida o ato da adoração.
Parar de vez em quando, sair de si mesmo, permanecer em silêncio diante do universo.
Ajoelhar-se com o corpo e com a alma. Sem pedir, sem pensar, sem mesmo agradecer por nada. Apenas viver o amor calado que nos envolve. Nestes momentos, algumas lágrimas inesperadas – que não são nem de alegria, nem de tristeza – podem jorrar.
Não te surpreendas. Isto é um dom. Estas lágrimas estão a lavar a tua alma.
|Paulo Coelho|
Amanhã é outro dia*
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Sou uma pessoa estranha, eu sei que sim! As problemáticas que fazem muita gente temer arriscar, são para mim razões para sentir motivação.
Um dia falaram-me do medo que sentem quando têm pouca coisa em comum com alguém. Eu simplesmente disse que não conseguia perceber a razão para tal. É certo que as coisas que temos em comum com alguém nos dão uma segurança e um conforto diferentes, fazem com que tenhamos um contacto mais alargado e sistemático e que nos identifiquemos com certas escolhas e acções.
Mas... e o resto?! Quando nos cansarmos de nós mesmos, quando necessitarmos de recorrer ao outro para ter uma lufada de ar fresco, quando for imprescindível viver coisas diferentes?
Do meu ponto de vista, quando alguém é bastante diferente de mim, sinto que tenho um mundo inteiro para descobrir! Entusiasma-me o facto de poder conhecer as diferenças, as visões, os hobbies, as ambições, os desejos. Abro-me completamente à aprendizagem que me podem ensinar, aos novos horizontes que me podem mostrar. E aí fico, ansiando cruzar o meu pequeno mundo com aquele pequeno mundo, para que assim possamos criar os nossos pontos em comum, aqueles que só existem porque as nossas personalidades e as nossas vidas se juntaram. E isto só está acessível à unicidade que nos caracteriza.
Tenho medo sim que percamos tempo a encontrar os pontos que nos afastam, valorizando-os demais, enquanto podíamos usar esse tempo para criar pontos de união, aqueles que interligam, por exemplo, a arte desportiva com a vontade de a integrar, a espiritualidade com o talento de criar música, a vontade de comunicar com a ânsia de mudar.
Valorizo mais o potencial de algo do que o fim em si mesmo, é um facto... daqueles que dificilmente mudarão!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Quando vi este novo header da Pólo Norte, e ignorando todo o real sentido desta frase, só me ocorreu dizer:
Ah pois não sou um blogue, não, meus amigos!
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Constatações*,
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Tempo de mudar...
É terrível a sensação de erro quando o que mais se fez foi estar demasiado atento (ou não!) para não errar. Numa atitude destas perde-se toda a naturalidade característica do ser, perde-se ousadia e a diferença característica. Surgem revelações obscuras de personalidade que têm o único propósito de mostrar que ainda há muito para ser melhorado e que aquilo que queremos aniquilar, na verdade, corrói-nos as entranhas e continua a ganhar. Mas já foi dado a esse "aquilo" demasiado tempo de antena, demasiada capacidade de manobra e demasiada importância para o bem que nos faz, que é nenhum!
É tempo de encarar o futuro como um bem promissor, recheado de novas pessoas e novas oportunidades. É certo que já deveria ter sido feito há cerca de 8/9 meses atrás... mas toda a aprendizagem que tem sido realizada no decorrer desse tempo (tão longo para uns, tão curto para outros) foi essencial e verdadeiramente aplicada, resolvendo particularmente os pequenos "senão's" de uma vida que se cansou de viver atormentada com o medo do incerto, do incógnito e da perda. É tempo de sair do casulo, olhar para o lado do outro que tanta vez foi deixado para trás.
Mesmo no meio da turbulência que magoa, que nos faz vacilar na fé que depositamos em algo que sabemos piamente que nos preenche e faz feliz, é também nessas alturas que reencontramos a paz... a paz da mudança que ocorreu e que não era vista como tal!
Secalhar roço um pouco a loucura, quando me debato com a fácil capacidade que me assiste de transformar o que de menos bom me acontece em algo bom, numa aprendizagem ou numa força motivadora de mudança. Para a maioria dos seres humanos passa-se exactamente o oposto.
Sofro também de uma consciência tardia, e muitas vezes lenta, de valorização do que me é importante. A vida a 1000 que levo para umas coisas, faz-me andar a 100 para as outras que, pelos vistos, são aquelas que depreendem uma maior dedicação e entrega.
Há que começar este novo ano laboral com a forte certeza do que realmente vale o tempo dispensado, gerindo agendas, não de uma forma louca mas privilegiando o essencial, o útil, o importante.
Sofro também de uma consciência tardia, e muitas vezes lenta, de valorização do que me é importante. A vida a 1000 que levo para umas coisas, faz-me andar a 100 para as outras que, pelos vistos, são aquelas que depreendem uma maior dedicação e entrega.
Há que começar este novo ano laboral com a forte certeza do que realmente vale o tempo dispensado, gerindo agendas, não de uma forma louca mas privilegiando o essencial, o útil, o importante.
Porque ninguém me vai devolver o tempo perdido, nem a oportunidade ultrapassada.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Isto há dias que só me apetece desancar a minha pessoa!
Problemas de comunicação, falta de paciência e outros acrescentos à mistura são motivos mais que suficientes para se estragar a noite a alguém. E eu mereço uma chapada por o ter feito! Não foram dúvidas, não foram desconfianças. Foi antes sensibilidade a mais e um relembrar de situações passadas, de tal forma penosas, que me puseram em causa e onde fizeram vir ao de cima o pior de mim. E eu tenho tanta raiva por não as ter evitado que sempre que algo me faça recordá-las, dou por mim a panicar! Não, secalhar ainda não me perdoei. Secalhar ainda não passou tempo suficiente para sarar por completo. Mas isso não me dá o direito de ser injusta e egoísta. Que tenho o coração apertado de dor, disso não duvidem.
Porque não merecemos... porque TU não mereces! Desculpa.
Se é difícil lidar comigo e aturar-me?!
Porra!!! Nem eu me aguento às vezes!
Porra!!! Nem eu me aguento às vezes!
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domingo, 13 de março de 2011
Se isto não é amor, é o quê? #5
Ele - Olha para mim... precisamos de conversar!
Eu - Ai agora queres conversar? 'Tá bem 'tá!
Ele - A sério... Quando o despertador tocou e tu te viraste para o outro lado, eu levantei-me e fui para a frente do fogão. Só que olhei fixamente para ele e disse: eu hoje não consigo! E pronto... Vim restabelecer energias mais uma hora... Tens que entender!
Eu (pensando...) - Aquilo que eu entendo é que se fosse desejos de uma grávida, a criança nascia com cara de panqueca...
Eu (dizendo!) - Estás a ficar velho, é o que é!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Mergulho na própria escuridão...
Quando um dia disse que, se não estava enfiada numa depressão pouco faltava, não estava de todo enganada! Com o amainar da poeira, com as coisas a começarem a ganhar o seu tempo e o seu espaço novamente, com a visão de que tudo começa a fazer sentido e a ser digno de luta, vem também os restos do cansaço extremo com que me deparei em 2010! Não faço questão de ficar presa nesta escuridão como não consigo simplesmente ignorá-la! Existe na minha alma e na minha vida e não é fácil de lidar, assumo. Consegue fazer de mim o que bem entende quando estou desprotegida e desatenta. É a minha maior pedra no sapato, aquela que me magoa a mim e que me faz magoar quem me rodeia. Berro e esperneio e desoriento e quero o meu silêncio e o meu espaço e as minhas lágrimas quando ela me desafia. Ainda me faz recordar todas as dores que engoli, todas as vezes que tive de me manter forte por causa de outros, toda a necessidade de positivismo à medida que as coisas afundavam... Isto tudo, durante 3 anos, levou a uma extinção de forças e a um massacre das reservas que todos temos para superar os obstáculos! Hoje custa-me muito mais ser forte, lutar, criar, estimar. Hoje sou alguém que ainda não se impôs às cicatrizes da vida. Hoje sou alguém que sabe que vai derrotar toda esta imensidão de irresponsabilidades, preguiça física e mental, erros sistemáticos. Mas primeiro preciso de extravazar todos os medos, todos os receios, todas as dúvidas, todas as lágrimas e palavras que ficaram guardadas porque não podiam ser ditas, todo o esforço abismal a que sujeitei o meu pequeno ser! Não quis pensar nas consequências de tamanha batalha, como nunca o faço, mas sabia que elas existiam... Cá estão elas a serem implacáveis, a pedirem que eu aja. Pois bem... Se eu posso ser muito mais do que sou, se posso ser muito melhor porque um dia já tive o privilégio disso mesmo, quer sejam precisos dias, meses ou anos, lágrimas ou sorrisos, lutas ou quedas, eu vou ao sítio!... Porque acordar com tamanho peso no coração pode ser vida para muita gente... Para mim já chega! Prefiro a paz que deixas quando a tua pele toca a minha... Prefiro a tranquilidade que o sol deixa quando me queima a pele... Prefiro a suavidade de momentos passados entre risos, abraços, projecção de sonhos... Prefiro tudo o que me leva à felicidade e não o que me faz ter dores de cabeça e anseios desmedidos!
É possível eu criar algo belo de que me orgulhe, algo que me faça chegar ao fim do dia e adormecer com o sorriso do dever cumprido, com a calmaria que está inerente a grandes feitos... todos os dias da minha vida!
Se a única resolução de 2011 for esta já me dou por muito feliz... Ainda há esperança para mim... fora do sofá, entenda-se!
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