Pára. Respira. Uma... Duas... Três vezes. Mentaliza-te da realidade. Esquece o que idealizaste. Vê o que verdadeiramente é. A mesma situação acontecerá as vezes necessárias até aprenderes "quem nunca". Não chega quase sentimentos. Não chega quase vontades. Não chega o que podia ter sido. Não chega. No meio de discursos movidos a medo, no meio de dúvidas tontas, no meio do conformismo da zona de conforto, no meio da necessidade gritante de se acertar, não há espaço para o que é de verdade. Infelizmente. E quando não priorizamos a verdade, quando não damos permissão aos sentimentos que julgamos ilógicos, quando calamos o que queremos falar, a tendência é definhar. Um dia mais tarde, se porventura não nos conhecermos mais, iremos tentar perceber onde nos perdemos. Beberemos da nostalgia da mágoa e da saudade e pouco restará do que poderia ter sido. Porque cansa, porque deixa de fazer sentido, porque deixa de fazer o coração vibrar. E desaparece aos poucos. E esfuma-se aos poucos. E já não se recorda com olhos a brilhar de magia. Antes com lágrimas que turvam o olhar. E esquecem-se os detalhes e os pormenores. A vida muda. É certo. As pessoas vão e vêm. Os momentos também. Poderia ser tudo diferente. Poderia ser exactamente o que é. Não sei. Viver é fazer diferente, digo e creio. E é essa diferença que nunca poderemos querer almejar se nunca tivermos a ousadia de tentar. De forma incondicional, por nós, sem estratégias, sem ego. Talvez fiquem os dias em que sonhámos acompanhados. Talvez fiquem os dias em que fizemos partilhas com a alma nua. Talvez. Ou simplesmente desaparecerá em esquecimento, como já aconteceu com a maior parte das recordações que os cinco sentidos proporcionaram. Isto de morrerem em nós e nós morrermos nos outros é triste. Castrador. Chega a saber a amputação. Ou então será para renascermos mais bonitos, mais genuínos, mais puros, mais humildes e mais sonhadores. Mas nunca nas mesmas pessoas. Porque posso querer viver diferente mas não tenho a fé suficiente para continuar a crer, de forma cega, que quem nos destrói pode um dia, por intervenção divina, mágica ou kármica, nos reconstruir.
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domingo, 21 de outubro de 2018
sexta-feira, 13 de março de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Hipocrisia.
Sinto as entranhas a emaranharem-se quando visualizo fotos de sorrisos hipócritas, que bancam os perfeitos e os dedicados, quando a história que terceiros conhecem e vivenciaram lado a lado não é assim tão pura. Questiono-me seriamente como conseguem omitir coisas tão sérias e como continuam na vida sob a forma de moralistas, falsos, mas moralistas. E o pior mesmo é que acreditam e vivem aquilo, como se de verdade se tratasse. E eu benzo-me. Em tom de reprovação e de surpresa, por tamanho descaramento, mas principalmente em jeito de gratidão pelo afastamento de tamanha ruindade e egoísmo. E que continue assim: longe, bem longe!
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Give me a break*,
Os gajos estão loucos*
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Salvar, amando.
Não podemos ser o super-herói de alguém que está perdido. Não podemos curar alguém que está quebrado. Não podemos completar alguém que está incompleto. Não podemos realmente salvar alguém. Por muito grande e sincera que seja essa vontade de o fazer. Tomar para nós essa tarefa é uma luta inglória da qual dois seres saem exaustos e confusos. Algumas batalhas têm de ser travadas dentro de nós. Não podemos salvar alguém, podemos apenas amar alguém. Amparar a queda, secar as lágrimas, oferecer o calor de um abraço… e esperar que essa pessoa encontre em si, um dia, a vontade de se curar. Podemos apenas amar alguém… e esperar que aprendam a amar-se também. | Crimes Perfeitos
domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
A tentar interiorizar!
Se ninguém responder ao teu apelo, vai só. Se ninguém quiser partilhar o teu desafio, avança sozinho. Se ninguém tiver coragem de te acompanhar, vive o teu sonho na tua própria companhia! | Pedro Vieira
quarta-feira, 26 de março de 2014
Eu, que até sou apologista que as pessoas demonstrem os seus afectos e mimem as suas pessoas especiais no Facebook e afins, sou também aquela que não acha piadinha nenhuma a bocas foleiras de superioridade face a terceiros e manifestações de uma felicidade suprema que, naquelas cabeças, toda a gente inveja. Assim sendo, nunca é demais uma gargalhada e um encolher de ombros quando se lê E já que a nossa felicidade incomoda tanto, vamos cuidar de ser ainda mais felizes e incomodar muito mais!, vindo da pessoa que veio. Mas depois penso que ela namora com quem namora e, secalhar, faz um bocadinho mais de sentido.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Já não redigia tão pouco em Fevereiro desde do ano em que criei este blogue. No mês em que há menos dias para a escrita, tê-lo vivido com o turbo ligado não ajudou. Muita coisa aconteceu em Fevereiro e isso é gratificante. Os dias foram cheios, recheados de emoções e vivências, ora estonteantes, ora de calmaria para reencontrar o que se vai perdendo. Se me for lembrando e o mês de Março me permitir, pode ser que eternize o feedback de momentos tão únicos e inesquecíveis. Se não, há mais vida digna de registo, neste bonito mês que agora nos saúda. Olá Março, sê bem-vindo! E que mude a hora depressinha!*
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2014 the year*,
Desabafos*,
Recomeços*
domingo, 23 de fevereiro de 2014
E quando uma das melhores pessoas que conheces te diz que vai trabalhar para a Polónia, o chão sai-te debaixo dos pés! Ouves, engoles em seco, parabenizas e entras em choque. Para meia dúzia de segundos depois as lágrimas começarem a escorrer o rosto, sem parar, porque sentes um misto de tristeza, de revolta, de alegria, de orgulho... tudo num turbilhão danado dentro de ti! Quando essa pessoa é uma das únicas pessoas que olhou para ti e desde sempre acreditou no teu potencial, aquela pessoa que acredita nos teus projectos só porque vive e vibra com o teu entusiasmo e dedicação e isso basta-lhe, sentes um pouco de raiva de Deus ou do destino que te retira a mesma da vista, do dia-a-dia. Resta-te mentalizar que nunca sairá do teu coração, o skype continua a fazer milagres e tens estadia paga quando lá fores. Mas que não é justo, não é! É longe demais e o teu coração não estava preparado para mais um choque destes. Estou triste, porque estou e ninguém me vai fazer não estar, mas tenho um orgulho enorme neste passo deste grande amigo. Que o sucesso o acompanhe sempre. O sucesso e a felicidade!*
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Ahhhhhh... o AMOR! #6
Estou em lágrimas. E, ao mesmo tempo, com um coração cheio de alegria por ainda haver quem se comprometa e dedique! No dia, naquele fatídico dia, em que olhei para ti e tive a certeza de que, se algo de mal me acontecesse, não estarias lá para mim, o nosso "amor" foi condenado. Não há nada pior que nos sentirmos sós e desamparados com outro alguém que devia ser o nosso porto de abrigo. Mas foi também nesse dia que aprendi e tive de me mentalizar que requisito essencial para uma ligação se fortalecer é este confiar de vida. Porque, se é amor, pode(-se) tudo, quaisquer que sejam as adversidades... juntos!
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Deambulações madrugadoras!
A noite já vai longa e, enquanto tomava banho, tentei delinear uma metáfora que explicasse, como de um eufemismo se tratasse, tudo aquilo que queria registar aqui hoje. Não fui, de todo, bem sucedida. Então pensei que, se fosse fiel à minha brutalidade, talvez a coisa se processasse. Não sei se vai ser o melhor, mas o que é certo é que não ando com muita paciência para ser politicamente correcta. E agora, bem agora, enquanto escrevia esta preocupação duvidosa que me assolava, senti que devia conjugar ambas as opções. Não sei. Estou confusa. Mas aqui vai.
Se não podemos forçar sentimentos, também não podemos forçar formas de ver, encarar e viver a vida. Ponto final. A pessoas que se apegam facilmente e que pretendem compromissos não se lhes pode exigir que ajam por prazer, como a pessoas que não se querem comprometer e que conseguem separar bem as águas não se lhes pode exigir que alinhem em compromissos. Pelo menos de uma forma um tanto leviana. A menos que queiram, se mentalizem e entrem de livre vontade nesse caminho. A meu ver, quando alguém percebe e assume o que pretende para a sua vida, até prova em contrário, deve ser prática e objectiva a seguir o trilho que leva a alcançar o caminho que quer percorrer.
Porque carga de água é que irei até ao Porto, gastar tempo e recursos, quando pretendo instalar-me em Lisboa? Posso regressar ao Porto, em modo turista, recordar o quanto me é importante nas lembranças que a ele associo, respirar-lhe o odor da meninice das experiências que lá vivi. Mas o meu destino é Lisboa. Não quero, não posso e não é necessário ir lá dar a volta, instalar-me só porque terceiros gostariam que eu o fizesse, para seu próprio prazer. Por mais que me tentem convencer a alinhar numa aventura fugaz, bem louca e prazerosa, eu irei focar-me exactamente na primeira parte: fugaz! Não, já não tenho vontade de perder tempo em algo que sei que não corresponde ao que procuro. E tomo esta consciência com a maior paz que há memória no meu ser de quase 27 anos.
Porque carga de água é que irei até ao Porto, gastar tempo e recursos, quando pretendo instalar-me em Lisboa? Posso regressar ao Porto, em modo turista, recordar o quanto me é importante nas lembranças que a ele associo, respirar-lhe o odor da meninice das experiências que lá vivi. Mas o meu destino é Lisboa. Não quero, não posso e não é necessário ir lá dar a volta, instalar-me só porque terceiros gostariam que eu o fizesse, para seu próprio prazer. Por mais que me tentem convencer a alinhar numa aventura fugaz, bem louca e prazerosa, eu irei focar-me exactamente na primeira parte: fugaz! Não, já não tenho vontade de perder tempo em algo que sei que não corresponde ao que procuro. E tomo esta consciência com a maior paz que há memória no meu ser de quase 27 anos.
As pessoas não estão, nem podem estar todas, no mesmo comprimento de onda. E o truque está em não nos revoltarmos, nem com elas nem connosco, e deixarmos que ambas as partes sigam o trilho que mais as deixará felizes. Sem dramas. Porque as escolhas pessoais de cada uma das partes tem o seu porquê, o seu objectivo. Ou, pelo menos, deviam ter. Só não me peçam para tolerar e aceitar que fiquem fulas e ofendidas. Porquê? Não têm que o estar.
Não ambicionarmos o mesmo, neste momento ou para sempre, não comporta nenhuma obrigatoriedade de corte de relacionamento. Lá porque não caminhamos unidos não quer dizer que não possamos caminhar lado a lado. Lá porque não se cede ao fácil, em prol do que se sonha e ambiciona, e se explica isso mesmo, não faz da outra parte um ser desrespeitoso e rude. Tomara que todos soubéssemos um pouco mais o local onde pretendemos chegar, em vez de andarmos constantemente a metermo-nos em atalhos que desconhecemos, somente pelo doce sabor fugaz da aventura. Há o tempo em que isso faz todo o sentido, mesmo com desconhecidos ou com conhecidos a que em breve diremos adeus, e há o tempo em que o que mais pretendemos é nos perder com aqueles que faz todo o sentido "andar em voltas rectas na mesma esfera", como dizia o outro! É tudo uma questão de objectividade, continuo a frisar.
Com a idade tornamo-nos práticos, concisos e claros. Eu, pessoa que tinhae que continua a ter um bocadinho problemas em lidar com perdas e com cortes um tanto definitivos, tive que aprender a, pelo menos, saber lidar com esse medo que me fazia agarrar às coisas de uma forma quase obsessiva. Há peso que só faz sentido carregar durante certas etapas da vida. Ele terá que ser libertado na altura certa. Para o bem de todos. E lá porque um dia nos libertei e nos forcei a trilhar caminhos diferentes, não implica que tenha esquecido a história que nos uniu. Hoje não faz mais sentido mas o carinho e cuidado construído permanecerão como fonte eterna de ligação. Porquê então toda a dor, frustração e irritação se concordas que queremos coisas diferentes? A noite ajudar-te-á a reflectir. Eu já encontrei a minha resposta. Um beijinho no coração.
Não ambicionarmos o mesmo, neste momento ou para sempre, não comporta nenhuma obrigatoriedade de corte de relacionamento. Lá porque não caminhamos unidos não quer dizer que não possamos caminhar lado a lado. Lá porque não se cede ao fácil, em prol do que se sonha e ambiciona, e se explica isso mesmo, não faz da outra parte um ser desrespeitoso e rude. Tomara que todos soubéssemos um pouco mais o local onde pretendemos chegar, em vez de andarmos constantemente a metermo-nos em atalhos que desconhecemos, somente pelo doce sabor fugaz da aventura. Há o tempo em que isso faz todo o sentido, mesmo com desconhecidos ou com conhecidos a que em breve diremos adeus, e há o tempo em que o que mais pretendemos é nos perder com aqueles que faz todo o sentido "andar em voltas rectas na mesma esfera", como dizia o outro! É tudo uma questão de objectividade, continuo a frisar.
Com a idade tornamo-nos práticos, concisos e claros. Eu, pessoa que tinha
domingo, 26 de janeiro de 2014
A minha independência será sempre dual aos olhos da sociedade. Sejam inteligentes e não a confundam com libertinagem. Sejam ainda mais inteligentes e desafiem-se a ter a coragem necessária para a aceitar. Porque uma mulher independente não é uma mulher descomprometida, não é uma mulher que vive isolada e não depende de ninguém, como tantas vezes tentam fazer parecer. Lá porque uma mulher independente se desenvecilha em toda e qualquer área da sua vida, não vive nem quer viver sozinha, aparte do mundo, e tão pouco tem a presunção de se achar dona da razão. Lá porque não se deixa submeter a vontades e necessidades alheias, como cidadã, sabe que tem que ir fazendo cedências. Nunca pensei que algo tão dignificante do ser humano, como é o caso da liberdade de pensamento e escolha, fosse tão temido por uma grande parte de seres humanos, nomeadamente homens. A independência de uma mulher não vos retira o papel na relação, nem tão pouco devia ser factor aterrorizante de perda. Continuo a reforçar: o compromisso, a lealdade, a fidelidade e a dedicação em nada têm a ver com dependência ou independência de uma pessoa. Tem mais a ver com vontades expressas, princípios, valores e personalidade. É tão mentalmente mesquinho ligarem as duas coisas. Há quem muito perca o contributo destas mulheres para uma melhor vida porque a ilusão da segurança da dependência é tão mais fácil de controlar. Coragem senhores, coragem por favor!
Conhecemos o nosso mundo e conhecemos o mundo que nos é próximo e que nos é oferecido através de informação. De tal forma focamo-nos no que é acessível, esquecendo tantas vezes que para além da nossa bolha há muito mais para viver, para conhecer, existem muitas mais vidas, muitas mais situações que fogem do nosso controlo e entendimento. Portanto, é, de certa forma, castrador sentirmo-nos tantas vezes especiais e sofrermos porque não respeitam e não honram esse estatuto para connosco. A par da anormalidade de casos de violência desmedida e inesperada que têm surgido, questiono-me tantas vezes como é que eu ainda sangro tanto quando algo de menos próprio acontece comigo. Na bolha onde cresci, onde só dou acesso àqueles que vêm por bem e que me mostrem, até prova em contrário, que são influências positivas e motivadores do meu crescimento, não há espaço nem pachorra para egocentrismos, crueldade, vaidades, intenções mesquinhas. Não há. Mas não é por não haver que elas deixam de existir, directa ou indirectamente apontadas na minha direcção. Já é mais que tempo de eu esquecer que fui especial e que essas pessoas são apenas pessoas com traços de personalidade e visões de vida diferentes das minhas. E se não partilhamos princípios básicos de vida não somos capazes de coabitar. Portanto, o caminho vai ser longo e difícil. Vais ser criticado e vais falhar… mas se apesar de cada falhanço, cada crítica e cada sofrimento continuares a dar o teu melhor… então é porque te tornaste em alguém especial! Ninguém escolhe livremente passar privações emocionais, sofrimentos aterradores na vida. Ninguém adivinha que futuro vai ser o seu, em que moldes decorrerá a sua vida. Mas creio que não é fazendo dos percalços um veneno mais letal do que já é que se seja capaz de dar a volta. Creio, sim, que ao optarmos por um maior empenho e uma maior intenção naquilo que nos faz vibrar a alma, rapidamente o desnecessário acaba por morrer e, consequentemente, desaparecer de um plano que se quer, dia após dia, optimizado. Não é em vão que as limpezas a fundo não funcionam bem só nos imóveis. A alma também necessita disso. Para ter a capacidade de escolher, cada vez mais sabiamente.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
O melhor do meu dia! #9
O respeito é, sem sombra de dúvida, um grandioso iniciador de desbloqueios de atritos, de mágoas. E se formos persistentes nesse respeito, transformando-o quiçá em compreensão, talvez o universo nos dê uma ajudinha e reoriente o percurso das nossas vidas. O bom do tempo que passa é a mais valia da maturidade, do crescimento, mesmo que tantas vezes a ferros, à custa de sofrimentos que poderiam ser atenuados. Mas se servirem como impulsionadores de uma vida mais sã, digna e verdadeira, que seja! A vida continua e nós, até prova em contrário, continuamos aqui com a capacidade de fazer diferente, fazer melhor. É para isso que vivemos! Basta acreditar. Basta querer. Lembra-te: fé e vontade. A minha resposta à tua certeza: crer e querer! E humildade.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Um dia, um belo dia, vais perceber que canalizares a tua raiva em alguém que julgaste e obrigaste a não errar, não te libertou das mágoas de um passado triste, que esta sempre quis ajudar a resolver se, porventura, o conhecesse. Vais perceber que perdeste alguém que fez de ti um futuro, mesmo com as cicatrizes de vida que julgas serem vergonhosas. Vais perceber que não só perdeste o seu amor, como também a sua amizade e admiração. E olha que mesmo que não nos amem nem nós amemos na mesma frequência, há ainda quem nos dê cor e alegria aos dias. E isso, se perderes por fechares a porta inúmeras vezes seguidas, como que a dar vitória ao orgulho e ao medo de sofrer, vais perder para sempre. E vai fazer-te falta! Acredita em mim.
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domingo, 12 de janeiro de 2014
Há pessoas que sentem com todas as células que compõem o seu humano corpo. E essas pessoas cultivam em mim uma certa curiosidade. Gosto da forma como querem resolver o que outros julgam impossível, só porque o sentimento que as define as faz acreditar. Gosto da forma como querem desvendar os mistérios no coração dos outros. Gosto da forma como os querem entender, como se compadecem das suas dúvidas e perdição. Gosto da forma como são, estupidamente, humanas.
Como sentem com o corpo, quando se trata daqueles sentimentos menos fervorosos, daqueles que por vezes machucam, há toda uma resposta traduzida em forma de lágrimas, impaciência no olhar, ritmos cardíacos alucinados, por vezes até rash cutâneo. E não, não estão a fazer de propósito para serem notadas... é-lhes completamente inerente e não conseguem controlar... mas vão tentando aprender. Essas pessoas que sentem com o corpo, sentem em demasia, querem sentir em demasia, necessitam dessa demasia. Não conhecem outra forma de ser, de agir. Mas nem sempre são entendidas. É fundamental esclarecer que essas pessoas não têm a prepotência de achar que essa forma de viver é única. Sabem que não é, respeitam isso, como necessitam que respeitem e aceitem a sua forma de sentir.
É certo que é muito mais difícil de reparar uma pessoa que sente com o corpo, porque quando adoece o sentimento o corpo ressente-se, e muito. É muito mais sufocante, e até mesmo desgastante, uma pessoa comportar em si esta característica. Por vezes, chego a achar que é mordaz, exageradamente perfeccionista e até mesmo psicótica a necessidade de sentir tudo. Mas admiro-as. Admiro a honestidade, a transparência, o desafio que nos deixam no ar. Gosto destas pessoas porque dificilmente escondem intenções maquiavélicas. Estas pessoas odeiam jogos de intenções. Odeiam ter que supor, odeiam questões dúbias. Fogem dos mal-entendidos e, principalmente, são fiéis, compulsivamente fiéis, ao sentimento que ousam partilhar. A segurança que nos dão é tão relaxante, cultiva nos mais íntimo de nós a confiança nelas e, muito raramente, criam em nós expectativas defraudadas.
Eu gosto destas pessoas e quero-as ardentemente na minha vida. Elas ensinam-me a promover a leveza, ensinam-me a respeitar o que sinto, da forma que sinto, mesmo que ilógico aos olhos da maioria. Elas obrigam-me a encarar os erros como aprendizagem e a perceber que o sentimento provocado, por mais penoso que seja, é também libertador do meu medo incontrolável de sofrer. É nelas que busco a força para, dia após dia, consolidar a força para fazer jus ao que verdadeiramente sinto, ao que verdadeiramente sou. Gosto da ideia simplista que ostentam: são o que são, sentem o que sentem, sem pudores ou necessidade de explicação. Dizem as más línguas que são pessoas mais frágeis, mais expostas ao perigo, menos protegidas e, portanto, sofrem mais e vivem mais o sofrimento. Mas porra... sentem tudo na vida como deve ser! São vivas. São cativantes. São desafiantes. Corre-lhes nas veias a vontade de lutar por um mundo com pessoas mais humanas. Querem que, no decorrer da vida, haja quem se deixe encantar.
Eu sou uma dessas pessoas. Estou encantada. E ontem recomeçou algo que tenho vindo a perder: o respeito pelo que sinto, como sinto, quando sinto, mesmo que incomode. Foram lágrimas, porque foram, públicas, mas tão honestas quanto libertadoras. Porque estavam acumuladas, precisavam de sair e foram provocadas por quem me quer bem. Não me envergonho. Já disse que gosto de quem sente com todas as células do seu corpo?
Eu gosto destas pessoas e quero-as ardentemente na minha vida. Elas ensinam-me a promover a leveza, ensinam-me a respeitar o que sinto, da forma que sinto, mesmo que ilógico aos olhos da maioria. Elas obrigam-me a encarar os erros como aprendizagem e a perceber que o sentimento provocado, por mais penoso que seja, é também libertador do meu medo incontrolável de sofrer. É nelas que busco a força para, dia após dia, consolidar a força para fazer jus ao que verdadeiramente sinto, ao que verdadeiramente sou. Gosto da ideia simplista que ostentam: são o que são, sentem o que sentem, sem pudores ou necessidade de explicação. Dizem as más línguas que são pessoas mais frágeis, mais expostas ao perigo, menos protegidas e, portanto, sofrem mais e vivem mais o sofrimento. Mas porra... sentem tudo na vida como deve ser! São vivas. São cativantes. São desafiantes. Corre-lhes nas veias a vontade de lutar por um mundo com pessoas mais humanas. Querem que, no decorrer da vida, haja quem se deixe encantar.
Eu sou uma dessas pessoas. Estou encantada. E ontem recomeçou algo que tenho vindo a perder: o respeito pelo que sinto, como sinto, quando sinto, mesmo que incomode. Foram lágrimas, porque foram, públicas, mas tão honestas quanto libertadoras. Porque estavam acumuladas, precisavam de sair e foram provocadas por quem me quer bem. Não me envergonho. Já disse que gosto de quem sente com todas as células do seu corpo?
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
E a saga do balcão continua! Os dias de serviço têm destas coisas. Hoje coube-me ouvir a história de uma colega de primária que terminou uma relação de algum tempo há cerca de 6 meses. Os pormenores que ela mencionava fez-me relembrar e muito o término da minha última relação. Meu Deus, como foi estranho! Já não pensava neste assunto há bastante tempo e aperceber-me do quão corriqueira e, infelizmente, normal esta situação se está a tornar, faz-me começar a achar que fui um poço intenso de sofrimento sem muita justificação plausível. Acho que destilei neste término a mágoa das frustrações acumuladas e, portanto, não se pode "dar o mérito" à pessoa em questão mas antes ao acumular de situações mal resolvidas e de uma auto-estima completamente no lodo. Agora o que me surpreendeu foi o desenrolar da conversa em si. Algum dia, naquela altura, lhe diria o que disse hoje, completamente descomplexada? Nunca. Algum dia, naquela altura, seria tão clara, real e concreta na análise da situação? Jamais. Algum dia, naquela altura, teria tamanha compaixão e abertura de mente? Deumalibre! Aquilo que a minha colega nos fez ver foi que a vida tem os seus percalços e é a aprendizagem, tantas vezes à força, que nos encaminha para a maturidade e nos faz melhores pessoas. Tão mais humildes quanto a mágoa que um dia nos deixou sem ar, sem sono, sem fome e sem rumo e que, um dia, é superada!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Estar atrás de um balcão, por vezes, quer também dizer ser confidente. Hoje, num espaço de 1h30, tive perante mim a felicidade plena e a depressão total. Não sendo eu, de todo, o esplendor do equilíbrio emocional, lidei, o melhor que pude, com este alto e baixo perfeitamente delineado. E pensei. Pensei muito e fiquei baralhada, incomodada. A felicidade plena chega-me através da voz de um marido que não ganhou para o susto. A mulher encostou-se a uma mesa de centro, com vidro, pressionou um pouco demais quiçá, esta cede, ela cai desamparada sobre o vidro partido. 10 cm de vidro que, por um milagre, não lhe atingiram a coluna vertebral. Eu vi a foto do pedaço de vidro. Fuck! 9 pontos e direito a uma segunda vida, a uma segunda oportunidade. Ainda estou incrédula. A depressão total chega-me através de um filho, da idade da minha tia, com uma mãe com múltiplos avc's e, agora, demente. Filho de um pai que tentou, recentemente, pôr término à vida, que se encontra internado numa ala psiquiátrica e que, quando regressar, não se sabe se aceitará a entrada num centro de dia, para ser melhor acompanhado. Um filho que também é marido de uma pessoa depressiva e extremamente frágil. Um filho que é homem e tem um negócio próprio que, não sabe até quando será viável, dado o roubo em impostos a que é sujeito. Uma pessoa que está perdida, que não sabe que rumo dar à vida, que está bem perto de desistir de lutar pela vida e pelo encanto que outros lhe dizem que ela tem. Fiquei novamente incrédula. Porque uma pessoa não deveria de ser sujeita a tamanha provação junta. Mesmo que seja forte. É desumano. E é assim, neste misto de alegria e tristeza, que encerro o dia. Sei que a vida é feita de um quase equilíbrio de momentos bons e menos bons e é nisso que me baseio ou tento. Quiçá esta partilha não fundirá a aprendizagem que advém de um sofrimento agudo com a esperança de que o sofrimento crónico se atenuará, não tarda. Quiçá. Eu cá continuo incrédula com a vida, como com a determinação da natureza por este país fora. Não é, de todo, um dia fácil mas "a nossa vontade é forte" ou tem de ser!
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Uma pessoa até precisa de escrever isto para que consiga reflectir bem sobre o que se passa. No espaço de 1 mês e meio quanto muito já é a 3ª vez que me aparece herpes. Se a primeira vez poderá ter derivado de uma baixa imunitária relacionada com uma constipação própria do tempo, as outras duas, estou em crer, que foram literalmente apanhadas... pelo ar que me envolvia com outras pessoas contaminadas! É que não há outra explicação, por mais estapafúrdia cientificamente falando que seja. Lembro-me de estar perto de uma amiga, ela dizer-me que não me podia cumprimentar por causa do bicho e eu concordar. Seguiu-se uma conversa de 30 minutos. Na manhã seguinte, pumbas... uma erupção vulcânica deste imbecil. Ontem foi uma cliente que se cuspia imenso que me veio questionar se o que tinha era herpes. Via-se à légua que era e informei-a. Enquanto não se foi embora cuspiu mais umas quantas vezes. Por volta da meia noite, depois da boa acção natalícia que a minha avó me pediu e que eu fiz com muito amor... pumba. Nova avalanche de vesículas a dar de si! Essas parvas! Agora ninguém me tira da cabeça que isto tem dedinho contaminado do demónio. Arre vida! Resta-me 7 dias de medicação para cavalo, visto que a minha paciência começa a esgotar-se e, ou vai, ou racha! PS: JC, quando no meio da oração digo "E livrai-me do mal. Amén." também me refiro a isto, só para que conste!
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Sabemos que somos especiais quando...
... volvidos 2 anos, e com uma série de problemáticas que nos podiam ter afastado, aquela música soou e tu começaste a chorar à minha beira. A única reacção que tive foi abraçar-te... fortemente! Sabia um dos motivos das tuas lágrimas mas fiquei chocada com o outro que me contaste posteriormente. Não fazia a mínima ideia do que se passava e isso, naquele momento era o menos importante. Puxei-te para fora e deixei-te chorar até não quereres mais, até não poderes mais. Senti que choraste a alma. O meu coração estava a ficar apertado com o teu sofrimento que, finalmente, se estava a libertar e a fazer ouvir. Mas eu só tinha uma função: manter-me ali. Ouvir-te. Abraçar-te. Encorajar-te. Há 2 anos ou exactamente no dia de hoje, a minha opinião sobre ti não mudou: és forte, e não fraco como dizes, e aguentas muito mais do que aquilo que pensas. Tens uma grande mágoa e um grande medo no fundo de ti que queria poder ajudar a remover. Mas não posso. Tens um longo caminho a percorrer. Só te posso garantir que, enquanto me for permitido, não desistirei de te acompanhar na luta. Sabemos que somos especiais quando as pessoas podiam simplesmente optar pelo lado mais fácil e óbvio mas preferem ser fiéis à união e confiança que um dia foi construída. Não me arrependo de ter estado ali para ti. Independentemente de quem tens na tua vida e que nos une. És um amigo e isso, independentemente de tudo, não vai mudar. Eu não quero que mude. A preocupação, a identificação e o carinho que se tem por alguém não surge do nada. Trabalharei para manter o nosso. Vai tudo correr bem, pequenino. Não desistas.
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